<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897</id><updated>2012-02-01T12:50:17.837-02:00</updated><category term='Maquiavel'/><category term='recomendo'/><category term='audio'/><category term='teatro'/><category term='o príncipe'/><category term='ética'/><category term='Tito Lívio'/><category term='video'/><category term='Fichamento da Obra &quot;O Príncipe&quot;'/><category term='livros'/><category term='politica brasileira'/><category term='maquiavélico'/><category term='politica internacional'/><category term='curiosidades'/><category term='artigos cientificos'/><category term='frases de Maquiavel'/><category term='Savonarola'/><category term='Marilena Chauí'/><title type='text'>Nicolau Maquiavel</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>196</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-6258492157140967202</id><published>2011-12-20T15:27:00.001-02:00</published><updated>2011-12-20T15:31:01.209-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o príncipe'/><title type='text'>Amado ou temido?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para o Príncipe, título do mais famoso livro de Nicolau Maquiavel, “é melhor ser amado ou ser temido”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma das mais conhecidas indagações de Maquiavel, a qual ele responde: "...bem, a primeira alternativa é a ideal, sobretudo quando está associado ao respeito por parte dos súditos. Mas ser temido é mais seguro, ainda mais um príncipe novo, que não pode seguir todos os preceitos a que são obrigados os homens considerados de bem. Deve-se saber enveredar pela trilha do mal, se isso lhe for conveniente, ainda que sem esquecer de manter as aparências. Existem crueldades bem praticadas...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por pensar assim, Maquiavel foi acusado de ingenuidade política ao exprimir suas idéias de forma tão clara, numa circunstância em que o feitiço acabou virando contra o feiticeiro e manchando sua reputação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa importante de Maquiavel seria uma conduta moderada e racional do ponto de vista da adequação entre fins (objetivos) a atingir e os meios para tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a conquista e preservação do poder, o Príncipe precisa de um conjunto de meios: a esperteza da raposa para evitar os laços; a força do leão para amedrontar os ursos; o talento para a dissimulação, a piedade convenientemente dosada; e, o domínio da arte da guerra e as grandes obras que dão popularidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que muitos mortais enchem a boca e dizem em alto e bom som: “sou maquiavélico”, todavia, de maneira bronca, pejorativa, xucra, e, quiçá, ingênua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, para quem está na política, é preciso saber disso tudo, claramente, pois, ampliar o poder político decisório é algo natural no político e no seu grupo político, porém, para ser mais que respeitado na vida política e social, ser franco é ser diplomata, ou seja, saber dizer o não ou o sim na hora “H”, sem ser desagradável ou mesquinho, o que garante credibilidade e legitimidade ao postulante da coisa pública. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse jogo político duro entre aqueles que renegam o lucro, mas que querem preservar seus interesses privados, há que se buscar um novo maquiavelismo político, um novo político que em tese já existia na literatura maquiavélica, apenas estava repousando, que é o exemplo da virtude, da educação, das boas leis, da escolha dos seus "conselheiros" e da segurança aos anseios mais universais como a propriedade, a liberdade de expressão e o reforço à democracia. Tudo isto mantido dentro da maior eficácia da ação do “governante”, que para o mesmo ganhar a guerra, ainda, é uma estratégia eficaz para calar as críticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo Príncipe terá que impor sua vontade no interior de uma relação social contra todas as resistências. A diferença do antigo para o novo é que o primeiro usava da força para conseguir seus objetivos; já o segundo se expressa de diversas maneiras, onde a corrupção é a mais utilizada para os mais despreparados de formação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchá por Deus, vive de chá co bolo de "Rei" só in festa de Santo é poco demás... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos "Príncipes Brasileiros" urge a atuação política no sentido da conscientização de que quem muda uma Nação são as elites livres e responsáveis. Livres de ideologias terceiro-mundistas e responsáveis pela “saúde” do povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*ERNANI LÚCIO PINTO DE SOUZA&lt;/strong&gt; é economista do escritório de economia Paradigma Estudos e Pesquisas, associado da Aprocecon, vice-conselheiro do Corecon-MT e técnico licenciado da UFMT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;strong&gt;EDSON LUIS LINO JORGE DA SILVA&lt;/strong&gt; é economista, técnico da UFMT e Ms. em Administração Pública pela UFSC &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=403935"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Diariodecuiaba&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-6258492157140967202?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/6258492157140967202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=6258492157140967202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/6258492157140967202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/6258492157140967202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/12/amado-ou-temido.html' title='Amado ou temido?'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8706789589451266561</id><published>2011-12-09T09:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-09T09:00:28.404-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maquiavel'/><title type='text'>Os livros que marcaram a vida de Fernando Capez</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="author"&gt;&lt;a href="http://www.conjur.com.br/2011-dez-08/livro-aberto-livros-marcaram-vida-deputado-fernando-capez#autores"&gt;Por Camila Ribeiro de Mendonça&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="image esquerda"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img align="left" alt="" class="esquerda" src="http://s.conjur.com.br/img/b/caricatura-fernando-capez-01-12-.jpeg" style="float: none;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;"É preciso ter um mundo interior. Não adianta ter dinheiro se você vai aos lugares e não consegue entender nada do que está se passando. É preciso ter cultura e entender o contexto.” O mundo interior a que se refere o deputado Fernando Capez é alimentado por livros e mais livros, muitos deles relacionados&amp;nbsp;à história, assunto pelo qual ele se diz fascinado. Isso porque o ajuda a compreender a mundo a sua volta e os mundos aos quais ele não participou.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;O atual deputado estadual Fernando Capez (PSDB), iniciou sua carreira como promotor de Justiça. Ele atuou também como professor durante 18 anos no Complexo Jurídico Damásio de Jesus e na Escola Superior do Ministério Público de São Paulo. Tem 24 livros publicados, principalmente na área de Direito Penal e Processo Penal.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Primeiros livros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aqueles livros enormes, conhecidos como enciclopédias, que estão caindo em desuso e geralmente só eram abertos para pesquisar trabalhos escolares, eram objetos de desejo de Capez quando criança. “Esse foi meu primeiro contato com a leitura: os livros de história do colégio, o estudo de uma coleção que meu pai comprou nos anos 70, que era o &lt;em&gt;Conhecer. &lt;/em&gt;Eu lia muito enciclopédias. Tinha a opção de ler um romance e um livro de história com dados”.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;Os livros para Capez eram como um portal para mundos distantes, outros tempos e cenários. Foi por meio da obra &lt;em&gt;O Príncipe&lt;/em&gt;, de Nicolau Maquiavel, que ele pôde ir à Florença de sua imaginação. “Eu queria voltar para Florença do final do século XV, quando praticamente começou o Renascimento, com Lorenzo de Médici e todos aqueles artistas. Naquele ambiente de Leonardo da Vinci e, posteriormente, Michelangelo. O livro dele representava tudo isso”, diz.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;Enxergando a obra dentro do contexto de pesquisa e de estudo de história, o deputado teve uma opinião diferente do senso comum sobre Maquiavel. Capez o entendeu como alguém que quis escrever um livro para dar conselhos de sobrevivência a um príncipe.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Legado pessoal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro livro que despertou o interesse do deputado foi a biografia deThomas Morus, condenado à decapitação pelo rei Henrique VIII por se recusar a reconhecer a Igreja Anglicana. “É o drama de um homem, a família mandando cartas pedindo para ele se retratar e ele com medo de, ao se retratar, negar a Deus e perder o direito à vida eterna. Então, ele preferiu morrer. Há um conflito entre a convicção de um homem e a sua conveniência.”&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;Durante a época de faculdade, como não poderia deixar de ser, os livros jurídicos foram os protagonistas das estantes de Capez. Na ocasião, quatro autores chamaram a sua atenção. São eles: Nelson Hungria, Magalhães Noronha, Basileu Garcia e Aníbal Bruno&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;Mais tarde, a obra do professor Damásio de Jesus também foi importante&amp;nbsp;para seu mergulho&amp;nbsp;em Direito Penal.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;Para o deputado, o Direito e a história andam de mãos dadas. “Com o estudo da História, você contextualiza o Direito dentro do período histórico em que ele foi concebido. Uma tese era defendida de acordo com o sistema político vigente.”&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="image esquerda"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;Norteado por esse pensamento, Capez teve contato com uma publicação que considerou muito importante e decisiva para sua formação. Leu em espanhol a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Teoria de la Accion Finalista&lt;/em&gt;, do Hans Welzel. Trata-se de uma obra que noticia o sistema jurídico da Alemanha durante os anos de nazismo e na qual o autor estabelece uma relação entre o regime político e o sistema jurídico. Ele diz: “Você só consegue entender o direito nazista se compreender o regime totalitário”.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;O livro traz como exemplo Hans Frank, ministro da Justiça do Reich alemão em 1943, “que permitiu que as mulheres estrangeiras praticassem aborto e mantinha como crime o aborto praticado pelas alemãs porque só se protegia a vida dos bebês alemães. Não se protegia a vida intra-uterina dos futuros bebês estrangeiros”.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Livros jurídicos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O interesse do&amp;nbsp;deputado&amp;nbsp;pelos livros vai muito além do papel de leitor. Com mais de uma dezena obras de Direito sob sua autoria no mercado, ele guarda com especial carinho a lembrança de suas primeiras publicações. Na época, foram taxadas como “loucura e ousadia” e atualmente são parte de seu estilo como escritor. “Eu sacrificava a erudição em benefício da comunicação.” Os resultados foram quadros sinóticos explicativos ao final de cada livro, ou charges, muitas vezes cômicas, para ilustrar os temas mais difíceis.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="image direita"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img align="right" alt="" class="direita" height="224px" src="http://s.conjur.com.br/img/b/processo-penal1.jpeg" style="float: none;" width="166px" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;Ao ser perguntado sobre os livros de sua autoria que mais gosta, ele cita o volume I da coleção&amp;nbsp;&lt;em&gt;Curso de Direito Penal&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e o&amp;nbsp;&lt;em&gt;Curso de Processo Penal&lt;/em&gt;. O autor conta que “Processo Penal” foi escrito no início de 96. A obra foi publicada em novembro de 97. “Já o “Penal Geral” eu comecei a escrever em 1990 e publiquei em 2000. As aulas foram virando o livro”, diz Capez.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;Há também uma apostila de Direito Constitucional escrita por Capez há 20 anos, que figura no hall de seus xodós. “Na época era vendida como xerox (a pessoa comprava apostila com folha de sulfite). Para as pessoas não tirarem xerox, eu fazia com letrinha azul bem clarinha e difícil de ler”, diz. Essa “apostilinha despretensiosa” vai virar um curso de Direito Constitucional simplificado, que deve ser lançado no ano que vem.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Li e recomendo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, o deputado Capez andou se debruçando sobre o livro do professor Zygmunt Bauman, chamado &lt;em&gt;Tempos Líquidos&lt;/em&gt;, que traz uma abordagem da sociedade moderna sob o prisma de que ela não é mais sólida, pois muda a todo tempo. “Tal como um líquido jogado sobre uma superfície, ela vai se mexendo. Então, fica difícil você ter uma compreensão duradoura de qualquer fenômeno porque tudo muda muito rapidamente”, afirma ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;Bauman faz uma análise do mundo globalizado, da tendência principalmente nas grandes cidades, das pessoas se isolarem em universos exclusivos e deixarem de desfrutar os ambientes comuns, públicos. “As pessoas passam a viver em condomínios fechados e não visitam mais as praças públicas e não frequentam os parques. Existem os excluídos, aqueles que jamais terão acesso a estes ambientes fechados e eles neste ambiente também são excluídos porque jamais se colocam nos ambientes públicos.”&lt;/div&gt;&lt;div class="wysiwyg" style="text-align: justify;"&gt;A obra faz um paralelo entre este fenômeno e o que está acontecendo nos países desenvolvidos. “Da mesma maneira que não está dando certo nos países desenvolvidos isolar o resto do mundo, não dará certo para essas sociedades fazerem esses microorganismos sociais. Então ele diz, numa conclusão, que jamais uma criança poderá dormir tranquila nos Estados Unidos ou na Europa Ocidental enquanto uma criança estiver vivendo sem dignidade no Afeganistão, no Iraque ou na África.”&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.google.com/url?sa=X&amp;amp;q=http://www.conjur.com.br/2011-dez-08/livro-aberto-livros-marcaram-vida-deputado-fernando-capez&amp;amp;ct=ga&amp;amp;cad=CAEQAhgAIAAoATAAOABA_b2D9wRIAVgBYgVwdC1CUg&amp;amp;cd=TPQzxT-rWKQ&amp;amp;usg=AFQjCNFUWY0fo650Yzse_B7YHhAA7SDH4Q"&gt;Consultor Juridico&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8706789589451266561?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8706789589451266561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8706789589451266561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8706789589451266561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8706789589451266561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/12/os-livros-que-marcaram-vida-de-fernando.html' title='Os livros que marcaram a vida de Fernando Capez'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8060798616398157345</id><published>2011-11-07T19:37:00.000-02:00</published><updated>2011-11-07T19:37:06.934-02:00</updated><title type='text'>Contando a divertida história baseada em conto de Nicolau Maquiavel, o Circo Tupiniquim narra as venturas e desventuras do casamento</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;Algo estranho se passava no inferno. O tempo  todo, pais de família chegavam sem lenço, sem documento, sem nada. Antes  abastados, os maridos que adentravam os portões do sobrenatural eram  logo condenados ao fogo eterno, por causa de seus pecados e dívidas  impagáveis dos tempos de vida terrena. E de quem era a culpa? Ora,  delas, sempre elas, as mulheres, diziam eles. As mulheres eram o  problema-mor, as verdadeiras cobras venenosas, que desde os tempos do  bom e velho Adão atormentavam os pobres homens e os induziam a tanto  desregramento. Por isso, a condenação caberia às mulheres e não aos  pobres varões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;Desconfiado e com sua veia investigativa  aguçada, o cão dos infernos, que entre alguns nomes carinhosos para os  mais íntimos atende também por Belzebu, resolve enviar um de seus homens  de confiança, o arquibanqueiro Delfim Merdeles, para viver a grande e  talvez suicida aventura do casamento, a fim de desvendar todo o  mistério. A história surreal, baseada no conto Belfagor, do florentino  Nicolau Maquiavel (1469 - 1527), se transforma numa trama ainda mais  hilária com o Circo Tupiniquim, que estreia hoje, 5, na sede do grupo, o  espetáculo A Farsa Do Diabo Que Virou Gente, direcionado ao público  adulto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;Trabalhando com uma temática universal e ao mesmo  tempo sempre atual (o casamento), a trupe do Tupiniquim usa uma  linguagem fluida e bem humorada, gerando uma aproximação entre os  bonecos e o público, que se identifica com a narrativa e pode dar boas  risadas. “A peça fala de inferno, casamento, mas não tem nada de  religião. É apenas uma ilustração pra trazer o problema, que é  engraçado”, explica o diretor da montagem, Omar Rocha. Segundo ele,  houve um cuidado para que o texto, escrito por Oswald Barroso, ganhasse  elementos mais atuais, sobretudo na imagem do feminino, já que o texto  que serviu de base, escrito por Maquiavel ainda na Idade Média, trazia  uma visão atrasada da mulher, envolta em preconceitos e privações. “Tem  um pouco de crítica social, mas a gente faz mesmo é uma comédia, sem  muito compromisso, que busca o riso”, ressalta o diretor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;O  projeto foi vencedor do Edital Das Artes da Secretaria da Cultura do  Estado (Secult), em 2010. A história acompanha a trajetória de Delfim  Merdeles, que desce à Terra para passar dez anos em um casamento e  descobrir se a mulher realmente é a culpada pela decadência dos  matrimônios e da sociedade. “Só que ele se apaixona e aí no final tem  algumas surpresas”, diz Omar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;No picadeiro, bonecos de  mamulengo, teatro de sombras e bonecos de vara interagem com o público,  que acompanha de perto e participa do espetáculo. À medida que as cenas  vão se sucedendo, a plateia vai girando em torno do espetáculo e algumas  pessoas são convidadas a participar da brincadeira. Além disso, música  regional ao vivo com zabumba, triângulo e sanfona. Para completar,  degustação de vinho junto com o público, em homenagem ao deus Dioniso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A farsa do diabo que queria ser gente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt; &lt;br /&gt;O quê: Espetáculo de teatro de bonecos da companhia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;          Circo Tupiniquim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt; &lt;br /&gt;Quando: hoje, 5, às 19h, e em todos os sábados de novembro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;Onde: Sede do Circo Tupiniquim (CE 040, km 12, na continuação da avenida Washington Soares, entre Eusébio e Aquiraz)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)Outras informações: 3260 2292/ 8811 6690&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="textoNoticia"&gt;&lt;b&gt;Fonte&lt;/b&gt;:&lt;a href="http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2011/11/05/noticiavidaeartejornal,2328892/na-alegria-e-na-tristeza-ate-que-o-casamento-os-separe.shtml"&gt;Opovo&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8060798616398157345?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8060798616398157345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8060798616398157345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8060798616398157345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8060798616398157345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/11/contando-divertida-historia-baseada-em.html' title='Contando a divertida história baseada em conto de Nicolau Maquiavel, o Circo Tupiniquim narra as venturas e desventuras do casamento'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-2654050914605567605</id><published>2011-10-31T20:37:00.000-02:00</published><updated>2011-10-31T20:37:31.165-02:00</updated><title type='text'>Sobre entregar-se aos paraguaios</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Meu  pai sempre costuma dizer, cada vez que abrimos uma garrafa de Merlot  para aquecer as nossas conversas, que a história sempre é escrita pelos  vencedores, jamais pelos vencidos. E tem muita razão. Invariavelmente,  acabamos entrando num assunto que gera longas discussões: a Guerra do  Paraguai, ou da Tríplice Aliança. É um pouco conturbado para nós, por um  motivo simples: eu recebi educação dos vencedores. Ele, dos vencidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Haverá  quem diga que o que narram os livros de história brasileiros e  argentinos seja reflexo da realidade. Mas sempre existirá uma sombra de  dúvida, porque o escritor sempre acaba favorecendo quem pagou a  impressão do livro, ou quem lhe deu a oportunidade de mostrar seus dotes  artísticos, por assim dizer. Historiador é outra coisa, bem diferente.  Já o nome o indica: procura saber indícios da história através de  achados, de narrações, de documentos, que corroborem aquilo que ele  posteriormente relatará. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Enfim.  Ser tendencioso é mais ou menos a mesma coisa que ser torcedor de clube  que foi para as divisões inferiores. Sabe que está tudo errado, mas  continua gastando seu pouco dinheirinho no ingresso do jogo, para ver se  aquilo que ele pensa que é, se transforma em realidade. Nada tenho a  ver com torcedores e gêneros afins: não me chama a atenção o futebol, a  não ser pela malícia, pela habilidade de alguns jogadores. Por isso, em  jogo de Brasil-Argentina, eu me escondo. Não fico gritando na frente da  tela da TV, simplesmente porque não entendo a razão de tanto grito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Voltando  ao nosso assunto, através dos anos a Guerra do Paraguai trouxe inúmeras  controvérsias. Pelo menos no pensamento e na forma em que a contenda  foi abordada nas salas de aula, desde o ensino fundamental até o nível  acadêmico. Hoje temos disponível vasta literatura à respeito, mas até  uns anos atrás, ignominiosamente se ensinava nas escolas uma versão com  clara tendência colonialista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Lembro  de ter brigado com uma professora de história, quando eu tinha uns  treze anos, quando ela disse numa aula que “a primeiro de março de 1869,  as heroicas tropas argentinas tomavam a cidade de Assunção, derrotando  um exército de mais de vinte mil homens.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Levantei  da cadeira (acho que devo ter olhado para ela com este meu olharzinho  prometedor de muita briga), e soltei o verbo. “Minha bisavó, mãe do meu  avô Pedro Pablo, esteve lá, e ela contou muitas vezes ao meu pai e ao  meu avô que os primeiros que entraram em Assunção foram os brasileiros. E  não tinha exército de vinte mil homens porcaria nenhuma, porque já  tinham matado a quase todos. Em primeiro de março mataram o Mariscal  Solano López à beira do rio Aquidabã.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Obviamente,  como acontecia quase que todos os dias, fui expulso da sala. Lá fui eu  rezar meu pai nosso na diretoria. Mas não foi minha culpa. Disso tenho  certeza. É que nunca perdi o costume de andar escondido entre as pernas  no meu pai, ouvindo conversa de gente grande. Acho que faço isso até  hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Augusto  Roa Bastos (1917-2005) foi um escritor paraguaio notável. Talvez, e  digo talvez porque não tenho certeza, o único latinoamericano a ensinar  um idioma indígena (guarani) na Universidade de La Sorbonne, França,  além de literatura hispano-americana. No seu livro “Eu, O Supremo” ele  narra a saga de Gaspar Rodriguez de Francia e a sua luta para a  consolidação e a defesa da integridade territorial do Paraguai. O livro  foi agraciado com o Prêmio Miguel de Cervantes da Literatura Espanhola  em 1989. Vela a pena ler, pela conteúdo histórico, pela narrativa, pela  fidelidade de fatos confirmados por documentos existentes e de livre  acesso. Foi traduzido para 29 idiomas, portanto tem versão em português.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;É  a partir de Rodriguez de Francia que o Paraguai tornou-se potência do  Cone Sul. Yes, sir. Potência. A primeira fundição de ferro? Estava no  Paraguai. A primeira ferrovia? Estava no Paraguai. O primeiro telégrafo?  Lá no Paraguai. Enfim. Vou me estender por demais se continuo  enumerando. Para quem queira recopilar maiores informações, consta o  relatório do primeiro agente oficial inglês que visitou o Paraguai em  1842, após a morte do Dr. Francia, George John Robert Gordon. O  relatório em questão está sob a referência F.O. 13/203, da Public Record  Office de Londres. É buscando que a gente encontra, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Para  poder entender um pouco do porquê desta guerra, o algodão crescia  sozinho nos campos paraguaios. Inglaterra, ao redor de 1864 ou 1865,  começava a sua própria revolução industrial. E comprava matéria-prima,  ou seja algodão, principalmente de quem fora antes a sua colônia, os  Estados Unidos. Porém, 1865 foi o ano em que terminou a Guerra de  Secessão Americana, onde morreu quase um milhão de pessoas. Os Estados  Unidos não estavam tão unidos. O país era um caos. Os campos de algodão  queimados, enfim, um caos mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Pois é. Bingo. De quem iria comprar Inglaterra? Do Paraguai. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Mas  como naquela época imperava um lema que tempos depois a doutrina Monroe  usaria em seus discursos, “Paraguai para os Paraguaios”, não houve  troca de espelhinhos, como fizeram com os índios. Por isso sempre digo  que a leitura ajuda a entender muitas coisas. Quem já leu “De  Principatibus” (“O Príncipe”, como é conhecido, mas o nome em si é “Do  Principado”) de Nicolau Maquiavel, saberá do que falo. Os britânicos  ficaram inquietos, ao ver um pequeno país “de macacos” (assim chamavam  os ingleses aos habitantes da América do Sul) exercendo um feroz  protecionismo. O país mais progressista de América Latina construía o  seu futuro sem investimentos estrangeiros, sem empréstimos dos bancos  ingleses e sem a bênção do livre comércio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Fazer  o que? “Ah, vamos atiçar os vizinhos e criar uma guerra. Emprestamos  uns trocados, cobramos juros altos e negócio fechado.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;E  foi o que fizeram. Dali em diante, só um final: de acordo com  documentos que constam na “Casa de la Cultura Paraguaya”, localizada na  rua 14 de Mayo esquina com El Paraguayo Independiente, de Assunção, a  população do Paraguai ascendia a 1.300.000 pessoas. Em finais de 1870,  após o final da Guerra, a população era de 160.000 pessoas, incluídas  mulheres, crianças e idosos. Que foi tudo o que sobrou da guerra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;De  acordo com o que li sobre os Voluntários da Pátria e outras fontes,  foram para a guerra (e isto é assunto para uma próxima conversa) ao  redor de 139.000 pessoas, das quais 40% ficou nos campos de batalha.  Argentina sofreu outro tanto de baixas, quem sabe mais. Acho que o mundo  não fala destas vergonhas, como não fala sobre quem foi o primeiro país  a fazer tráfico de escravos. É. Já sei o que vai dizer: Inglaterra.  Pois é. Mas essas são coisas do imperialismo e outras ervas, e nisso não  me meto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Estou  rindo sozinho aqui. Toda esta conversa só para contar que aqui pertinho  da minha casa, na ponta das Caieiras, estão os restos do naufrágio do  vapor “São Paulo”. Muitos dizem que ele fugia da Guerra do Paraguai.  Errado. Ele tinha sido fretado pelo Governo Imperial em junho de 1865,  em inícios da guerra, e era utilizado para transporte de tropas e  feridos. Encalhou na costa por causa do nevoeiro de uma noite de  novembro de 1868. Até dezembro é possível ver parte do casco, a uns cem  metros da praia, na hora da maré baixa. Consta em documentos da Marinha  do Brasil que transportava no momento do naufrágio 600 pessoas mais a  tripulação, e que muita gente que sobreviveu ficou abrigada nas casas da  Vila das Caieiras, até receber o socorro necessário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;P.S.  1º: Sugiro humildemente aos senhores Vereadores do Município de  Guaratuba a substituição do nome outorgado à Praça “Alfredo Stroessner”,  que se encontra na Praia dos Paraguaios, ou Praia dos Surfistas, devido  a este senhor ter sido baluarte latinoamericano do Terrorismo de  Estado. O seu nome numa praça é exatamente a mesma coisa que uma rua com  o nome de Hitler, Stalin, Menghele, Kadhaffi, Idi Amin Dada, e outras  figuras de triste notoriedade mundial. Caso os senhores edis não  conheçam sobre história paraguaia, sugiro os nomes de José Asunción  Flores, criador do gênero musical conhecido como “guarania”, ou Augusto  Roa Bastos, primeiro latinoamericano a lecionar idioma guarani na  Universidade de La Sorbonne.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;P.S  2º: Nenia é uma canção fúnebre escrita pelo escritor e poeta argentino  Carlos Guido y Spano, um dos tantos que colocara forte oposição “à  guerra entre irmãos”, junto com ilustres da época, como Juan Bautista  Alberdi e José Hernández, este último criador do “Martín Fierro”. Já  está tarde, e a coluna dói. Quem sabe outro dia lhe conto sobre o  “Martín Fierro”, a bíblia do gaúcho argentino.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Até a próxima, se Deus quiser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Nenia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Llora, llora urutaú&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;En idioma guaraní,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;una joven paraguaya&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;tiernas endechas ensaya&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;cantando en el arpa así,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;en idioma guaraní:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡Llora, llora urutaú&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;en las ramas del yatay,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;ya no existe el Paraguay&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;donde nací como tú #&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡llora, llora urutaú!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡En el dulce Lambaré&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;feliz era en mi cabaña;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;vino la guerra y su saña&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;no ha dejado nada en pie&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;en el dulce Lambaré!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡Padre, madre, hermanos! ¡ay!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;todo en el mundo he perdido;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;en mi corazón partido&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;sólo amargas penas hay #&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡padre, madre, hermanos! ¡ay!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;De un verde ubirapitá&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;mi novio que combatió&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;como un héroe en el Timbó,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;al pie sepultado está&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡de un verde ubirapitá!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Rasgado el blanco tipoy&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;tengo en señal de mi duelo,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;y en aquel sagrado suelo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;de rodillas siempre estoy,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;rasgado en blando tipoy.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Lo mataron los cambá&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;no pudiéndolo rendir;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;él fue el último en salir&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;de Curuzú y Humaitá #&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡lo mataron los cambá!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡Por qué, cielos, no morí&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;cuando me estrechó triunfante&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;entre sus brazos mi amante&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;después de Curupaití!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡Por qué, cielos, no morí!…&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡Llora, llora, urutaú&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;en las ramas del yatay;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;ya no existe el Paraguay&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;donde nací como tú.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;¡Llora, llora, urutaú!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;a href="http://correiodolitoral.com/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6422&amp;amp;catid=100&amp;amp;Itemid=151"&gt;Correiodolitoral.com &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-2654050914605567605?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/2654050914605567605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=2654050914605567605&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/2654050914605567605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/2654050914605567605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/10/sobre-entregar-se-aos-paraguaios.html' title='Sobre entregar-se aos paraguaios'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-6733718576422650849</id><published>2011-10-04T21:37:00.000-03:00</published><updated>2011-10-04T21:37:03.134-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>Maquiavel no Enem</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/rTYL34WZcwQ" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-6733718576422650849?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/6733718576422650849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=6733718576422650849&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/6733718576422650849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/6733718576422650849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/10/maquiavel-no-enem.html' title='Maquiavel no Enem'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/rTYL34WZcwQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-1519092856385716837</id><published>2011-10-03T13:26:00.000-03:00</published><updated>2011-10-03T13:26:06.408-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frases de Maquiavel'/><title type='text'>Os fins justificam os meios</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O&amp;nbsp;diretor Gabriel Mascaro decidiu convidar 125 pessoas muito ricas e proprietárias de coberturas a falar sobre este “modo de vida”. Apenas 9 delas aceitaram. O documentário anuncia uma curiosa lista em que essas pessoas estariam presentes, sem dar mais detalhes sobre onde ela se encontra ou como foi elaborada. Também não se diz nada a respeito da maneira como estes indivíduos foram abordados – de que maneira se convence uma pessoa riquíssima a falar de sua riqueza num documentário?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessas questões essenciais de ética, o filme não fornece detalhes. O que lhe interessa é o que essas pessoas têm a dizer. Neste sentido, o documentário se mostra riquíssimo, revelando uma visão bastante particular que estes moradores possuem das classes baixas, da noção de propriedade e de mérito. As frases de efeito se acumulam às dezenas, da mulher que acha os tiros da favela lindos, porque se parecem com fogos de artifício, passando pelo empresário que diz que merece a riqueza por ser um líder nato, ao filho mimado que diz que escreve “cobertura” em seu endereço para ser mais respeitado pelos amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/09/Um-Lugar-ao-Sol-21.jpg"&gt;&lt;img alt="" class="size-medium wp-image-7252 alignleft" height="167px" src="http://www.outraspalavras.net/files/2011/09/Um-Lugar-ao-Sol-21-e1317304492474-300x167.jpg" width="300px" /&gt;&lt;/a&gt;Entram em choque direto as noções de interior e exterior, de mérito e democracia, de liberdade e segurança. Os entrevistados se dizem seguros e livres dentro de seus diversos metros quadrados repletos de câmeras de segurança, ou então se sentem superiores e dominadores em relação aos andares de baixo, ou ainda dizem que sua riqueza é o fruto de um esforço que está ao alcance de qualquer um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mascaro conduziu todas essas pessoas não apenas a apresentarem suas vidas, mas a justificá-las, a explicar de onde vem a riqueza e porque as pessoas ao redor não possuem as mesmas oportunidades. Face a estas questões tão explícitas quanto complexas, todos fogem da “culpa burguesa” que o diretor parece querer atribuir a cada um deles. Defendem que o poder material é um presente divino, ou a ordem natural das coisas, ou ainda que ela não impede de praticar a caridade, “compensando” a desigualdade de oportunidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande problema de todas as frases exemplares extraídas desses entrevistados alienados e reacionários é justamente a maneira como se obteve o conteúdo procurado. Inicialmente, o documentário não admite que estas pessoas acreditam estar falando para um vídeo destinado aos países estrangeiros. Certamente suas reações teriam sido outras se conhecessem o uso real das imagens. Em seguida, Mascaro mantém o som da câmera ligada mesmo quando a entrevistada lhe pede para cortar, porque sente que “algo está sendo conduzido nisto tudo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Driblando os princípios da ética do documentário, o diretor parte do princípio que o fim justifica os meios – tudo vale para extrair frases tão absurdas daquelas pessoas cujas vidas já se considerava, desde o começo, absurdas. Mesmo um documentarista controverso como Michael Moore, que está muito longe de ser um exemplo de ética na imagem, deixa claro aos homens políticos republicanos que sua posição é contrária a que estes homens defendem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/09/Um-Lugar-ao-Sol-3.png"&gt;&lt;img alt="" class="alignright size-medium wp-image-7249" height="169px" src="http://www.outraspalavras.net/files/2011/09/Um-Lugar-ao-Sol-3-300x169.png" width="300px" /&gt;&lt;/a&gt;O realizador usa metáforas, filma prédios de cima para baixo, de baixo para cima e ilustra a luta de classes em sua crítica mordaz a este modo de vida. Ele mantém um diálogo claro com o espectador, mas não partilha sua posição com os entrevistados. A ironia, o sarcasmo e a quase humilhação são desculpadas pelo realizador, que defende-se afirmando que uma das entrevistadas gostou muito do filme final, ou seja, ela não se sentiu ofendida. Esta era a mesma desculpa dada por Fernando Meirelles, por exemplo, quando dizia que Saramago havia gostado de sua adaptação de &lt;em&gt;Ensaio Sobre a Cegueira&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, tanto Meirelles quanto Mascaro sabem muito bem que os filmes não foram feitos &lt;em&gt;para&lt;/em&gt; seus entrevistados ou autores do livro de origem. &lt;em&gt;Um Lugar ao Sol &lt;/em&gt;foi feito para o público, &lt;em&gt;apesar dos&lt;/em&gt; entrevistados, que são meros alvos fáceis de quem se retira frases suculentas. A ingenuidade de um dos entrevistados não isenta o diretor de responsabilidade – pelo contrário, deixa ainda mais claro que estas pessoas não estavam conscientes do discurso que seria articulado a partir de suas imagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Os meios são os fins&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;em&gt;Pacific, &lt;/em&gt;o diretor Marcelo Pedroso acompanhou algumas viagens do cruzeiro homônimo que vai de Pernambuco a Fernando de Noronha. Percebendo quais pessoas gravavam imagens da viagem, ele convidou-as a ceder seus materiais para um documentário. Não se dá mais informações sobre a abordagem ou sobre a reação dos viajantes, mas esta metodologia é apresentada desde o início, como ponto de partida indispensável à compreensão do projeto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/09/Pacific-3.jpg"&gt;&lt;img alt="" class="alignleft size-medium wp-image-7250" height="199px" src="http://www.outraspalavras.net/files/2011/09/Pacific-3-300x199.jpg" width="300px" /&gt;&lt;/a&gt;O que se segue, portanto, são imagens amadoras, de baixa qualidade, instáveis e sempre deslumbradas com os arredores. Acima de tudo, são imagens que portam um discurso involuntário sobre o consumo, já que estes momentos íntimos (pessoas na cama, dançando, dormindo, se maquiando) não tinham o intuito de serem partilhados. A montagem pretende dar forma ao conjunto, em ordem cronológica, seguindo a chegada ao navio, a descoberta das regalias, das festas, a noção de espaço, de privilégio e de mérito. Seria interessante saber qual era &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt; o destinatário destas imagens – se os viajantes pretendiam vê-las sozinhos ou mostrá-las a amigos e família, e em qual contexto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer modo, instaura-se com &lt;em&gt;Pacific &lt;/em&gt;a rara noção de autor cinematográfico como aquele que organiza o discurso, mas não necessariamente capta as imagens. O autor aqui é o montador, o diretor, e não as pessoas que gravaram seus passeios. As imagens, para elas, servia como prova de pertencimento, como o &lt;em&gt;ça a été&lt;/em&gt; do qual falava Barthes, um documento de que essas pessoas de fato estiveram onde estiveram e viram o que viram. A fascinação precisa ser registrada, partilhada, inclusive como sinal de &lt;em&gt;status&lt;/em&gt;. É preciso que colegas, familiares e outros vejam essas imagens e compreendam de fato todo o luxo pelo qual os viajantes pagaram. “Corre, filma o golfinho!”, diz um deles. A imagem é realmente vista como sinal de distinção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Face a este material já existente, o diretor decidiu não acrescentar nenhuma narrativa ou depoimento. A montagem fala por si mesma, ela retrata muito bem o kitsch, o excesso e principalmente o imperativo de diversão que Adorno citava como inerente a qualquer sociedade do hedonismo. Além de mostrar o que viveram, estas pessoas precisam (se) convencer de que se divertiram, de que o dinheiro foi bem gasto e transformado num prazer proporcional ao preço estipulado pelo cruzeiro. Eles criam uma imagem de si mesmos alegres, sorridentes, algo que se satura ao longo de 80 minutos de documentário; mesmo que esta saturação seja um elemento indispensável ao próprio discurso crítico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/09/Pacific1.jpg"&gt;&lt;img alt="" class="alignright size-medium wp-image-7251" height="200px" src="http://www.outraspalavras.net/files/2011/09/Pacific1-300x200.jpg" width="300px" /&gt;&lt;/a&gt;O que estas pessoas acharam do filme final? Não se sabe, talvez seja estranho para elas verem suas caras e seus beijos espontâneos projetados para dezenas de milhares de pessoas. Talvez a imagem apenas reconforte o instinto narcisista. De qualquer modo, o &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt;, os excessos e a construção da &lt;em&gt;imagem da riqueza&lt;/em&gt; pode tanto ser interpretada desta maneira, tanto ser vista como uma colagem simples de vídeos de viagem. A ambiguidade do discurso joga a favor do filme, que deixa ao espectador construir o sentido deste projeto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o inverso de &lt;em&gt;Um Lugar ao Sol&lt;/em&gt;, no qual não se deixava muita dúvida sobre o olhar cínico que o diretor portava sobre suas imagens. Mascaro obtém certamente frases e momentos muito mais potentes, mais emblemáticos e representativos, mas paga um preço alto por isso, tornando seu projeto mais do que questionável. Já Pedroso, obviamente, também intervém em seu material, mas pretende colocar em paralelo o olhar dos indivíduos com o seu próprio, aumentando o leque de interpretações deixadas à disposição do espectador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Um Lugar ao Sol (2009)&lt;/em&gt;Filme brasileiro dirigido por Gabriel Mascaro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Pacific (2009)&lt;/em&gt;Filme brasileiro dirigido por Marcelo Pedroso.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-1519092856385716837?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/1519092856385716837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=1519092856385716837&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1519092856385716837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1519092856385716837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/10/os-fins-justificam-os-meios.html' title='Os fins justificam os meios'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-1987798765464182413</id><published>2011-09-19T22:33:00.000-03:00</published><updated>2011-09-19T22:33:14.119-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maquiavel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>Estou horRORIZado com a nossa política</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indignação é o meu sentimento e da maioria do povo brasileiro que melhor se adequa às ações dos nossos políticos. Os escândalos se avolumam e se atropelam que mal temos tempo de discutir sobre um e já aparecem outros. São administrações de crises sobre crises. O que somos? Passivos, covardes, coniventes ou omissos? Assistimos perplexos e nada fazemos para melhorar. Diante de tantos absurdos cruzamos os braços ou fazemos piadas sobre os fatos. Político honesto e comprometido com os problemas sociais do Brasil é raridade, temos que admitir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa presidente parece não conhecer os ministros (ou sinistros) que ela escolheu para ajudá-la a administrar o país. Em pouco tempo de governo, vários deles foram demitidos por corrupção. Infelizmente eles apenas perdem apenas o cargo, quando deveriam perder as regalias, seus bens patrimoniais, irem para cadeia ou soltos na floresta Amazônica. Pessoas desse nível não se importam com a vergonha, caráter e qualquer valor moral. Como temos políticos ambiciosos, vaidosos, dissimulados, aduladores, corporativistas, covardes, ingratos, volúveis que só pensam no dinheiro, em si e nunca na Pátria! Que país é esse? Será que tais vícios são características do cargo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num passado longínquo &lt;strong&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/strong&gt; já ensinava como escolher bons ministros. “Para um Príncipe, não é de pouca importância a escolha dos ministros, os quais são bons ou não, de acordo com a prudência daquele. E a primeira conjetura que se faz, em relação às qualidades de inteligência de um príncipe, consiste na observação dos homens que ele tem em volta de si. Quando estes são competentes e leais, pode-se considerá-lo sábio, pois soube dar reconhecimento às qualidades daqueles e conservá-los fieis. Quando assim não são, porém, pode-se avaliar sempre mal o senhor, pois cometeu o primeiro erro nessa escolha. Existem três espécies de cabeças: uma que compreende as coisas por si, outra que sabe discernir o que os outros entendem e, por fim, uma terceira, que não entende nem por si nem sabe avaliar o trabalho dos outros. A primeira é excelente, a segunda muito boa e a terceira inútil. Para que um príncipe possa conhecer bem o ministro, entretanto, há um modo que nunca falha: quando perceberes que o ministro pensa mais em si mesmo do que em ti, e que procura tirar proveito pessoal de todas as sua ações, podes estar certo de que não é bom, e nunca poderás confiar nele. Aquele que cuida dos negócios de Estado jamais deve pensar em si, mas sempre no príncipe, e nunca lembrar-lhe negócios que se encontrem fora da esfera do Estado.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O relato acima foi extraído do livro: “O Príncipe”, de Maquiavel, escrito quando o Brasil tinha apenas 13 anos e que se encaixa perfeitamente no momento político que estamos vivendo. São ministros corruptos depostos e substituídos por outros para atender coligações partidárias. Numa linguagem popular: rabo preso. Todos se consideram éticos e provam que seus atos são lícitos. Afinal, qual o significado da palavra ética? É o estudo da ação humana enquanto livre e pessoal. Sua finalidade é traçar normas à vontade na sua inclinação para o bem. Pode, portanto, ser definida como a ciência que trata do uso que o homem deve fazer da sua liberdade para atingir seu fim último. Para o corrupto, a inclinação para o bem, a razão, o livre arbítrio e o objetivo a ser alcançado são avaliados subjetivamente, onde se respeita apenas o seu interesse e quase sempre infame. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reconheço que meu desabafo será conhecido por poucas pessoas e que não será suficiente para modificar ou criar idéias. Algo tem que mudar nesse país. Que façamos valer nossos direitos, que alastremos idéias de união, concórdia, que façamos prevalecer as virtudes, a justiça, equidade, cidadania, sensos de fraternidade, igualdade e liberdade. Ao me referir à liberdade destaco as amarras do vicio interior, da construção do templo às virtudes e assim propagar e multiplicar a paz e o amor. Vamos nos declarar independentes para termos forças suficientes para a independência do nosso Brasil. Se cada um fizer um pouco, no final teremos feito muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei horRORIZado com o desfecho do julgamento da deputada Jaqueline Roriz. Ela foi absolvida depois de ser flagrada recebendo dinheiro roubado do contribuinte. Alegaram que o seu crime foi praticado antes do mandato. É um precedente perigoso para o Fernandinho Beira Mar, asseclas, seguidores, partidários, fãs, aproveitadores e oportunistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.barbacenaonline.com.br/noticias.php?c=7053&amp;amp;inf=3"&gt;barbacenaonline&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-1987798765464182413?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/1987798765464182413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=1987798765464182413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1987798765464182413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1987798765464182413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/09/estou-horrorizado-com-nossa-politica.html' title='Estou horRORIZado com a nossa política'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-2865736990417896020</id><published>2011-08-24T18:48:00.001-03:00</published><updated>2011-08-24T18:49:12.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>Teatro Raul Cortez apresenta adaptação de obra de Maquiavel</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="m-t-10" id="single-content" style="text-align: justify;"&gt;O &lt;a class="kblinker" href="http://noticias.sitedabaixada.com.br/tags/teatro/" title="More about Teatro »"&gt;Teatro&lt;/a&gt;  Municipal Raul Cortez apresentará hoje (23) e amanhã (24), a comédia “A  Mandrágora”, de Nicolau Maquiavel, com direção e adaptação de Ediélio  Mendonça. A peça tem início às 19:30 e a entrada é franca. O trabalho é  prova para os alunos de escolas públicas e privadas e comunidade em  geral, que participaram da oficina “Teatro e Transformação Social”,  dinamizada pelo ator, diretor, teatrólogo e dramaturgo, Ediélio  Mendonça, através do projeto Tecendo as ações no presente, Construindo a  cidadania do futuro”, realizado pelo Ponto de Cultura Associação dos  Amigos do Instituto Histórico.&lt;br /&gt;“A força desse texto, escrito no século XVI, permanece inalterado,  tornando-se atemporal diante do fato de que, cada vez mais, é necessário  discutir-se o valor da integridade, da verdade, acima de qualquer moral  ou preconceito”, assinala Ediélio.&lt;br /&gt;O elenco tem Alexandre Souza, Bruno de Oliveira, Evandro Mallet,  Felipe Alves, Jean Auzi, Pamela Alcântara Rebeca Cardoso, Rodrigo Reis,  Thaís Almeida, Thaís Gomes e Vitor Fernandes. A iluminação é de Geraldo  Stany, ambientação de Vinicius Lugon, maquiagem de Cesário Candhi,  direção de Beto Gaspari e assistência de Denis Sevlac.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border: medium none; color: black; overflow: hidden; text-align: justify; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fonte&lt;/b&gt;:&lt;a href="http://noticias.sitedabaixada.com.br/cidades/duque-de-caxias/2011/08/23/raul-cortez-apresenta-adaptacao-de-obra-de-maquiavel/"&gt;Noticias&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-2865736990417896020?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/2865736990417896020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=2865736990417896020&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/2865736990417896020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/2865736990417896020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/08/teatro-raul-cortez-apresenta-adaptacao.html' title='Teatro Raul Cortez apresenta adaptação de obra de Maquiavel'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-3394563122127861107</id><published>2011-07-12T13:58:00.000-03:00</published><updated>2011-07-12T13:58:29.261-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maquiavel'/><title type='text'>Tevê à manivela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de mais nada é bom que fique bem claro que com essa evolução toda da era cibernética, iPods de primeira, segunda e terceira geração, conecções relâmpago 24 horas D/N – sem pensar um só momento em dispensar a próxima jornada de "trabalho exaustivo", por certo também na busca fervorosa por mais uma nova rede social, que fique bem entendido: meio bite não é um bite inteiro, e ponto final. Agora, se você quiser mesmo fazer 1 milhão de amigos em tempo recorde, continue chilreando horas a fio mesmo no controle das&amp;nbsp;cãibras&amp;nbsp;do seu dedo indicador. Quem sabe, daí o milagre da multiplicação possa acontecer dentro do seu mundo virtual, e nada mais. O negócio é seguir à risca. Com ou sem antispam!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Visto e claro, com tantas quedas de conexões que têm se repetido desde os mais distantes mundos "cibers"`, penso até em me instalar num desses aeroportos locais porque o uso da NET (como quer a nossa presidente) vai ser de graça, na faixa, Free.E onde, em épocas de alta definição, as parabólicas que se alinhem na hora dos gloriosos chuviscos na nossa disputada "sala da&amp;nbsp;garoa"` no domingão, quando a gente quer ver tevê de verdade. Ainda mais quando se trata de uma reprise certamente bem caducada. Mas acalmem-se. O Tarcísio Meira continua sendo da Glória e quanto aos vovôs de "insensatos corações", que resolveram atacar suas "netinhas" em horário nobre, vou lá meter o bico aonde não fui chamado. O tarado absolvido do FMI é uma outra história. Quanto mais para quem tiver na lembrança a obra nelson-rodriguiana que alimenta o leitor: "Pouco amor, não é amor". Pegou? Então, agora, solta que está machucando. Só não vamos esquecer dos seus espinhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aliás, com tantas novidades que andam correndo soltas pelo mercado, não é de se poder grifar que tem coisas que para saírem de dentro da gente requerem certa força física, de expressão? Se não espremer, não sai nem do papel, fica só na ponta do lápis, da Bic. E alto lá, naquilo que você pode ter pensado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Porém, no país ora tornado como o das "marchinhas" (algo assim de um sonho de liberdade) não consegui entender direito sobre a tal da liberação da maconha. Enquanto encorajam "não" ao tabagismo —&amp;nbsp; "cigarro é coisa feia, é a chupeta do capeta" —&amp;nbsp;crianças, nem adolescentes (apostamos, futuros adultos de amanhã) não podem marchar. Como prefiro permanecer no ponto de exclamação dos "fins que não justificam os meios", quem sabe até o Bill Clinton que naquele ano – não recordo qual, não insista – admitiu ter dado um "tapinha" (um só!) na marijuana, apareça pelas redondezas. E não vamos envolver o Gabeira porque já temos o outro Fernando – "oitentão" – para debater a questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Resultado, novamente continuamos mais "baseados" do que nunca em quê mesmo, hein? Já sobre a polêmica dita acima, de que não existem os fins, que existem apenas os meios, na concepção do finado Nicolau Maquiavel (sim, o velho Nicola)... no país da emperrada "marcha lenta", vamos indo, sim, senhor! Se para mais ou para menos, cabe ao consumidor. E que com ou sem o melô dos aloprados, pior do que está é que muitos continuam a duvidar de um novo encorajamento, tiriricamente falando, sorrindo na propaganda da telinha do plim plim, que lá em Absulândia Brazilian Now o negócio é sério. Sério é pouco. Seríssimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em tempo, não é por menos que a pulga ande, hoje em dia, desfilando mesmo é na frente da minha orelha. E que se o ex-ativista político Battisti (óbvio, o Cesare) futuramente ganhar um cargo público por essas nossas bandas acolhedoramente largas, também não duvido não. Porém, isto vai ser uma próxima página de best-sellers escrita em livrinhos de bolso, que é para não amassar. Deus que me livre e guarde, porque tem coisas na vida que é melhor começar espiando pelas beiradas. Marchando, conectando...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Antes de mais nada é bom que fique bem claro que com essa evolução toda da era cibernética, iPods de primeira, segunda e terceira geração, conecções relâmpago 24 horas D/N – sem pensar um só momento em dispensar a próxima jornada de "trabalho exaustivo", por certo também na busca fervorosa por mais uma nova rede social, que fique bem entendido: meio bite não é um bite inteiro, e ponto final. Agora, se você quiser mesmo fazer 1 milhão de amigos em tempo recorde, continue chilreando horas a fio mesmo no controle das&amp;nbsp;cãibras&amp;nbsp;do seu dedo indicador. Quem sabe, daí o milagre da multiplicação possa acontecer dentro do seu mundo virtual, e nada mais. O negócio é seguir à risca. Com ou sem antispam!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Visto e claro, com tantas quedas de conexões que têm se repetido desde os mais distantes mundos "cibers"`, penso até em me instalar num desses aeroportos locais porque o uso da NET (como quer a nossa presidente) vai ser de graça, na faixa, Free.E onde, em épocas de alta definição, as parabólicas que se alinhem na hora dos gloriosos chuviscos na nossa disputada "sala da&amp;nbsp;garoa"` no domingão, quando a gente quer ver tevê de verdade. Ainda mais quando se trata de uma reprise certamente bem caducada. Mas acalmem-se. O Tarcísio Meira continua sendo da Glória e quanto aos vovôs de "insensatos corações", que resolveram atacar suas "netinhas" em horário nobre, vou lá meter o bico aonde não fui chamado. O tarado absolvido do FMI é uma outra história. Quanto mais para quem tiver na lembrança a obra nelson-rodriguiana que alimenta o leitor: "Pouco amor, não é amor". Pegou? Então, agora, solta que está machucando. Só não vamos esquecer dos seus espinhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aliás, com tantas novidades que andam correndo soltas pelo mercado, não é de se poder grifar que tem coisas que para saírem de dentro da gente requerem certa força física, de expressão? Se não espremer, não sai nem do papel, fica só na ponta do lápis, da Bic. E alto lá, naquilo que você pode ter pensado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Porém, no país ora tornado como o das "marchinhas" (algo assim de um sonho de liberdade) não consegui entender direito sobre a tal da liberação da maconha. Enquanto encorajam "não" ao tabagismo —&amp;nbsp; "cigarro é coisa feia, é a chupeta do capeta" —&amp;nbsp;crianças, nem adolescentes (apostamos, futuros adultos de amanhã) não podem marchar. Como prefiro permanecer no ponto de exclamação dos "fins que não justificam os meios", quem sabe até o Bill Clinton que naquele ano – não recordo qual, não insista – admitiu ter dado um "tapinha" (um só!) na marijuana, apareça pelas redondezas. E não vamos envolver o Gabeira porque já temos o outro Fernando – "oitentão" – para debater a questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Resultado, novamente continuamos mais "baseados" do que nunca em quê mesmo, hein? Já sobre a polêmica dita acima, de que não existem os fins, que existem apenas os meios, na concepção do finado Nicolau Maquiavel (sim, o velho Nicola)... no país da emperrada "marcha lenta", vamos indo, sim, senhor! Se para mais ou para menos, cabe ao consumidor. E que com ou sem o melô dos aloprados, pior do que está é que muitos continuam a duvidar de um novo encorajamento, tiriricamente falando, sorrindo na propaganda da telinha do plim plim, que lá em Absulândia Brazilian Now o negócio é sério. Sério é pouco. Seríssimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em tempo, não é por menos que a pulga ande, hoje em dia, desfilando mesmo é na frente da minha orelha. E que se o ex-ativista político Battisti (óbvio, o Cesare) futuramente ganhar um cargo público por essas nossas bandas acolhedoramente largas, também não duvido não. Porém, isto vai ser uma próxima página de best-sellers escrita em livrinhos de bolso, que é para não amassar. Deus que me livre e guarde, porque tem coisas na vida que é melhor começar espiando pelas beiradas. Marchando, conectando...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;É isso aí!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Celso Fernandes é&amp;nbsp;jornalista, poeta e escritor, autor de 'As duas faces de Laura', 'O sedutor', 'Sonho de poeta' (Ed. Edicon), entre outros&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2011/07/11/teve-a-manivela/"&gt;Jornal do brasil&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-3394563122127861107?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/3394563122127861107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=3394563122127861107&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3394563122127861107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3394563122127861107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/07/teve-manivela.html' title='Tevê à manivela'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-5322243362433789677</id><published>2011-07-11T13:11:00.000-03:00</published><updated>2011-07-11T13:11:34.108-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maquiavélico'/><title type='text'>Ricardo Teixeira Maquiavélico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qhZ1r3UMa7I/ThsgRTrkiGI/AAAAAAAAA6I/Kr9R4gFNAzM/s1600/ricardo_teixeira_rei.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" m$="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-qhZ1r3UMa7I/ThsgRTrkiGI/AAAAAAAAA6I/Kr9R4gFNAzM/s1600/ricardo_teixeira_rei.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, cedeu entrevista a uma repórter da revista Piauí, e detonou os críticos e prometeu cometer maldades com a imprensa na Copa de 2014, onde ele é presidente do Comitê Organizador. Em uma das conversas, o chefão do futebol brasileiro rebateu as acusações de corrupção, entre elas uma tentativa de venda de voto no processo de escolha das sedes das próximas Copas do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu amor, já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica repetindo as mesmas m*rdas”, disse Teixeira, que foi ainda mais longe. “Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão. O neguinho do Harlem [bairro pobre de Nova Iorque] olha para o carrão do branco e fala: ‘quero um igual’. O negro não quer que o branco se f*da e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teixeira também falou sobre seus momentos de confronto com a Rede Globo, quando em 2001, a emissora dedicou uma edição do "Globo Repórter" a ele. A resposta imediata dele foi mudar o horário de um Brasil x Argentina, o que fez a Globo perder muito dinheiro sem poder exibir seus patrocinadores em horário nobre. “Pegava duas novelas e o Jornal Nacional. Você sabe o que é isso?”, disse. “Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito com a Globo”, avaliou Teixeira, que vê pontos positivos no fato de ser alvo da Record atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Teixeira ainda classificou a imprensa brasileira como “vagabunda”, e rebaixou vários meios de comunicação que não são do lado dele. "Esse UOL só dá traço. Quem lê o Lance? Oitenta mil pessoas? Traço. Quem vê essa ESPN? Traço", disse o mandatário da CBF, que completa dizendo que "Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cartola ainda ameaçou a imprensa no próximo Mundial. “Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou”, concluiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.midiaesporte.com/2011/07/ricardo-teixeira-classifica-imprensa.html"&gt;Midiaesporte&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-5322243362433789677?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/5322243362433789677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=5322243362433789677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/5322243362433789677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/5322243362433789677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/07/ricardo-teixeira-maquiavelico.html' title='Ricardo Teixeira Maquiavélico'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qhZ1r3UMa7I/ThsgRTrkiGI/AAAAAAAAA6I/Kr9R4gFNAzM/s72-c/ricardo_teixeira_rei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7590648672061689989</id><published>2011-07-07T10:43:00.002-03:00</published><updated>2011-07-07T11:33:39.417-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Maquiavel, por Olavo de Carvalho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sozi&lt;/em&gt;&lt;em&gt;nho, esse peq&lt;/em&gt;&lt;em&gt;ueno livro já colocaria Olavo no panteão dos &lt;/em&gt;&lt;em&gt;grandes filósofos políticos da atualidade.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-V9mewUsfOjM/ThSR76I1EWI/AAAAAAAAA6E/aW7l2dDLEFo/s1600/MaquiavelOuAConfusaoDemoniaca.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" m$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-V9mewUsfOjM/ThSR76I1EWI/AAAAAAAAA6E/aW7l2dDLEFo/s320/MaquiavelOuAConfusaoDemoniaca.jpg" width="191px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro do grande esforço da obra que o filósofo Olavo de Carvalho está escrevendo - A MENTE REVOLUCIONÁRIA - o capítulo sobre Maquiavel foi destacado neste livro que acaba de chegar ao público brasileiro. De imediato o li. Olavo nos brinda com suas profundas reflexões, ornadas pela prosa magistral e clara que lhe é peculiar. Esta aula sobre o florentino permite que mesmo principiantes possam lê-la com proveito. Na verdade, mais que isso: é, ela própria, um roteiro de leitura para conduzir quem está se aprofundando pelos meandros da ciência política e da filosofia política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que Olavo de Carvalho destrincha os segredos últimos do autor renascentista, tão obscuro quanto fascinante. Essa obscuridade deu margem a diferentes interpretações ao longo do tempo, muitas delas contraditórias entre si. Olavo, centrando na biografia e na própria produção de Maquiavel, desvenda os mistérios e os equívocos e demonstra como o filho de Florença foi o protótipo do intelectual moderno, o engenheiro de almas que quis transformar o mundo sem perceber as suas próprias contradições internas. Flagrou Maquiavel como exemplo clássico de paralaxe cognitiva, conceito descoberto por Olavo: teorizou de forma a ele mesmo se fazer vítima potencial de suas teorias. Ao aconselhar os &lt;em&gt;novos príncipes&lt;/em&gt; a eliminar os conselheiros que lhe ajudaram a chegar ao poder não viu que mandava seus aconselhados a liquidarem a si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro é também uma &lt;em&gt;survey&lt;/em&gt; exaustiva do &lt;em&gt;status quaestionis&lt;/em&gt; da obra do florentino, resenhando os principais escritores que se debruçaram sobre o autor de O Príncipe. A começar por Isaiah Berlin, que enxergou nele um precursor do liberalismo, claro de que forma equivocada. Olavo vai dizer que&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;em&gt;hoje é quase impossível deixar de enxergar nele o precursor voluntário e consciente do Estado altamente burocratizado e interventor em que vai se transformando a democracia liberal americana&lt;/em&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Importante sublinhar essa percepção olaviana, porque o eixo histórico a se desenrolar no século XXI passa pelo que vai acontecer dentro da estrutura do Estado norte-americano e seu duelo com as forças que lutam pela Nova Ordem Mundial. E também pelo duelo com a emergente força do império comunista chinês. As raízes do que está por vir já brotaram e estão prenhes de medonha violência, muito maior do que aquela que vimos na primeira metade do século XX. A idéia maquiavélica da Terceira Roma toma aqui o sentido dado pelo florentino a ela: o despertar das forças pagãs, anulando as aquisições morais e científicas do contributo judeu-cristão à Roma dos Apóstolos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda ciência política que partiu de Maquiavel é essencialmente a negação do saber clássico, que via o Estado como instrumento do bem comum e a figura do governante como o primeiro servidor desse princípio, comprometido com a ordem justa, à luz da lei natural. O maquiavelismo é a negação desse saber superior, que começou a ser descoberto com Platão e encontrou em Tomás de Aquino sua plenitude. O mundo moderno é o mundo revolucionário, igualitarista, democrático, desprovido de uma elite egrégia, como constatou Ortega y Gasset. O paraíso dos &lt;em&gt;novos príncipes&lt;/em&gt; aventureiros, que passaram a buscar o poder apenas pelo poder, fim em si mesmo, e não meio para alcançar o bem estar coletivo, sobretudo a paz. O Estado permanente de guerra é a hipótese de Maquiavel. Exemplos acabados desses novos príncipes são abundantes:Robespierre, Lênin, Stalin, Fidel e tutti quanti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olavo enumera uma a uma as diversas interpretações dadas à obra de Maquiavel ao longo da história e deixo ao leitor interessado ir buscar no livro quais foram estas. Será talvez a sua parte mais útil aos estudantes de ciência política. O mapa do caminho para não se perder nas linhas densas desse poderoso sofista. Maquiavel foi um barnabé com mania de grandeza e portador de um recalque imenso, aconselhando aos outros aquilo que ele mesmo era incapaz de fazer. Desprovido da &lt;em&gt;Virtú&lt;/em&gt; e amaldiçoado pela Fortuna, Maquiavel foi também o protótipo do revolucionário fracassado que se refugiou nas letras, esse meio maleável no qual a mentira pode alcançar sua abjeta plenitude de utopia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A propósito, Olavo identifica o conceito de Fortuna com Deus. Discordo. Como filho do Renascimento, Maquiavel acreditava nas idéias dominantes do seu tempo, na magia, na astrologia, na alquimia. A Fortuna era, para ele, esse determinante cósmico que provinha das forças da natureza, idéia que irá percorrer toda a modernidade e terá em Goethe o seu poeta maior. A Fortuna como o espelho da carta do Tarô. Fortuna é o destino, que precisa ser moldado pela &lt;em&gt;Virtú&lt;/em&gt;, pela intrepidez amoral dos &lt;em&gt;novos príncipes&lt;/em&gt;. Deus está longe das preocupações do pervertido florentino. Os supostos materialistas e "realistas" que citam Maquiavel para justificar suas próprias tolices mal sabem que a raiz primeira do autor renascentista é a mais baixa magia, o culto satânico mais rasteiro, a maldade transformada em virtude.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sozinho, esse pequeno livro já colocaria Olavo no panteão dos grandes filósofos políticos da atualidade. Dá para imaginar o que virá na obra maior, em gestação, A MENTE REVOLUCIONÁRIA. Espero com ansiedade sua publicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ficha Técnica: &lt;strong&gt;Maquiavel ou a Confusão Demoníaca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Autor: Olavo Luiz Pimentel de Carvalho&lt;br /&gt;Campinas, &lt;a href="http://www.videeditorial.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #be4238;"&gt;Vide Editorial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Colaboração&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://antenacrista.blogspot.com/"&gt;Rodney Eloy&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/12214-maquiavel-por-olavo-de-carvalho.html"&gt;Midiasemmascara&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7590648672061689989?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7590648672061689989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7590648672061689989&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7590648672061689989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7590648672061689989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/07/maquiavel-por-olavo-de-carvalho.html' title='Maquiavel, por Olavo de Carvalho'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-V9mewUsfOjM/ThSR76I1EWI/AAAAAAAAA6E/aW7l2dDLEFo/s72-c/MaquiavelOuAConfusaoDemoniaca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-1749342465169382079</id><published>2011-07-06T13:43:00.000-03:00</published><updated>2011-07-06T13:43:08.185-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maquiavel'/><title type='text'>A importância de uma referência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Alberto Rostand Lanverly&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os livros comprovam: civilizações que “marcaram” época ao longo dos tempos buscaram no fortalecimento dos atos de seus “filhos” de maior destaque o registro de feitos, que, no futuro, ao serem lembrados, as projetassem para um espaço onde o esquecimento não existisse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Odiados por muitos, como Atila, Nero ou Hitler, incompreendidos por outros, como &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e Dom João VI, ou amados por seus seguidores, como Jesus Cristo, Maomé e Buda, em comum todos foram personalidades que, a seu modo, em determinado momentos de suas vidas, mereceram aplausos e, posteriormente, foram transformados não somente em “estátuas”, mas em exemplos a serem seguidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mundo moderno, como na antiguidade, a vida, por ser um permanente meio de aprendizado aos que trazem esta ânsia no coração, reserva experiências adoráveis para quem, a cada dia, procura “viver” não somente de forma corajosa, mas, sobretudo, feliz. Não unicamente acomodados aos fatos do cotidiano, porém, cada vez mais tentando “fazer história”, deixando seu nome registrado nas simbólicas prateleiras do presente, para, no futuro, virem a ser lembrados como referência de “uma época”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma bebida, um episódio ou uma localidade, a depender de sua importância, facilmente são transformados em símbolos inesquecíveis. Contudo, os homens, por sua influência “temporal”, fortalecem o valor de uma instituição, de um clube de futebol, de uma sociedade, tendo seu “nome” incorporado não somente ao órgão ou evento ao qual está vinculado, mas, principalmente, a uma fase que jamais será esquecida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Breno Lins, da Escola Técnica Federal; Nelson André, do INSS; Coronel Nilo, do CSA; Arlindo Cabús, da Copeve; Jucah Santos, da Academia Maceioense de Letras; Franklin Casado de Lima, do IBGE; Professor Fernando Gama, da UFAL; Mendes de Barros, o “Marajá das Alagoas”; “Cabeleira”, do Colégio Marista; Cônego Hélio, das “Bodas de Caná”; Padre Pinho, de Juvenópolis; Padre Teofanes, do Colégio Guido; Helionia Ceres da literatura; Dr. Ib Gatto, da medicina, ou Divaldo Suruagy, da política, são exemplos, vivos ou não, pois representam algumas personalidades que fizeram por merecer o respeito de “seus” pares, transformando seus nomes em “ícones” que jamais serão esquecidos, até porque o passado, por ser inexorável, não se apaga. Muito pelo contrário, perpetua-se através das ondas geradas pelas civilizações que se lhes sucedem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se até as árvores e as músicas, em inúmeras oportunidades, sintetizam a “magia” de uma época, o homem, por seu magnetismo imensurável, independente da aura de poder que ostente, torna-se uma “referência” quando consegue deixar para sua geração a convicção de quão importante é “continuar sempre”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegará a época em que as “referências” de nossa terra serão “reverenciadas” pelo muito que um dia realizaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.ojornalweb.com/2011/07/06/a-importancia-de-uma-referencia/"&gt;Ojornalweb&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-1749342465169382079?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/1749342465169382079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=1749342465169382079&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1749342465169382079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1749342465169382079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/07/importancia-de-uma-referencia.html' title='A importância de uma referência'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-432687684640944662</id><published>2011-06-28T14:23:00.000-03:00</published><updated>2011-06-28T14:23:06.846-03:00</updated><title type='text'>Nicolau Maquiavel morria há 484 anos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--6Rg0-KyY0c/TgoN4HTIh2I/AAAAAAAAA6A/PMPp9jdaEEQ/s1600/o+principe_maquiavel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/--6Rg0-KyY0c/TgoN4HTIh2I/AAAAAAAAA6A/PMPp9jdaEEQ/s400/o+principe_maquiavel.jpg" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana;"&gt;Nicolau  Maquiavel (em italiano Niccolò Machiavelli; Florença, 3 de maio de 1469  — Florença, 21 de junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e  músico italiano do Renascimento. É reconhecido como fundador do  pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de haver escrito  sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser.  Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento  foi mal interpretado historicamente. Desde as primeiras críticas, feitas  postumamente por um cardeal inglês, as opiniões, muitas vezes  contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico,  criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana;"&gt;Niccolò di Bernardo dei  Machiavelli viveu a juventude sob o esplendor político da República  Florentina durante o governo de Lourenço de Médici e entrou para a  política aos 29 anos de idade no cargo de Secretário da Segunda  Chancelaria. Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de grandes  nomes da época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados  para sua obra. Depois de servir em Florença durante catorze anos foi  afastado e escreveu suas principais obras. Conseguiu também algumas  missões de pequena importância, mas jamais voltou ao seu antigo posto  como desejava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana;"&gt;Como renascentista, Maquiavel se  utilizou de autores e conceitos da Antiguidade clássica de maneira nova.  Um dos principais autores foi Tito Lívio, além de outros lidos através  de traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele,  encontram-se o de virtù e o de fortuna.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-432687684640944662?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/432687684640944662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=432687684640944662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/432687684640944662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/432687684640944662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/06/nicolau-maquiavel-morria-ha-484-anos.html' title='Nicolau Maquiavel morria há 484 anos'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--6Rg0-KyY0c/TgoN4HTIh2I/AAAAAAAAA6A/PMPp9jdaEEQ/s72-c/o+principe_maquiavel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-118830994588941733</id><published>2011-06-18T10:16:00.000-03:00</published><updated>2011-06-18T10:16:00.868-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maquiavel'/><title type='text'>A cartilha maquiavélica de Gerdau</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-C4D_vRYiNf0/Tfk-wyLWzZI/AAAAAAAAA58/wji_NOhmJ28/s1600/mi_833856510420678.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-C4D_vRYiNf0/Tfk-wyLWzZI/AAAAAAAAA58/wji_NOhmJ28/s320/mi_833856510420678.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 class="tit-subInterna" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O que leva um empresário bem-sucedido como Jorge Gerdau à inglória tarefa de tornar a máquina estatal mais eficiente? Ele mesmo conta à DINHEIRO por que se inspirou no pensador italiano Nicolau Maquiavel em sua jornada pública.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo político Nicolau Maquiavel, ao escrever sua principal obra, O Príncipe, em 1513, criou uma espécie de manual da política. A frase mais famosa atribuída a ele, 'Os fins justificam os meios', é frequentemente utilizada nos dias de hoje - com uma impressionante contemporaneidade - para descrever manobras políticas ou decisões moralmente questionáveis. Na semana passada, no ápice da crise política envolvendo o ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, Maquiavel voltou a ser evocado por um dos empresários mais respeitados do País, o gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista exclusiva à DINHEIRO, o presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, e líder da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, disse que sempre recorre a uma ideia derivada das regras do pensador italiano. 'O empresário tem de cuidar da família, da empresa e da política', disse Gerdau, um dia antes da queda de Palocci. 'Se não cuidar dos políticos, eles estragam tudo de bom que fazemos na empresa.' Não que Gerdau se referisse a ele. Ao contrário, o empresário lamentou a saída do ex-ministro, com quem começava a conviver na Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, seu maior desafio dentro do governo será vencer a ineficiência do setor público e difundir o conceito de 'transparência absoluta' na máquina estatal. 'Gestão, privada ou pública, não se faz em uma ou duas semanas', afirmou o empresário. 'E as melhorias nos processos de gestão só terão validade com total transparência'. (leia entrevista abaixo) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência de Gerdau poderá render bons dividendos políticos à própria presidente Dilma Rousseff. Em países como Canadá e Suíça, mundialmente reconhecidos pela excelência em gestão pública, é uma prática comum nomear empresários para atuar na política - seja por meio de câmaras independentes, seja na atuação técnica em órgãos estatais. Na África do Sul, em duas ocasiões decisivas na história do país - no fim do apartheid, nos anos 1990, e na preparação para a Copa do Mundo de 2010 - foram criados grupos de empresários para identificar gargalos da administração governamental e indicar soluções para os problemas encontrados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do pós-apartheid, um plano de integração social proposto por presidentes de grandes empresas, chamado de Programa de Desenvolvimento Econômico Negro (sigla em inglês BEE, para Black Economic Empowerment), conseguiu incluir no mercado de trabalho quatro milhões de trabalhadores negros, em apenas dois anos - o que resultou em crescimento econômico, redução da violência e diminuição das tensões sociais. Também nos anos que antecederam a Copa do Mundo, a mesma câmara conseguiu dar transparência aos investimentos em infraestrutura e, assim, ajudou a atrair investimentos estrangeiros ao país, historicamente sufocado pela corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo bem-sucedido da África do Sul e a atual realidade brasileira reforçam que a citação de Maquiavel por Gerdau não é apenas retórica. Durante recente encontro com empresários do setor de marketing, na ADVB-RS, em Porto Alegre, Gerdau confirma que seus trabalhos nos bastidores do poder, em Brasília, já começaram. 'Por enquanto, estamos atuando apenas tecnicamente', afirmou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convite da presidente Dilma Rousseff a Gerdau - que terá Abilio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, Antonio Maciel Neto, da Suzano Papel e Celulose, e Henri Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras, como companheiros na empreitada pública - não surgiu de jogo de par ou ímpar. Há décadas, Gerdau é um dos empresários mais admirados do País. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob seu comando, a Gerdau, antes uma metalúrgica gaúcha de estatura regional, se transformou em uma companhia global com faturamento de US$ 35 bilhões, em 2010, operações em 14 países e quase 50 mil funcionários. 'A saga de Gerdau como empreendedor será, agora, comprovada na esfera pública', disse a presidente Dilma, logo após a nomeação do quarteto de empresários. 'Não tenho dúvidas de que a contribuição deles será fundamental para a modernização dessa empresa chamada Brasil.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'O combate à corrupção é feito apenas com transparência absoluta'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados os primeiros 30 dias da criação da Câmara de Políticas de Gestão, qual é o balanço? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, estamos trabalhando apenas tecnicamente em Brasília. Ainda não há definições de tudo que poderá ser feito. A maturação do nosso trabalho será um processo gradativo. Gestão, privada ou pública, não se faz em uma ou duas semanas. Vamos desenvolver conceitos para, depois, iniciar os trabalhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo específico no combate à corrupção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou comentar nada sobre os recentes acontecimentos de Brasília. Não vou falar sobre o ministro Antônio Palocci. Não adianta perguntar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a pergunta não foi sobre o ministro Palocci. Esse silêncio não pode colocar em risco a credibilidade de quem é honesto dentro do governo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que posso dizer é que combate à corrupção é feito apenas com transparência absoluta. As melhorias nos processos de gestão só terão validade com total transparência. Caso contrário, não adianta nada. Vocês, da imprensa, precisam entender que o Brasil vive uma oportunidade fantástica e que faremos, dentro do governo, um trabalho técnico, sólido e permanente. Assim, vamos conquistar etapa por etapa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redução dos impostos é uma etapa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carga tributária é importante como parte do processo de melhoria da gestão pública, mas existem outras prioridades. Redução de impostos será a última etapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritmo do PIB já está desacelerando? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil vai bater novas taxas recordes de crescimento no futuro. O que precisa acontecer agora é uma correção das disparidades, um ajustamento balanceado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais pretende levar a Brasília?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre faço uma análise do comportamento de meu pai. Ele mandava pagar as duplicatas da empresa dois dias antes do vencimento para não correr o risco de ser chamado de desonesto. Existe um conceito básico que aprendi e carrego comigo para aonde vou. Acho que a gestão tem que ser uma extensão do que você quer na sua casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai erguer a bandeira da ética?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ética tem certo conteúdo acadêmico. Prefiro a palavra integridade. Se o presidente acha que sou íntegro, não estou preocupado. Quero saber o que o meu operário acha de mim. Se a gente pratica esses valores no nosso dia a dia, coisas boas acontecem naturalmente. Outra coisa: não adianta mentir para jornalista. Vocês descobrem a verdade antes de terminar a resposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa postura faz parte da diplomacia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre recorro a uma ideia derivada das regras de Maquiavel de que o empresário tem de cuidar da família, da empresa e da política. Se não cuidar dos políticos, eles estragam tudo de bom que eu fiz na empresa. Outra que gosto é que devemos fazer o mal de uma só vez e a bondade aos pouquinhos. Não que esse seja meu caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/59371_A+CARTILHA+MAQUIAVELICA+DE+GERDAU"&gt;Istoédinheiro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--                        O que leva um empresário bem-sucedido como Jorge Gerdau à inglória tarefa de tornar a máquina estatal mais eficiente? Ele mesmo conta à DINHEIRO por que se inspirou no pensador italiano Nicolau Maquiavel em sua jornada pública                              --&gt;&lt;/h4&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-118830994588941733?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/118830994588941733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=118830994588941733&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/118830994588941733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/118830994588941733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/06/cartilha-maquiavelica-de-gerdau.html' title='A cartilha maquiavélica de Gerdau'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-C4D_vRYiNf0/Tfk-wyLWzZI/AAAAAAAAA58/wji_NOhmJ28/s72-c/mi_833856510420678.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-389511752182922207</id><published>2011-06-15T20:13:00.000-03:00</published><updated>2011-06-15T20:13:54.058-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>Nicolau Maquiavel e o ex-ministro Palocci</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB) avaliou como "um bom sinal" a escolha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para a chefia da Casa Civil. A petista substituiu na quarta-feira o ex-ministro-chefe Antonio Palocci. "A escolha de Gleisi Hoffmann para a Casa Civil é um bom sinal e torço para que ela e os que ainda sobram no PT possam vencer essa luta interna entre os que somente anseiam o poder em benefício próprio e aqueles que querem de fato servir ao povo", escreveu Goldman em seu blog. O tucano recorreu a uma máxima atribuída ao pensador italiano Nicolau Maquiavel para caracterizar o ex-ministro. "Palocci faz parte daquela gama de homens que vão ao extremo na concepção de que os fins justificam os meios", escreveu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é a primeira vez que o ex-governador faz críticas duras ao ex-titular da Casa Civil. No decorrer da crise, também em seu blog, o tucano apontou que o enriquecimento "tão rápido" de Antonio Palocci "não é aceitável em um homem público" e cobrou esclarecimentos do ex-ministro, referindo-se ao crescimento do patrimônio de Palocci, de R$ 20 milhões em quatro anos. A posição de Alberto Goldman divergiu da de alguns tucanos, como os ex-governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), que evitaram fazer ataques diretos ao petista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/59480_GOLDMAN+ESCOLHA+DE+GLEISI+PARA+CASA+CIVIL+E+BOM+SINAL"&gt;Istoédinheiro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-389511752182922207?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/389511752182922207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=389511752182922207&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/389511752182922207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/389511752182922207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/06/nicolau-maquiavel-e-o-ex-ministro.html' title='Nicolau Maquiavel e o ex-ministro Palocci'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-5992914343613162378</id><published>2011-06-10T10:09:00.000-03:00</published><updated>2011-06-10T10:09:00.681-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>Dilma, a empregada do PT</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maceió - A interferência de Lula no governo Dilma enfraqueceu a pre-sidente e deixou as mulheres brasileiras frustradas pela indecisão da sua maior representante mostrar-se capaz para resolver crises. A pergunta é: com que autoridade, o ex-presidente assumiu a posição de negociar com políticos em Brasília o fim do escândalo que envolve Palocci, ministro do Gabinete Civil, ex-ministro da Fazenda de seu governo? Se não confiava na Dilma por que botou o nome dela de goela a dentro dos brasileiros, qualificando-a durante toda a campanha como a eficiente administradora do seu governo? A verdade de tudo isso é que a presidente saiu arranhada de toda essa confusão e vai continuar baixando a guarda para os petistas se quiser chegar até o final do mandato. O que se constata com esse episódio é que o Brasil, infelizmente, não tem uma presidente da República. Tem, isto sim, uma empregada do Partido dos Trabalhadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lula reuniu-se com Sarney, com líderes políticos, com presidentes de partidos, com Palocci, em quem deu um esporro, e com a própria Dilma, a quem recomendou distribuir empregos para arrefecer a fúria dos deputados e senadores se quiser que o Congresso trabalhe a seu favor. Passou dois dias em Brasília e saiu de fininho sem que a imprensa se indignasse com a interferência indevida dele no governo da sua sucessora, já que hoje não exerce ne-nhuma função pública. Ora, depois disso tudo ficou claro que o Lula ainda pensa que é o presidente do Brasil - sem mandato e sem votos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na reunião com os líderes partidário, Lula foi ovacionado pelos parlamentares que viram nele o interlocutor confiável para levar suas reivindicações a Dilma, já que o Palocci transformou-se em um mi-nistro arrogante com a roupagem de uma espécie de "Primeiro Ministro", espaço que ocupou aproveitando-se da inexperiência política da chefe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí, diante desse rolo todo, você me pergunta: por que a Dilma não chuta o pau da barraca e vai governar sem a interfe-rência dos petistas? Seria o seu suicídio político. Primeiro, ficaria refém dos peemedebistas que, como os vampiros, vivem grudados no pescoço do estado; segundo, não teria autonomia para governador, já que a bancada do seu partido é a maior na Câmara Federal. Como é novata dentro do PT, a presidente não tem jogo de cintura para negociar com seus companheiros com a intimidade que o Lula tinha quando estava à frente do Executivo. Diante disso, devemos concluir que Dilma está numa camisa de força. Seus atos políticos e administrativos sempre serão monitorados pelos petistas que adoram tocar fogo no circo para chegar rapidamente com a esquadra de bombeiros e salvar o que resta dos destroços. Esse é o "fogo amigo" tão temido nos corredores do Palácio do Planalto, que pode inviabilizar o governo de Dilma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O papel que o Lula vai desempenhar nisso tudo é o de chefe da esquadra dos bombeiros, porque ainda mantém a espe-rança de voltar ao Palácio do Planalto. No momento, como a sucessão ainda está distante, vai posar de conselheiro da rainha. Mas lá pra frente, ele certamente vai torcer pelo fracasso da Dilma para que o povo cada vez mais tenha saudade do seu governo. Esse é o jogo político do Lula, mesmo que não tenha lido uma página sequer de O Príncipe, de Maquiavel. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O confronto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história mostra que ninguém peita o Congresso Nacional, uma casa que reúne em tese representantes de todos os brasileiros, das mais variadas camadas sociais. É assim desde que o Brasil virou república com dois presidentes alagoanos: marechal Deodoro e Floriano Peixoto. O primeiro foi chutado e o segundo - que era vice - consolidou a transição da monarquia para a república com tropas nas ruas para combater os rebeldes de um canto a outro do país, mas sempre de olho no Congresso Nacional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O Último&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O último exemplo, o mais recente, todos conhecem. Ao ignorar e subestimar a importância do poder Legislativo numa democracia, Collor sofreu impeachment e deixou o governo dois anos e nove meses depois da consagradora vitória do primeiro presidente eleito depois do ditadura militar. Esse é o jogo político. Quem duvidar que se arrisque indo para o confronto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Socorro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao socorrer Palocci, inocentando-o do enriquecimento ilícito, Lula jogou todas as suas fichas para tirar seu ex-ministro dos ataques dos parlamentares e das notícias negativas da mídia. Mas a pergunta é: se o Palocci é esse poço de honestidade por que Lula o demitiu do mi-nistério da Fazenda? O ex-presidente acha que o seu prestígio lhe dar imunidade pra defender corruptos petistas, como os do mensalão, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Maluco?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ex-presidente do PT, José Eduardo Dutra, diagnosticado como doido pelos petistas paulistas que queriam a presidência do partido, não tem nada de maluco. O cara vive nas badalações das noites cariocas. A síndrome de pânico e de perseguição que contaminava o Zé, segundo os petistas, desapareceu tão logo ele foi afastado da presidência do partido. Na quarta-feira, por exemplo, Zé Eduardo apareceu nas páginas do Globo, sorridente, recebendo uma homenagem no Clube de Engenharia do Rio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Outro Zé&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Zé Dirceu já foi avisado: o Palocci, antes de cair, vai derrubar seu afilhado político no Planalto, o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sergio, que de articulação política entende a mesma coisa que Lula de fissão nuclear. Depositado no Planalto por Zé Dirceu, seu apadrinhado perdeu posição para Palocci que também assumiu a articulação política do governo. Está caindo por acúmulo de funções - e poder demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Vacilo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A bancada governista vacilou na Câmara e a Comissão de Agricultura aprovou requerimento convocando Palocci, o homem do diamante de 20 milhões de reais, para depor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Perdida&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parlamentares com acesso ao Palácio do Planalto temem pelo pior. Dizem que a presidente Dilma está que nem barata tonta. Pra onde corre alguém está com inseticida para afugentá-la. Muitos já temem pelo estado de saúde dela, depois da pneumonia dupla que a abateu durante alguns dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Recado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao tomar posse na última segunda-feira no cargo de se-cretario da Pesca, Régis Cavalcante pontuou o seu discurso com algumas críticas ao paternalismo do governo federal, dizendo, entre outras coisas, que a esmola envergonha o homem. Cavalcante disse que o estado precisa promover o desenvolvimento econômico para gerar emprego e renda. E é isso que ele e seus técnicos pretendem implantar em Alagoas melhorando o setor da pesca no estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Prestígio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o auditório lotado, Cavalcante foi muito aplaudido depois do seu discurso e cumprimentado efusivamente pelo secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, a quem Cavalcante disse ter sido o grande incentivador da criação da secretaria que vai promover o desenvolvimento, reorganizando o setor pesqueiro ate então marginalizado em outros governos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sujeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De que adianta a belezas naturais de Maceió se os moradores da cidade e os turistas não podem gozar desse espetáculo. As praias estão poluídas, o fedor na orla é insuportável, as lingas pretas ainda invadem a areia e o riacho Salgadinho continua jogando esgoto na praia da Avenida da Paz, condenada pela poluição. Cícero Almeida que se elegeu com a proposta de despoluir o Salgadinho ainda não concretizou o projeto que dorme nas gavetas da prefeitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;CPIs&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até o mais leigo do eleitor sabe muito bem que CPIs é pra o parlamentar extorquir e melhorar seu caixa de campanha. As criadas na Câmara dos Vereadores e na Assembleia Legislativa não fogem dessa maldita sina. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.achanoticias.com.br/noticia.kmf?noticia=11992050"&gt;Noticia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-5992914343613162378?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/5992914343613162378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=5992914343613162378&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/5992914343613162378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/5992914343613162378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/06/dilma-empregada-do-pt.html' title='Dilma, a empregada do PT'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-1040479856116035731</id><published>2011-06-08T22:03:00.000-03:00</published><updated>2011-06-08T22:03:30.258-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><title type='text'>POLÊMICA</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estaria Nicolau Maquiavel correto e os fins realmente justificam os meios? A pergunta ronda insistentemente a coluna depois da leitura da matéria “Sobre o Projeto de lei n122”, na mais recente edição do Informe IBC, semanário da Igreja Batista Central de Fortaleza. Com o intuito de conclamar as famílias a lutar contra “o avanço de leis que. em nome da busca de direitos privilegiados para homossexuais, erguem novos muros na democracia”, a publicação alerta para o perigo da aprovação do projeto que criminaliza a homofobia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Literalmente, está lá impresso: “A redação da PL 122, bem como de outras iniciativas nessa área,dá margens à situações preocupantes, como: Cotas para LGBT em tudo quanto é área; Programa Primeiro Emprego para LGBT; criação de uma ‘bolsa gay’, onde o governo seja obrigado a sustentar especificamente aqueles que forem LGBT; reforma agrária específica para os LGBT; e criação de uma polícia só de gays, lésbicas e travestis, que espanque, ponha na cadeia ou mesmo mate as pessoas que causem incômodo aos LGBT”; entre outras desgraças, obviamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passado o estranhamento inicial (qualquer cidadão que realmente tenha lido na íntegra o PL 122 sabe que nada disto está previsto lá), Cena G procurou o pastor responsável pela IBC, Armando Bispo, e pediu que ele apontasse, no documento, a origem destas supostas ações. O líder religioso respondeu, por email. “Por uma questão hermenêutica, não seria justo requerer a exata expressão textual do que o autor disse, uma vez que o mesmo escreve: ‘A redação do PL 122/2006, bem como outras iniciativas nessa área, dá margem à situações preocupantes, como:’, ou seja - dar margem - diz respeito a uma situação que poderia derivar por lei ou por interpretação da mesma em tudo aquilo que o autor declinou”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito cordialmente, Bispo encaminhou as questões para Ricardo Marques, autor da matéria, que também respondeu por email à coluna. “A fonte principal é o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, promovido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério da Justiça”. E ainda informou que ”Os referidos itens, inclusive, constam do ‘famoso’ panfleto veiculado país afora pelo deputado federal Jair Bolsonaro (intitulado “Informativo Kit Gay”)”. Ah, bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com todo o respeito que esses líderes religiosos merecem, cabem aqui alguns esclarecimentos. O primeiro deles é que o tal Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT nada tem a ver com o PL 122. É resultado da 1ª Conferência Nacional GLBT, ocorrida em Brasília em junho de 2008 e traz diretrizes de ações para políticas públicas, não leis. Aliás, o prazo para a maioria delas já está vencido - e não consta nele a instituição da pena de morte para homofóbicos, como faz crer o Informe da IBC, assim como vários dos outros absurdos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É até compreensível que alguns fundamentalistas queiram que suas convicções comandem um Estado laico. O que é inacreditável é ver que há pastores, na acepção primeira do termo, que optam por aterrorizar seus rebanhos com ameaças inexistentes para que assim eles lhe sejam totalmente submissos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.opovo.com.br/app/colunas/cenag/2011/06/03/noticiacenag,2252038/o-imperio-contra-ataca.shtml"&gt;Opovo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-1040479856116035731?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/1040479856116035731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=1040479856116035731&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1040479856116035731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1040479856116035731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/06/polemica.html' title='POLÊMICA'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7817573978812617228</id><published>2011-05-31T08:17:00.000-03:00</published><updated>2011-05-31T08:17:41.918-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o príncipe'/><title type='text'>As lições de gestão empresarial Maquiavel</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Executivos e empresários, a julgar pela literatura à venda nas livrarias  de aeroporto, gostam de se imaginar como guerreiros medievais ou  arqueiros japoneses. Aparentemente, há sempre lições administrativas a  tirar da vida de Confúcio ou de Leonardo da Vinci. Sem dúvida, a arte  ninja de liderar reuniões de orçamento ou a técnica de Átila no  marketing varejista servem, se não para turbinar o desempenho de um  diretor comercial, ao menos para inspirar seus devaneios de grandeza. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Alguns grandes personagens da história não parecem especialmente  talhados para esse romantismo de portão de embarque. O nome de Nicolau  Maquiavel (1469-1527), por exemplo, ainda está excessivamente associado  ao pragmatismo, à impiedade e à esperteza para que pareça apropriado no  esforço de nobilitar o cotidiano empresarial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;OBSTINAÇÃO E RIGOR&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Nem tanto, diz o presidente do grupo Telefônica no Brasil, Antonio  Carlos Valente, no prefácio a "O Príncipe Revisitado: Maquiavel e o  Mundo Empresarial" [Actual Editora, 128 págs., R$ 34], de Aderbal Müller  e Luis Antonik. "Inspirados por Maquiavel", diz ele, "os autores  mostram que vencer no ambiente empresarial atual requer extrema  dedicação, precisão e perseverança. É preciso ser firme, rápido e  eficaz. Sem obstinação e rigor não há sucesso."&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Mas "O Príncipe Revisitado" não se limita a recolher de Maquiavel  fragmentos de "sabedoria" para todas as ocasiões. O texto procura manter  ao máximo o estilo do autor -e sua ambiguidade essencial no que se  refere à questão da ética. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Dividido em capítulos curtos, cujos títulos formulam questões precisas  ("Por que os Príncipes da Itália Perderam os seus Reinos", "De que Modo  se Deve Avaliar a Força dos Principados" etc.), "O Príncipe" (1513;  publicado em 1532) frequentemente desnorteia quem o lê. Situações  semelhantes, conduzidas de modo idêntico, podem resultar em vitória ou  em desastre. Exemplos e contraexemplos se sucedem sem levar a uma  conclusão unívoca --a ponto de se discutir interminavelmente, até hoje,  para que forma de governo e para que tipo de liderança política pendiam  as preferências do autor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Além disso, o autor de "O Príncipe" insiste no papel imponderável da  "fortuna", o acaso ou a circunstância, no sucesso das ações humanas. A  este fator se soma a "virtù", que nada tem a ver com a virtude moral de  um indivíduo, mas com sua capacidade de domar, pela ousadia ou pela  prudência, o ambiente que o cerca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Sem se beneficiar de uma ou de outra, nenhum governante (ou empresário,  se quisermos) sobrevive à sanha de seus rivais. Nem "virtù" nem  "fortuna", de resto, podem ser adquiridas nas páginas de um livro. Se  fosse assim, qualquer leitor aplicado poderia aspirar, com o tempo, a  tornar-se um novo Lourenço, o Magnífico (referência constante em  Maquiavel) ou um novo Abilio Diniz (presença forte no panteão de Müller e  Antonik).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VOLTEIOS&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Aderbal Müller é autor de numerosos livros na área de contabilidade e  auditoria. Luiz Roberto Antonik foi diretor da Telefônica e hoje ocupa o  cargo de diretor-geral da Abert (Associação Brasileira das Empresas de  Rádio e Televisão). Num texto que imita com sucesso os volteios e  formalidades do clássico italiano, a menção dos autores a empresários  como Antônio Ermírio de Moraes, Abilio Diniz ou Samuel Klein não é tão  deslocada quanto parece. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Não apenas Maquiavel, no seu empirismo argumentativo, preferia o exemplo  concreto à regra geral, como também estava desesperadamente em busca de  heróis, num momento em que Florença (para nada dizer de toda a Itália,  ainda não unificada) amargava as consequências de um prolongado  torvelinho político. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Não é que o Brasil vá de mal a pior no campo econômico. Mas, certamente,  suas empresas mais representativas passam a uma fase em que se torna  cada vez mais difícil enfrentar uma concorrência globalizada; nossos  "principados" empresariais se veem diante de corporações bem mais  abrangentes, cujos proprietários e administradores não conhecemos de  perto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Explica-se, dessa perspectiva, a ideia de Müller e Antonik de que toda  grande empresa depende, em última análise, da figura pessoal do seu  dono. Contrariando polemicamente as teses mais em voga na literatura  especializada, que privilegiam os "métodos" e a "cultura  organizacional", os autores insistem: "Uma grande empresa é um grande  homem: acorda cedo, dorme tarde, trabalha muito, sabe tudo, está  presente, é obsessivo". O raciocínio vale para a Ford nos tempos do seu  fundador, assim como para a Microsoft de Bill Gates, argumentam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Valerá para a Petrobras? Existirá um só "príncipe" à frente de cada  gigante financeiro, farmacêutico ou automobilístico hoje em dia?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;ACIDENTES DE PERCURSO&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Entramos aqui em dois aspectos nos quais a tradução de um clássico  político para o plano da vida empresarial moderna não se faz sem alguns  acidentes de percurso. O príncipe maquiaveliano está em luta com  potências estrangeiras e com seus rivais internos; presta contas à  nobreza, à burguesia e ao populacho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Seria de imaginar que, mantendo a simetria, o príncipe-empresário de  Müller e Antonik tivesse de se equilibrar entre sindicatos de  trabalhadores, fornecedores de matéria-prima, concorrentes diretos,  governo central e o conjunto dos acionistas da empresa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; São estes últimos, entretanto, o foco quase exclusivo da atenção dos  autores. Manter-se "no poder", em última análise, é manter-se no topo da  organização -e o trato com os acionistas e assessores diretos parece  ser o ponto em que Maquiavel mais tem a dizer para o leitor-empresário  de hoje. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Sinal dos tempos ou restrição voluntária do foco por parte dos autores?  Seja como for, não falta graça ao feito estilístico de Müller e Antonik;  a realidade econômica de hoje, todavia, é provavelmente bem mais  complexa do que cabe nas páginas deste livro, ou nos relatórios que  recebem os acionistas de uma empresa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;CHURCHILL&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; "Fortuna" e "virtù", os dois componentes básicos com que se pesa o  sucesso de um líder para Maquiavel, nunca faltaram à figura de Winston  Churchill (1874-1965), que inspira outro livro recém-lançado para o  público empresarial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; "Winston Churchill, CEO" [Campus, 280 págs., R$ 69,90], de Alan Axelrod,  é o último produto de uma linha de montagem que tem, entre seus  títulos, "Gandhi, CEO" e "Elizabeth 1ª, CEO". Como em qualquer livro de  autoajuda, o problema do autor é o de esticar por mais de cem páginas um  conjunto básico de regras ("defina o empreendimento", "elimine o medo  do desconhecido" etc.) que simplesmente se explicam a si mesmas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A vantagem é que Axelrod escolheu uma figura histórica realmente  inspiradora. A vida de Churchill tem passagens de coragem extrema, muito  antes do seu teste definitivo, liderando a Inglaterra na resistência  isolada (depois da derrota da França e do pacto germano-soviético)  contra a Alemanha de Hitler. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Aos 22 anos, Churchill recebeu seu batismo de fogo em Cuba, como  correspondente de guerra; as balas dos insurgentes contra o domínio  espanhol zuniram perto dele -e a sensação lhe trouxe euforia. Daí às  fronteiras do domínio britânico sobre a Índia, ao Sudão e à África do  Sul na guerra dos bôeres (em 1899), o jovem oficial consolidou sua  carreira de combatente e escritor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Dificilmente um empresário moderno haveria de considerar aconselhável  investir sozinho, de Mauser em punho, contra rebeldes tribais. A pura  sorte (ou a "fortuna") ajudou Churchill numa fuga cinematográfica de um  campo de prisioneiros sul-africano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Episódios desse tipo, além de discursos célebres e exemplos de  negociação com grevistas, fornecem material interessante e admirável ao  livro de Axelrod -ainda que ao preço de muitas repetições e de  indisfarçada diminuição do espírito crítico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O valor da história concreta, da "realità effettuale", como dizia  Maquiavel, salva, entretanto, o livro de Axelrod das abstrações do  gênero. No fundo, também em "O Príncipe" o problema era o mesmo: como se  valer de princípios teóricos gerais quando são sempre concretos,  específicos e indecidíveis os desafios de uma gestão? Em que medida  cabem contra o Carrefour ou a Tim decisões tomadas contra o papado  renascentista ou os tanques de Hitler? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O leitor, à espera do avião, aspira pelas altitudes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fonte&lt;/b&gt;:&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/921842-as-licoes-de-gestao-empresarial-maquiavel.shtml"&gt;Folha &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7817573978812617228?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7817573978812617228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7817573978812617228&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7817573978812617228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7817573978812617228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/05/as-licoes-de-gestao-empresarial.html' title='As lições de gestão empresarial Maquiavel'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-1841430035549814161</id><published>2011-05-18T20:10:00.000-03:00</published><updated>2011-05-18T20:10:11.294-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maquiavel'/><title type='text'>"O Príncipe Revisitado" é lançado em Curitiba</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;taghw&gt;&lt;span&gt;Nesta sexta-feira, dia 13 de maio, os &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3650091122445548897#" onclick="Pal91637469hw.hwPlajq(&amp;quot;autores&amp;quot;);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="Pal91637469hw.hideMaybe(this, &amp;quot;autores&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;dotted 1px&amp;quot;; " onmouseover="Pal91637469hw.hwShow(event, this, &amp;quot;autores&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;solid&amp;quot;;" style="border-bottom: 1px dotted; color: #6666ff; cursor: hand; text-decoration: underline;"&gt;&lt;span&gt;autores&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt; Aderbal Nicolas Müller e Luis Antonik lançam em Curitiba o livro O Príncipe Revisitado: Maquiavel e o Mundo Empresarial (Ed. Actual). A obra é uma releitura de "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel, e adapta elementos deste que é considerado um importante tratado político escrito pelo autor italiano há quase meio século, para o contexto empresarial dos dias atuais. A publicação será apresentada no Anfiteatro da FAE, às 21h30, seguida de sessão de autógrafos.&lt;/taghw&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;taghw&gt;&lt;span&gt;De acordo com Aderbal Müller, a obra de Maquiavel foi reescrita utilizando exemplos atuais da nossa era, tornando o livro semelhante a um manual de comportamento &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3650091122445548897#" onclick="Pal91637469hw.hwPlajq(&amp;quot;empresarial&amp;quot;);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="Pal91637469hw.hideMaybe(this, &amp;quot;empresarial&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;dotted 1px&amp;quot;; " onmouseover="Pal91637469hw.hwShow(event, this, &amp;quot;empresarial&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;solid&amp;quot;;" style="border-bottom: 1px dotted; color: #6666ff; cursor: hand; text-decoration: underline;"&gt;&lt;span&gt;empresarial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;. "É uma releitura onde tomamos o cuidado de adaptar os exemplos do comportamento de liderança medieval da época para o contexto da realidade empresarial no mundo contemporâneo", explica.&lt;/taghw&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;taghw&gt;&lt;span&gt;Aderbal Müller é contador, professor da FAE e já escreveu outros sete livros, todos de conteúdo técnico. Desta vez o autor resolveu trilhar pela literatura e produziu a obra em parceria com Luis Antonik, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3650091122445548897#" onclick="Pal91637469hw.hwPlajq(&amp;quot;diretor&amp;quot;);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="Pal91637469hw.hideMaybe(this, &amp;quot;diretor&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;dotted 1px&amp;quot;; " onmouseover="Pal91637469hw.hwShow(event, this, &amp;quot;diretor&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;solid&amp;quot;;" style="border-bottom: 1px dotted; color: #6666ff; cursor: hand; text-decoration: underline;"&gt;&lt;span&gt;diretor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt; geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). A dupla já desenvolveu outros dois títulos.&lt;/taghw&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;taghw&gt;&lt;span&gt;Segundo Antonik, se o texto de Maquiavel do século XVI for lido sob a ótica empresarial atual, pode-se tirar muitas lições importantes: "a vida das empresas é dura, difícil e massacrante, entretanto, ensina Maquiavel, nada se constrói sem justiça e urbanidade, seja com clientes, sócios ou empregados", ressalta. O autor revela que ser duro, saber falar não, despedir se necessário, agressivo, conhecer tudo e a todos, porém, acima de tudo, ser justo com os colaboradores, clientes e a sociedade, são algumas das lições aprendidas com o clássico italiano. "É um &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3650091122445548897#" onclick="Pal91637469hw.hwPlajq(&amp;quot;mundo&amp;quot;);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="Pal91637469hw.hideMaybe(this, &amp;quot;mundo&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;dotted 1px&amp;quot;; " onmouseover="Pal91637469hw.hwShow(event, this, &amp;quot;mundo&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;solid&amp;quot;;" style="border-bottom: 1px dotted; color: #6666ff; cursor: hand; text-decoration: underline;"&gt;&lt;span&gt;mundo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt; brutal, mas com ética e uma pauta positiva. Mau comportamento, falcatruas, ardis e comportamento duvidoso não são aceitos no mundo de hoje", acrescenta Antonik.&lt;/taghw&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Os exemplos do livro são quase todos atuais, pois, segundo Antonik, os de Maquiavel pouco têm a ver com a realidade atual. "Mencionamos apenas os nomes de bons exemplos. Os maus foram todos trocados de uma forma que não se possa identificá-los, até para não sermos injustos, como foi Maquiavel em alguns casos", explica. Os exemplos citados na obra original, do Século XVI, como Moisés, Ciro, Rômulo e Teseu, deram lugar a nomes como Eike Batista, Sílvio Santos, Samuel Klein, Antônio Carlos Magalhães e Luiza Trajano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;No dia 17 de maio, os autores curitibanos seguem para Brasília (DF), para o lançamento da obra na Biblioteca do Senado Federal, na Praça dos Três Poderes. A Pós-Graduação da FAE está sorteando um exemplar do livro pelo blog &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.fae.edu/posblog/"&gt;&lt;span&gt;www.fae.edu/posblog/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Serviço&lt;br /&gt;Lançamento do livro O Príncipe Revisitado: Maquiavel e o Mundo Empresarial&lt;/strong&gt;Quando: 13 de maio (sexta-feira), às 21h30&lt;br /&gt;Onde: Anfiteatro da FAE (7º andar) - Rua 24 de Maio, 135 - Centro&lt;br /&gt;Inscrições gratuitas - Vagas limitadas&lt;br /&gt;Informações pelo telefone (41) 9921-7708&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Mais informações sobre a obra e entrevistas com os autores no blog &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.fae.edu/posblog/"&gt;&lt;span&gt;www.fae.edu/posblog/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?id=242420&amp;amp;op=lazer"&gt;Paranashop&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-1841430035549814161?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/1841430035549814161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=1841430035549814161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1841430035549814161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1841430035549814161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/05/o-principe-revisitado-e-lancado-em.html' title='&quot;O Príncipe Revisitado&quot; é lançado em Curitiba'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-1511061097735870174</id><published>2011-05-10T20:27:00.000-03:00</published><updated>2011-05-10T20:27:15.494-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maquiavel'/><title type='text'>Por que infraestrutura agora?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há nada mais difícil de tomar em mãos, mais perigoso de conduzir, ou mais incerto em seu sucesso, do que assumir a liderança na introdução de uma nova ordem das coisas.&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; (Nicolau Maquiavel)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Além do Brasil, estive em cinco países americanos nas últimas semanas - Chile, Argentina, México, Canadá e Estados Unidos - e em todos eles a infraestrutura é o principal desafio na agenda política. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo o hemisfério ocidental necessita aumentar significativamente o investimento em infraestrutura, pois os modelos atuais estão desfalcados e sofrem com a falta de suporte adequado. A mudança é necessária e terá de ser profundamente revolucionária para implantar uma nova ordem das coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que a infraestrutura é a vida de um país, em todos os sentidos - simbolicamente, culturalmente, fisicamente e estrategicamente. Existem muitas reclamações no Brasil sobre o ritmo lento no desenvolvimento dos projetos de infraestrutura, mas é assim que a banda tem tocado em todos os lugares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos em um momento histórico no Brasil que pode significar um grande salto à frente. Basta olhar para todos os sentidos que a infraestrutura tem:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Infraestrutura simbólica&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A infraestrutura é simbólica quando nos diz quem somos como pessoas. Um país só é capaz de transparecer para o mundo a sua grandeza e competência, por meio de sua infraestrutura. Se pensarmos nas grandes avenidas de Paris ou, até mesmo, nas estradas romanas, veremos que os desafios de realizar a Copa do Mundo no Brasil serão muito mais profundos, pois mudarão a forma como o país enxerga os seus cidadãos. Os símbolos são apenas um dos fatores que nos orientam neste mundo, construindo plataformas de confiança, competência e organização que nos fazem avançar. A infraestrutura sempre fez muito bem este papel simbólico no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Infraestrutura cultural&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das coisas mais interessantes sobre a viagem ao redor do mundo, olhando para infraestrutura, é a questão de quem realmente tem acesso a ela. Essa acessibilidade demonstra basicamente quem e o que é valorizado pelo país. O Brasil é realmente um dos países mais generosos e abrangentes do mundo, mas ainda precisa refletir isso em sua infraestrutura. Não há nenhum criador oportunidade mais eficiente e distribuidor de renda do que infraestrutura - energia elétrica, água potável, transporte público, acessibilidade urbana, logística de classe mundial, etc. A infraestrutura adequada coloca oportunidades ao alcance de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Infraestrutura física&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a dose certa de imaginação e criatividade é possível rompendo as barreiras físicas e construir o suporte adequado em termos de infraestrutura de um país. Pense nas dificuldades que teve o Brasil para construir a indústria do etanol e o atual desafio na produção de produtos desta plataforma! Projetos de grande infraestrutura são, nas palavras de Tom Friedman, moon shots, exigindo que um país alcance novos patamares de concepção, engenharia, finanças, organização e para vencer as limitações físicas que têm mantido a nação em uma espécie de "país-cativeiro". Atualmente, o Brasil tem uma série de moon shots - trem de alta velocidade, investimentos no pré-sal, desenvolvimento de meios de criação de energia - que levarão o País a um nível totalmente novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Infraestrutura estratégica&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grandes projetos levam em conta a evolução de longo prazo da economia global, e a visão dos tomadores de decisão de um país tem de estar plugadas neste timing. Estes visionários deverão projetar em consenso qual será a economia do futuro, realizando os projetos estratégicos do país. Não são apenas os projetos de 20, 30, 40 anos ou mais que são importantes para o país daqui para a frente. Boas decisões agora são a base para as opções estratégicas da próxima geração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma razão pela qual o discurso político tem levantado a infraestrutura para o nível de prioridade nacional. Neste momento da história, onde todas as economias são definidas pela globalização, não pode haver nenhuma área mais importante na vida deste país do que a criação de infraestrutura de verdadeiramente grandiosa - em termos de seleção de projetos estratégicos, subordinação dos projetos às redes de contatos, qualidade na execução de projetos individuais e operação de longo prazo destas pedras preciosas do investimento nacional. Nestas plataformas de trabalho, o crescimento, a criatividade e a grandeza são construídos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=4&amp;amp;id_noticia=372898"&gt;DCI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-1511061097735870174?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/1511061097735870174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=1511061097735870174&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1511061097735870174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1511061097735870174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/05/por-que-infraestrutura-agora.html' title='Por que infraestrutura agora?'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-808002197333988182</id><published>2011-05-05T10:56:00.001-03:00</published><updated>2011-05-05T10:56:01.005-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>O Príncipe revisitado: Maquiavel e o mundo empresarial</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Y1Q3L2o_HO4/TcCImLHuSSI/AAAAAAAAA5s/d1JTjvWrKJA/s1600/maquiavel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Y1Q3L2o_HO4/TcCImLHuSSI/AAAAAAAAA5s/d1JTjvWrKJA/s320/maquiavel.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;taghw&gt;Uma das obras&amp;nbsp; mais importantes de gestão e negócios, O Príncipe, de Nicolau Maquiavel ganha uma nova versão sob a ótica de dois experientes gestores, Luiz Roberto Antonik, executivo do setor de Comunicações, e Aderbal Nicolas Muller, acadêmico da universidade paranaense UNIFAE. Polêmico e ao mesmo tempo original, O Príncipe revisitado: Maquiavel e o &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3650091122445548897#" onclick="Pal1805351734hw.hwPlajq(&amp;quot;mundo&amp;quot;);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="Pal1805351734hw.hideMaybe(this, &amp;quot;mundo&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;dotted 1px&amp;quot;; " onmouseover="Pal1805351734hw.hwShow(event, this, &amp;quot;mundo&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;solid&amp;quot;;" style="border-bottom: 1px dotted; color: #3333ff; cursor: hand; text-decoration: underline;"&gt;mundo&lt;/a&gt; empresarial, lançamento da editora Actual, trata-se de um livro singular, idealizado para ser a mais singela interpretação de Maquiavel em nossos dias. Reescrito com exemplos atuais e percepções da nossa era, o livro faz uma releitura cuidadosa e mostra como os ensinamentos do renascentista podem inspirar empresários e executivos a enfrentarem seus desafios do cotidiano.&lt;/taghw&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;taghw&gt;Segundo Antonio Carlos Valente, presidente do grupo Telefônica no Brasil, o leitor se surpreenderá com a atualidade do texto e com os conceitos que ele traz para a &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3650091122445548897#" onclick="Pal1805351734hw.hwPlajq(&amp;quot;gestão&amp;quot;);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="Pal1805351734hw.hideMaybe(this, &amp;quot;gestão&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;dotted 1px&amp;quot;; " onmouseover="Pal1805351734hw.hwShow(event, this, &amp;quot;gestão&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;solid&amp;quot;;" style="border-bottom: 1px dotted; color: #3333ff; cursor: hand; text-decoration: underline;"&gt;gestão&lt;/a&gt; empresarial. “A riqueza do debate proposto pelos autores oxigena as ideias para nós que vivemos os desafios da vida empresarial – que se agigantam cada vez mais pelas revoluções permanentes vividas neste ambiente, como aquelas proporcionadas pelo avanço da tecnologia”. &lt;/taghw&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;taghw&gt;O Príncipe revisitado: Maquiavel e o mundo empresarial está dividido em 26 capítulos,entre eles: Quando os executivos medem forças; Ser liberal, uma arte conquistada aos poucos; A arte de confiar nas pessoas e delegar; Aqueles que se tornam empresários pela artimanha; A gestão de empresas familiares; Quais os motivos que levam alguns empresários a perder suas empresas; A sorte existe, mas não se pode confiar nela, entre outros. Os trechos da obra original foram mantidos e há páginas inteiras transferidas para os dias de hoje, com apenas a substituição da palavra “príncipe” pela palavra “&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3650091122445548897#" onclick="Pal1805351734hw.hwPlajq(&amp;quot;empresário&amp;quot;);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="Pal1805351734hw.hideMaybe(this, &amp;quot;empresário&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;dotted 1px&amp;quot;; " onmouseover="Pal1805351734hw.hwShow(event, this, &amp;quot;empresário&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;solid&amp;quot;;" style="border-bottom: 1px dotted; color: #3333ff; cursor: hand; text-decoration: underline;"&gt;empresário&lt;/a&gt;”; o que, segundo os autores, denota a atualidade da obra de Maquiavel.&lt;/taghw&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;taghw&gt;“Em verdade, a atualidade de Maquiavel reside, ao contrário do que ensinam certos teóricos da administração, muito mais na força, rigor, justiça e necessidade de ação rápida, qualidades inerentes ao homem de sucesso que gere qualquer empreendimento, do que em processos (...) a prática e o conhecimento nos ensinam que um pouco de maldade, estresse e desafio são indispensáveis para o bom resultado, e isso apenas se obtêm com pessoas certas” – ressaltam os &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3650091122445548897#" onclick="Pal1805351734hw.hwPlajq(&amp;quot;autores&amp;quot;);return false;" oncontextmenu="return false;" onmouseout="Pal1805351734hw.hideMaybe(this, &amp;quot;autores&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;dotted 1px&amp;quot;; " onmouseover="Pal1805351734hw.hwShow(event, this, &amp;quot;autores&amp;quot;); this.style.cursor=&amp;quot;hand&amp;quot;; this.style.textDecoration=&amp;quot;underline&amp;quot;; this.style.borderBottom=&amp;quot;solid&amp;quot;;" style="border-bottom: 1px dotted; color: #3333ff; cursor: hand; text-decoration: underline;"&gt;autores&lt;/a&gt;.&lt;/taghw&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Príncipe, escrito por Nicolau Maquiavel em 1513 e publicado postumamente em 1532,&amp;nbsp; trata-se de um dos tratados políticos fundamentais elaborados pelo pensamento humano, e&amp;nbsp; tem papel crucial na construção do conceito de Estado como conhecemos hoje. No mesmo estilo do Institutio Principis Christiani, de Erasmo de Rotterdam, o livro descreve as maneiras de conduzir-se aos negócios públicos internos e externos e, fundamentalmente, como conquistar e manter um principado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Luis Roberto Antonik&lt;/strong&gt; é mestre em gestão Empresarial pela Escola Brasileira de Administração Pública “Ebap”, da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Graduado em Geografia, Ciências Econômicas, e Administração. Especialista em Administração e Finanças. Pró-reitor, professor de graduação e pós-graduação da Unifae. Ex- diretor de planejamento empresarial da Telepar (atual Brasil telecom), Telebrás e Telefônica. Ex-diretor executivo do grupo Tim no Brasil, diretor de assuntos institucionais da RPC e diretor geral da Associação Brasileira das emissoras de Rádio e televisão “Abert”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Aderbal Nicolas Muller&lt;/strong&gt; é doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mestre em Ciências Sociais Aplicadas pelo centro Católico do Sudoeste do Paraná (Unics). Especialista em Administração e Finanças pelo Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino FAE (Unifae), em Curitiba, Paraná. Graduado em Ciências Contábeis pela FAE Business School. É autor dos livros Auditoria das organizações (Atlas, 2001), Auditoria integral (Juruá, 2005), Contabilidade básica (Pearson, 2006), Manual da nota fiscal eletrônica (Juruá, 2007), Cálculos periciais (Juruá, 2007), Análise financeira (Atlas, 2008) e Contabilidade avançada e internacional (Saraiva, 2009).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-808002197333988182?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/808002197333988182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=808002197333988182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/808002197333988182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/808002197333988182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/05/o-principe-revisitado-maquiavel-e-o.html' title='O Príncipe revisitado: Maquiavel e o mundo empresarial'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Y1Q3L2o_HO4/TcCImLHuSSI/AAAAAAAAA5s/d1JTjvWrKJA/s72-c/maquiavel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7021470212833775347</id><published>2011-05-03T19:40:00.000-03:00</published><updated>2011-05-03T19:40:44.596-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frases de Maquiavel'/><title type='text'>Hoje na História: 1469 - Nasce o italiano Nicolau Maquiavel</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rhPkk07o2JE/TcCEADHcgDI/AAAAAAAAA5o/wpVruTEg9gM/s1600/maquiavel_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-rhPkk07o2JE/TcCEADHcgDI/AAAAAAAAA5o/wpVruTEg9gM/s320/maquiavel_1.jpg" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filósofo, escritor, político e historiador italiano Niccoló Machiavelli – Nicolau Maquiavel – nasceu em 3 de maio de 1469. Patriota durante a vida toda e acérrimo defensor de uma Itália unificada, Maquiavel tornou-se um dos pais da moderna teoria política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel entrou para a política em sua terra natal, Florença, quando tinha 29 anos. Como secretário de Defesa, se distinguiu ao executar políticas que acabaram fortalecendo Florença politicamente. Logo lhe foram designadas missões diplomáticas em nome do Principado florentino para se encontrar com personalidades centrais da época, como o rei Luis XII da França e talvez a mais importante para Maquiavel, o príncipe dos Estados Pontifícios, Cesare Borgia. O hábil e astucioso Borgia inspirou mais tarde o personagem título do famoso e seminal tratado de Maquiavel &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O príncipe&lt;/span&gt; (1532). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/HOJE+NA+HISTORIA+1469++NASCE+O+ITALIANO+NICOLAU+MAQUIAVEL+_11627.shtml"&gt;operamundi&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7021470212833775347?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7021470212833775347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7021470212833775347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7021470212833775347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7021470212833775347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/05/hoje-na-historia-1469-nasce-o-italiano.html' title='Hoje na História: 1469 - Nasce o italiano Nicolau Maquiavel'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rhPkk07o2JE/TcCEADHcgDI/AAAAAAAAA5o/wpVruTEg9gM/s72-c/maquiavel_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-9217932216518727676</id><published>2011-04-27T17:46:00.000-03:00</published><updated>2011-04-27T17:46:38.319-03:00</updated><title type='text'>Semana de Filosofia aprofundará fundamentos políticos e econômicos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VLRm0kj63KQ/TbiAcvG5hWI/AAAAAAAAA5Y/-5QsihIsbXE/s1600/b5317fda4f.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-VLRm0kj63KQ/TbiAcvG5hWI/AAAAAAAAA5Y/-5QsihIsbXE/s320/b5317fda4f.jpg" width="268" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto_noticias"&gt;&lt;strong&gt;Francisco Beltrão - &lt;/strong&gt;&lt;span id="newsContent"&gt;&lt;br /&gt;Os fundamentos filosóficos e econômicos de Benjamim Constant, Nicolau Maquiavel, Rosseau, entre outros serão abordados por professores da Unioeste e da Universidade Federal de Santa Catarina na 7ª Semana de Filosofia. Com o tema “Filosofia Política: Republicanismo e Liberalismo” o evento, que é realizado pelo Instituto Sapientia de Filosofia de Francisco Beltrão, aprofundará os fundamentos de temas políticos e econômicos. A Semana acontece de 10 a 13 de maio, no auditório do Instituto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o diretor do Instituto Sapientia, Padre Dilonei Müller, a Semana possui dois propósitos. “Para os acadêmicos do curso de Filosofia, a Semana tem o propósito de abrir seus horizontes aos pensamentos filosóficos; para o Instituto, é uma maneira de divulgar o curso, mostrá-lo para a comunidade”, explicou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A participação será aberta à comunidade. O valor da inscrição para todas as palestras e mini-cursos é R$40; para conferências isoladas, R$10. Será concedido certificado de participação, que pode ser utilizado como horas extra-curriculares para acadêmicos de qualquer área. A Semana será aberta com a conferência “Da distinção entre Ética e Moral”, ministrada pelo Professor Doutor Delamar Volpato Dutra (UFSC/ CNPq), no dia 10, às 19h15. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto_noticias"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.aquisudoeste.com.br/RELIGIAO/semana_de_filosofia_aprofundara_fundamentos_politicos_e_economicos_,8290.html"&gt;aquisudoeste&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--div id="destaque_int" class="texto_noticias"&gt;          &lt;p class="texto_noticias"&gt;&lt;b class="color_vermelho"&gt;Veja Tamb&amp;eacute;m&lt;/b&gt;    &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="color_vermelho"&gt;&lt;strong&gt;&amp;raquo;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="#"&gt;&lt;span class="color_azule"&gt;Cronologia do caso Renan&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="color_vermelho"&gt;&lt;strong&gt;&amp;raquo;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="#"&gt;&lt;span class="color_azule"&gt;Nada tenho a temer, nada tenho a esconder', diz Renan no Senado&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="color_vermelho"&gt;&lt;strong&gt;&amp;raquo;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="#"&gt;&lt;span class="color_azule"&gt;Agripino, l&amp;iacute;der do DEM, cobra sa&amp;iacute;da de Renan da presid&amp;ecirc;ncia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div--&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-9217932216518727676?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/9217932216518727676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=9217932216518727676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/9217932216518727676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/9217932216518727676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/04/semana-de-filosofia-aprofundara.html' title='Semana de Filosofia aprofundará fundamentos políticos e econômicos'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VLRm0kj63KQ/TbiAcvG5hWI/AAAAAAAAA5Y/-5QsihIsbXE/s72-c/b5317fda4f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7920791663174621600</id><published>2011-04-27T10:43:00.000-03:00</published><updated>2011-04-27T10:43:00.242-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>Palavras, lógica e sentido</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feliz Páscoa a todos meus e minhas insignes leitores e leitoras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seriíssima e maquiavélica afirmação: "O Príncipe deve fazer o bem devagarinho, mas deve fazer o mal de uma só vez" - de Nicolau Maquiavel - está acontecendo às avessas na Líbia. Duas frentes de guerra a de Ghedafi e a da OTAN, estão matando devagarinho o povo Líbio. Ora, se a intervenção na NATO não é para vencer Ghedafi, é só para matar a outra parte do povo Líbio. O Cel. Ghedafi já avisou: "A minha vingança será maligna!" Os intérpretes estão entendendo o aviso como uma ameaça de sua parte, à volta da prática do terrorismo internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pessoa -&lt;/strong&gt; Do latim, persona = pessoa. Mas na antiguidade o termo indicava a máscara do ator que representava um personagem; além disso, significava também cargo, função. O médico austríaco Sigmund Freud *1856 +1939, que desde 1900 até a sua morte distinguiu-se no estudo da psicologia da pessoa humana, fez importantes descobertas sobre a relação entre a pessoa e a sua personalidade ou seu modo de se apresentar em variadas situações e/ou ocasiões... nas quais, segundo ele, entram em ação: simulação, dupla personalidade, megalomania, fobias diversas, desejos inconscientes e outros fatores que, de certo modo, fazem com que a "pessoa seja uma máscara"... a convivência no trabalho, na comunidade, na família... vai mostrar, muitas vezes, que aquela pessoa com quem você convive, não é exatamente a mesma que você conheceu ou pensou ter inicialmente conhecido. A contribuição do Dr. Freud nesse assunto, ainda não foi superada. Entre tantas revelações, o Freud diz que "a ilusão é boa até certo ponto"... eu diria que é boa até o ponto certo. Todo projeto é uma "ilusão" até ser realizado. A "desilusão" é sempre proporcional ao tamanho da "ilusão". É feliz quem sabe ter ilusões comedidas. Ing. Person. Esp. Persona. Fr. Personne. It. Persona. Al. Person.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peste -&lt;/strong&gt; Do latim, pestis = peste, praga ou doença contagiosa grave, que muitas vezes leva à morte. Cognatos: Pesticida, substância química para mata insetos que atacam certas lavouras de hortaliças. Este é um grave problema moderno que algumas ONGs combatem, mas ao que parece sem grandes resultados. Pestífero, pestilência, pestilento, empestado, empestar... Ing. Peste; plague. Esp. Peste. Fr. Peste. It. Peste. Al. Peste; Seuche f,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pétala -&lt;/strong&gt; Do grego, pétalon = pétalo, cada uma das peças que compõem a corola de uma flor. A partir do termo original grego, a forma deveria ser pétalo, como fazem o espanhol e o italiano. Em francês também é masculino. Mas o uso no português consagrou "pétala" e não há muito o que se discutir. Cognatos: petalino, petaleação e petaloide = em forma de pétala. Ing. Petal. Esp. Pétalo. Fr. Pétale (m.) It. Petalo. Al. Blumenblatt n.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petalismo -&lt;/strong&gt; Do grego, petalismós = petalismo. O termo vem de "pétalon" = folha. O petalismo era uma prática política na antiga Siracusa - que pertencia à chamada Magna Grécia - de banir uma pessoa escrevendo seu nome numa folha de oliveira ou de figueira. Assim como na Grécia antiga se praticava o ostracismo escrevendo o nome da pessoa a ser banida numa casca de ostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peteca -&lt;/strong&gt; Do tupi, pe´teka = bater com a palma da mão. É um disco de palha de milho, de pano ou de couro recheado de material leve como, algodão, palha, pedaços de cortiça ou de uma fibra vegetal, de origem asiática, mas conhecida no interior do Ceará como ciúme, super leve, que se usa em travesseiros; e, na parte de cima, um molho de penas, que ajudam na direção. A peteca é lançada ao ar com uma dada com a palma da mão, as penas fazem com que a parte que deve ser tocada fique sempre para baixo. Duas pessoas ou dois grupos se empenham em não deixar a peteca cair de seu lado. Esse jogo é conhecido na interior do Brasil desde a segunda metade do século XIX. O termo é bastante usado no sentido figurado joguete, escárnio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pétreo -&lt;/strong&gt; Do latim, petreus, mas derivado do grego petraíos = pétreo, relativo a pedra, pedregoso. Em sentido figurado: insensível. O nome está ligado a uma parte da Arábia, cognominada Arábia Pétrea, e à cidade de Petra, que atualmente fica na Jordânia, mas fez parte do antigo Israel, tendo sido capital da tribo de Edom, em 300 a.C., ela foi domina pelos romanos com o imperador Trajano em 106 d.C. e, a partir de antão, começou o seu declínio. Hoje é um centro de turismo. Cognatos: petrificar, petrífico, petroquímica, petroso... e mais os que estão após a palavra petrografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petição -&lt;/strong&gt; Do latim, petitio, petitionis = petição. Curiosamente, o primeiro sentido da palavra no latim clássico é assalto, ataque, investida. Em seguida o termo passou a significar reclamação em juízo e também pedido, no sentido de qualquer solicitação que se faz a uma pessoa, a uma entidade... É curiosa a expressão portuguesa: "em petição de miséria", que significa estar no mais elevado grau de necessidade e precisa sair dela. Ing. Petition. Esp. Petición. Fr. Pétition. It. Petitizione. Al. Bitt-gesuch n.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petrografia -&lt;/strong&gt; Do grego, pétra = rocha, + graphein = descrição. Sendo que a palavra termina com o sufixo "ia". Descrição das rochas. Cognatos: petrologia, da mesma raiz, + logia, de logos = estudo; petróleo, da mesma raiz + o oleum = óleo, que é termo latino; petroleiro, da mesma origem que o anterior + o sufixo "eiro", indicativo de profissão; PETROBRAS, que dispensa apresentação. Ing. Esp. Fr. It. Al.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petulante -&lt;/strong&gt; Do latim, petulans, petulatis = atrevido, imodesto, insolente, ousado. O termo é o particípio presente do verbo petulare = atacar, protestar, reclamar fortemente. Cognato: petulância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peúga -&lt;/strong&gt; Do latim tardio, peduca = meia curta para coturno. Se você nunca viu essa palavra, não estranhe, pois é usada quase exclusivamente em Portugal, para designar as meias curtas para homens e crianças, não as meias longas de senhoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Piaba -&lt;/strong&gt; Do tupi, pi´aua = piaba. Nome comum de vários peixes caciformes da família dos caracídeos. A primeira informação sobre ele foi dada por Gabriel Soares de Sousa em Notícia do Brasil (1587), em que diz: "... ele é um peixe saboroso e de poucas espinhas". Esse peixe é largamente citado em nossa literatura. É um excelente tira-gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Piaçaba/piaçava -&lt;/strong&gt; Do tupi, pïa´sawa = piçaba ou piaçava. A primeira informação sobre essa planta está em Gabriel Soares de Sousa, Notícia do Brasil de 1587. É uma palmeira nativa do Brasil, em especial nos estados (AL. SE. BA. ES). Com a sua fibra, que é ao mesmo tempo, rígida e flexível se confeccionam vassouras e escovas para limpeza. Por esse motivo é também popularmente conhecida com vassourinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Piaga -&lt;/strong&gt; Do galego, piache, piagé, piaye registrada em autores espanhóis, a partir do século XVI, mormente os que estiveram no Caribe. Bartolomeu de Las Casas, em 1550, refere-se aos "Piachas muy viejos maestros de aquella arte mágica". O termo significa Pajé, augure, curandeiro. Foi o imortal Gonçalves Dias quem introduziu a palavra "piaga" na linguagem literária, em 1846, com seu belo "Canto do Piaga". Por sua influência usaram a palavra, Junqueira Freire, Araújo Portoalegre e Machado de Assis. O termo foi introduzido como neologismo. Em 1876, Couto de Magalhães, em "O Selvagem", condenou essa palavra. Hoje ela quase não é usada, mas está no VOLP/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermínio Bezerra,&lt;/strong&gt; frei e tradutor&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=970030"&gt;diariodonordeste&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7920791663174621600?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7920791663174621600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7920791663174621600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7920791663174621600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7920791663174621600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/04/palavras-logica-e-sentido.html' title='Palavras, lógica e sentido'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-3069787838878559681</id><published>2011-04-25T19:42:00.000-03:00</published><updated>2011-04-25T19:42:34.867-03:00</updated><title type='text'>Brecha na fidelidade partidária evita mal maior, diz especialista</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="style17"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A criação de um novo partido no berço das duas maiores legendas do País – PT e PSDB – fez com que a movimentação política para a sucessão em São Paulo tivesse início quase um ano e meio antes das eleições municipais. Lançado em março pelo prefeito Gilberto Kassab, o Partido Social Democrático (PSD) se tornou uma espécie de guarda-chuva para políticos descontentes em seus partidos de origem, sobretudo DEM e PSDB – que, na última semana, assistiu ao anúncio da saída de sete de seus 13 vereadores paulistanos (seis já oficializadas).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A migração entre legendas, intensificada nos últimos dias, reacendeu o debate sobre fidelidade partidária no País. O movimento mais recente foi o anúncio de que Gabriel Chalita, um dos candidatos que mais recebeu votos para deputado federal em 2010, está a caminho do PMDB para disputar a prefeitura paulistana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segundo o qual o mandato pertence ao partido político ou à coligação, e não ao eleito, as mudanças recentemente observadas estão de acordo com as brechas existentes na própria legislação, segundo o cientista político Celso Roma, especialista em partidos políticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A legislação tem brechas que permitem a mudança de filiação partidária, no caso de políticos que não exercem cargo eletivo, mandatários que sofrem perseguição política ou aqueles que se reúnem para fundar um novo partido político”, lembra o pesquisador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Celso Roma, as exceções na lei sobre fidelidade partidária devem ser vistas como “positivas”, pois evitam o que considera um “mal maior”: a violação de direitos políticos. “Se a ideia de fidelidade partidária for levada ao extremo, será restaurada a lei que vigorava durante a ditadura militar, período em que a liberdade de associação política era restrita e vigiada”, diz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Roma, a discussão sobre fidelidade partidária no Brasil nasceu e se reproduz “por casuísmo”, já que é resultado de uma consulta feita em 2007 pelo então PFL (hoje DEM), pelo PSDB e pelo PPS ao Supremo Tribunal Federal. “Foi um debate feito menos por convicção no conceito de fidelidade partidária e mais por necessidade de recuperar as cadeiras perdidas na Câmara dos Deputados, em decorrência da perda de filiados. É isto que está se repetindo neste episódio com os vereadores da Câmara de São Paulo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do desejo do PSDB de reaver as vagas na Justiça com base na lei da fidelidade partidária, os vereadores poderão citar uma possível falta de espaço no partido como forma de perseguição. O argumento foi usado, por exemplo, pelo vereador Gilberto Natalini ao deixar o PSDB junto com seus colegas – entre eles o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Police Neto. O discurso está apoiado em um vídeo em que o grupo é atacado por correligionários rivais, ligados ao governador Geraldo Alckmin (PSDB).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estopim da crise, que remonta às eleições de 2008 – quando Alckmin desafiou o partido e lançou candidatura para a Prefeitura de São Paulo – aconteceu após a eleição do diretório municipal da sigla na capital, na semana passada, quando os vereadores dissidentes, alinhados com Kassab, foram alijados dos principais cargos. Natalini chegou a dizer que a “facção” ligada ao governador havia humilhado o grupo de vereadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar das brechas na legislação, Roma aponta que candidatos considerados “infiéis” costumam ser punidos quando resolvem trocar de partido. “Antes da interpretação do TSE, ratificada em seguida pelo STF, o parlamentar que trocava de partido prestava contas com seus eleitores. Estudos indicam que os candidatos infiéis tinham chances menores de serem reeleitos comparados aos infiéis. É o eleitor quem dá o veredicto sobre a mudança de partido”, diz Roma, que lembra uma passagem de &lt;span style="font-size: large;"&gt;“O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel, &lt;/span&gt;para ilustrar a situação: “O desejo de conquista é algo natural e comum; aqueles que obtêm sucesso na conquista são sempre louvados, e jamais censurados; os que não têm condições de conquistar, mas querem fazê-lo a qualquer custo, cometem um erro que merece ser recriminado”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Efeito PSD&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em meio à movimentação política, e na tentativa de estancar os estragos que o PSD – provável destino de parte dos dissidentes – começa a provocar, quatro partidos (DEM, PTB, PPS e PMN) se uniram, no começo da semana, numa estratégia jurídica contra a nova legenda. O objetivo é impugnar a formação da agremiação quando o registro for solicitado à Justiça Eleitoral e reivindicar o mandato dos políticos que deixaram seus partidos. O PSDB ainda pode se aliar à estratégia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Roma, enquanto recebe dissidentes de outros partidos, o PSD terá de conviver agora com uma espécie de encruzilhada antes de se apresentar como alternativa, desta vez para o eleitor. Isso porque, para o pesquisador, a nova sigla seguirá como “atrativo” para os políticos da oposição que pretendem se aproximar do governo federal para sobreviver, mas a legenda não deixará de flutuar nas esferas do PT e do PSDB. “A lei de atração política obedecerá aos princípios do oportunismo”, diz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Os membros do PSD estão em uma encruzilhada: não podem expressar abertamente suas crenças em favor do mercado e de políticas universalistas (contra cota racial, por exemplo) porque entrariam em conflito com os ideais do PT e da presidente Dilma Rousseff; também não podem renegá-las porque acreditam nisto e, se o projeto do novo partido fracassar, podem retornar para onde partiram. Os líderes do PSD apostam todas as fichas na roleta da eleição de 2012. Se fracassarem, correm o risco de encerrar as atividades e se fundir com outro partido”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=366521"&gt;24horasnews&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-3069787838878559681?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/3069787838878559681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=3069787838878559681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3069787838878559681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3069787838878559681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/04/brecha-na-fidelidade-partidaria-evita.html' title='Brecha na fidelidade partidária evita mal maior, diz especialista'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7346164464988917018</id><published>2011-04-12T10:18:00.000-03:00</published><updated>2011-04-12T10:18:00.750-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>O Estado deve intervir no processo econômico?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na troca de comando da Vale, muito se falou, muito se especulou, muito se despolitizou, alguns até afirmaram na ideologização da economia ou da empresa. Apesar de ter sido privatizada no governo FHC, o Estado brasileiro detém via PREVI e BNDES, 60,5% da companhia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, a discussão de fundo que fica é qual o papel do Estado na economia? Para alguns, principalmente aqueles que eram completamente contra a mudança na Vale, defendem que a ação governamental deveria restringir-se à produção dos chamados bens públicos, como por exemplo, segurança, educação etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou então, com base em expectativas racionais, defendem que os agentes econômicos, ao formarem suas expectativas sobre alguma variável econômica, acabam por tentar verificar como aquela variável se comporta no tempo. Admitindo que exista uma teoria econômica que explica o comportamento da variável, os agentes formam suas expectativas com base na própria teoria explicativa. Assim, seriam evitados erros sistemáticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para lembrar um liberal convicto, Hayek, o mercado é um processo de troca e de acumulação de informações, não um ambiente estático dotado de forças que o reconduzem ao equilíbrio. As intervenções do Estado são nefastas, pois só o processo de mercado torna possível a inovação dos métodos de produção e de organização, a partir do continuado fluxo de informações que surge de interação entre os indivíduos livres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, como sempre afirmou o historiador Fernand Braudel; “o erro mais grave dos economistas é sustentar que o capitalismo é um sistema econômico. Não devemos nos enganar, o Estado e o Capital são companheiros inseparáveis, ontem como hoje.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir da década de 70 com a inicialização das reformas liberais, mobilizou-se recursos financeiros e políticos dos Estados nacionais para fortalecer os respectivos sistemas empresariais envolvidos na concorrência global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse caminho, as corporações globais, com o apoio decisivo do Estado, passaram a adotar padrões de governança de altíssima agressividade e competição. Por exemplo, as empresas subordinaram seu desempenho econômico à “criação de valor” na esfera financeira, repercutindo a ampliação dos poderes dos acionistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A economia deve ser analisada e compreendida no seu processo de produção e distribuição, sempre levando em conta a história, as relações sociais e de classe, o Estado e a política, não há exatidão, portanto, ao discutir a importância de uma empresa com a Vale é primordial levar em conta essas considerações e conceitos. O que se deve discutir não é a formação de lucros, mas sim, a formação e geração de riquezas! E, por isso, o Estado deve interferir no processo econômico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para se concretizar a formação sólida de um capitalismo brasileiro, é necessário o fortalecimento das grandes multinacionais brasileiras, como extensão do poder nacional, nos seus aspectos de política industrial, diplomática e econômica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Presidenta Dilma agiu bem! No entanto, ainda precisa consolidar a coesão política com o econômico, é mais do que importante aprimorar a ligação entre a estrutura política e a eficácia do sistema, a consciência da mudança e a vontade de levar à frente um programa de desenvolvimento tecnológico industrial, pois às vezes essas variáveis escapam ao controle e à atuação, pois como dizia &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, “a fortuna comanda a metade de nossas ações, mas nos deixa governar, ou quase, a outra metade.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/economia/o-estado-deve-intervir-no-processo-economico"&gt;CartaCapital&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7346164464988917018?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7346164464988917018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7346164464988917018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7346164464988917018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7346164464988917018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/04/o-estado-deve-intervir-no-processo.html' title='O Estado deve intervir no processo econômico?'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-4977340390263687591</id><published>2011-04-11T22:15:00.000-03:00</published><updated>2011-04-11T22:15:52.934-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Savonarola'/><title type='text'>O frei que incendiou Florença</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;RENASCENÇA-A cidade de Florença em seu auge, no século XV: apogeu da cultura mas também da luxúria&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WHRaTQPWN-E/TaOm7HBu0_I/AAAAAAAAA5E/3ziLLIpZeFM/s1600/imagem.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-WHRaTQPWN-E/TaOm7HBu0_I/AAAAAAAAA5E/3ziLLIpZeFM/s1600/imagem.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não foram tranquilos os dias que transformaram a cidade italiana de Florença em berço do Renascimento. O local que acolheu as artes de Michelangelo e Leonardo Da Vinci e a literatura de Maquiavel também enforcou e queimou um frei dominicano que ousou questionar com intenções reformistas a ética religiosa e política da época – e isso uma geração antes de Martinho Lutero e João Calvino. Seu nome era Girolamo Savonarola (1452-1498), sacerdote que viveu o auge e o declínio de sua carreira por breve período na efervescente cidade banhada pelo rio Arno. A trajetória de Savonarola está contado no livro “Fogo na Cidade” (Record), do historiador americano Lauro Martines, especialista no quattrocento italiano. Segundo o autor, tudo o que Savonarola pretendia era resgatar o sentido da fé católica e, para tanto, fez do púlpito sua arma contra o que julgava ser pecaminoso, atirando a religião na cara dos supostos católicos. Pagou caro por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Savonarola usava suas pregações para satanizar desde a corrupção dos governantes até a venda de perdões que envolvia, em última instância, o Vaticano. Natural do principado de Ferrara, onde estudara teologia, ele chegou a Florença em 1490, momento de mudança e posterior crise da família Médici, que governava a cidade desde o início do século XV. O líder da Casa, Lorenzo di Médici, o Magnífico, estava no fim de sua vida e não teve forças ou coragem para enfrentar as duras críticas feitas por Savonarola ao seu estilo extravagante de viver. Temia o confronto pelo destino de sua alma e ao final, em seu leito de morte, pediu ao frei que encomendasse o seu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eZ5ta3CMCfQ/TaOnCqqjh2I/AAAAAAAAA5I/2paRONGSeh8/s1600/imagem2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-eZ5ta3CMCfQ/TaOnCqqjh2I/AAAAAAAAA5I/2paRONGSeh8/s1600/imagem2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ascensão de Savonarola se dá justamente nesse momento de queda dos Médici e o livro pode ser lido também como um retrato dessas transformações. Foi após a morte de Lorenzo e o esvaziamento da política que resultou na invasão da Itália pela França que ele levou em frente suas intenções reformistas. Logo implementou um novo regimento no convento de San Marco, do qual ele era prior, que obrigava os outros frades a viver sem propriedades, luxos ou ostentação. Com o aceno positivo do Vaticano, conseguiu estender a novidade a Fiesole e Pisa, formando a Congregação Toscana. A derrocada de Piero, herdeiro direto dos Médici, levou a um clamor por mudanças éticas na condução dos destinos de Florença, outra frente de ataque de Savonarola. Estavam todos gratos e as missas ficavam cada dia mais lotadas por novos fiéis adoradores do frei. Ele sentiu, então, que a ruptura da rede de privilégios sociais seguia frágil e passou a instigar o povo a pedir que o Grande Conselho criado após a queda dos Médici fosse mais inclusivo. O sacerdote bradava em seus sermões de maneira proposital, para constranger as antigas famílias influentes. Pedia pelo perdão aos Médici, ao mesmo tempo que aconselhava: eram necessários homens recatados para servir ao bem comum que não permitissem o retorno da tirania.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4i_X7AwwvbA/TaOnTwRCMkI/AAAAAAAAA5M/Lhwm57X-0RQ/s1600/imagem3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-4i_X7AwwvbA/TaOnTwRCMkI/AAAAAAAAA5M/Lhwm57X-0RQ/s1600/imagem3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tais palavras ecoaram da pior maneira possível entre os tradicionais abastados de Florença. À medida que o frei aumentava o nível de interferência política em seus sermões, mais irritados ficavam alguns líderes do conselho. Não foi necessário muito tempo até que queixas chegassem ao papa Alexandre VI. De Roma, primeiro veio uma carta educada convidando o frei a visitar o papa e explicar trechos de seus sermões, nos quais dizia que falava diretamente com Deus. Savonarola não aceitou e a crise caminhou para a dissolução da Congregação Toscana, que ele tanto lutou para construir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o frei, tachado de demagogo e puritano, não se acovardou e seguiu pregando, mesmo sob escolta. Em 1497 foi excomungado em mais uma tentativa vã de silenciá-lo. Não recuou. Seus opositores perceberam, então, que só a morte o calaria para sempre. No ano seguinte e já vivendo sob constante cuidado contra atentados – até de bomba – o cerco se fechou. Savonarola foi sitiado e preso junto com alguns seguidores. O destino foi a forca e depois a fogueira. Assim foi feito para que não ficasse um único vestígio daquele que ousou desafiar o poder constituído. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.achanoticias.com.br/noticia.kmf?noticia=11762538"&gt;IstoÉ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-4977340390263687591?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/4977340390263687591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=4977340390263687591&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/4977340390263687591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/4977340390263687591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/04/o-frei-que-incendiou-florenca.html' title='O frei que incendiou Florença'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WHRaTQPWN-E/TaOm7HBu0_I/AAAAAAAAA5E/3ziLLIpZeFM/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-3617472708992528563</id><published>2011-04-05T19:53:00.002-03:00</published><updated>2011-04-05T19:53:27.828-03:00</updated><title type='text'>Vamos acabar com esta vergonha do transporte em Limeira - SP</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-k8QNcUlTnio/TZudM7avPtI/AAAAAAAAA40/ze3h2Xt0nek/s1600/TC+Ato+09-04.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-k8QNcUlTnio/TZudM7avPtI/AAAAAAAAA40/ze3h2Xt0nek/s640/TC+Ato+09-04.jpg" width="457" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-3617472708992528563?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/3617472708992528563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=3617472708992528563&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3617472708992528563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3617472708992528563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/04/vamos-acabar-com-esta-vergonha-do.html' title='Vamos acabar com esta vergonha do transporte em Limeira - SP'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-k8QNcUlTnio/TZudM7avPtI/AAAAAAAAA40/ze3h2Xt0nek/s72-c/TC+Ato+09-04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7520404839467544028</id><published>2011-04-01T18:25:00.000-03:00</published><updated>2011-04-01T18:25:01.079-03:00</updated><title type='text'>E o mundo moderno para Durkheim?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DStxgtBeusI/TZZCjv2_L3I/AAAAAAAAA4w/RHjUuTfLBeo/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-DStxgtBeusI/TZZCjv2_L3I/AAAAAAAAA4w/RHjUuTfLBeo/s1600/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-Light&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-Light;"&gt;A humanidade, para esse autor, está em constante &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-BoldCondensed&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-BoldCondensed;"&gt;evolução&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-Light&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-Light;"&gt;, o que seria caracterizado pelo aumento dos papéis sociais ou funções. Por exemplo, para Durkheim, existem sociedades que organizam-se sob a forma de um tipo de solidariedade denominada &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-BoldCondensed&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-BoldCondensed;"&gt;mecânica &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-Light&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-Light;"&gt;e outras sociedades organizam-se sob a forma de solidariedade &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-BoldCondensed&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-BoldCondensed;"&gt;orgânica&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-Light&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-Light;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-Light&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-Light;"&gt;As sociedades organizadas sob a forma de &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-BoldCondensed&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-BoldCondensed;"&gt;solidariedade mecânica &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-Light&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-Light;"&gt;seriam aquelas nas quais existiriam poucos papéis sociais. Segundo Durkheim, nessas sociedades, os membros viveriam de maneira semelhante e, geralmente, ligados por crenças e sentimentos comuns, o que ele chama de &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-BoldCondensed&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-BoldCondensed;"&gt;consciência coletiva&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-Light&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-Light;"&gt;. Neste tipo de sociedade existiria pouco espaço para individualidades, pois qualquer tentativa de atitude “individualista” seria percebida e corrigida pelos demais membros. A organização de algumas aldeias indígenas poderiam servir de exemplo de como se dá a solidariedade mecânica: grupos de pessoas vivendo e trabalhando semelhantemente, ligados por suas crenças e valores. Nesses grupos, se alguém começasse a agir por conta própria, seria fácil perceber quem estaria “tumultuando” o modo de vida local. Outro exemplo que pode caracterizar a solidariedade mecânica são os mutirões para colheita em regiões agrárias ou para reconstruir casas devastadas por vendavais e, ainda, são exemplos também as campanhas para coletar alimentos. Diferentemente das sociedades organizadas em solidariedade mecânica, nas sociedades de &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-BoldCondensed&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-BoldCondensed;"&gt;solidariedade orgânica &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-Light&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-Light;"&gt;– típicas do mundo moderno - existem muitos papéis sociais. Pense na quantidade de tarefas que pode haver nas áreas urbanas, nas cidades: são muitas as funções e atividades. Durkheim acreditava que mesmo com uma grande divisão e variedade de atividades, todas elas deveriam cooperar entre si. Por isso, deu o nome de orgânica (como se fosse um organismo). Mas, nessas sociedades, diante da existência de inúmeros papéis sociais, diminui o grau de controle da sociedade sobre cada pessoa. A individualidade, sob menor controle, passa a ser uma porta para que a pessoa pretenda aumentar, ainda mais, o seu raio de ação ou de posições dentro da sociedade. Uma das maiores expressões da anomia no mundo moderno, segundo Durkheim, seria esta: o egoísmo das pessoas. E a causa desta atitude seria a fragilidade das normas e controles sobre a individualidade, normas e controles que nas sociedades de solidariedade mecânica funcionam com maior eficácia &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Qual seria, então, a solução para o mundo moderno, segundoDurkheim?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;As teorias sociológicas na compreensão do presente &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: &amp;quot;HelveticaNeue-Condensed&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: HelveticaNeue-Condensed;"&gt;Sociologia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Garamond-Light&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Garamond-Light;"&gt;Já que ele compara a sociedade com um corpo, deve haver algo nela que não está cumprindo sua função e gerando a patologia (a anomia, a doença). O corpo precisa de diagnóstico e remédio. Segundo ele, a Sociologia teria esse papel, ou seja, o de encontrar as “partes” da sociedade que estão produzindo fatos sociais patológicos e apontar para a solução do problema. Durkheim chegou a fazer, para as escolas francesas, propostas de valores tais como ‘o respeito da razão, da ciência, das idéias e sentimentos em que se baseia a moral democrática’, visando contribuir à restauração da ordem social naquela sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7520404839467544028?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7520404839467544028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7520404839467544028&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7520404839467544028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7520404839467544028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/04/e-o-mundo-moderno-para-durkheim.html' title='E o mundo moderno para Durkheim?'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-DStxgtBeusI/TZZCjv2_L3I/AAAAAAAAA4w/RHjUuTfLBeo/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7499352630881479582</id><published>2011-03-29T09:37:00.000-03:00</published><updated>2011-03-29T09:37:01.454-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curiosidades'/><title type='text'>Curso - MAQUIAVEL E OUTROS MAQUIAVÉLICOS</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Maquiavel é o criador da lógica do homem moderno. Ele estudou e reconheceu a importância dos conflitos e da conciliação na sociedade, liberou o pensamento dos limites da moral e propôs uma estratégia do indivíduo ao poder e sua manutenção nele. O curso pretende abordar a vida e as ideias de Maquiavel e outros autores que pensaram a Política como um campo capaz de ser modificado e aperfeiçoado pela ação humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Início:&lt;/strong&gt; 29 ABR&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração:&lt;/strong&gt; 4 encontros semanais&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dias/horários:&lt;/strong&gt; Sextas-Feiras, às 20h (29/04, 06/05, 13/05, 20/05)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor:&lt;/strong&gt; R$ 210,00 na inscrição + 1 parcela de R$ 210,00 &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Observações:&lt;/strong&gt; Das 20h às 22h &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7499352630881479582?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7499352630881479582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7499352630881479582&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7499352630881479582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7499352630881479582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/03/curso-maquiavel-e-outros-maquiavelicos.html' title='Curso - MAQUIAVEL E OUTROS MAQUIAVÉLICOS'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-6212625831699453687</id><published>2011-03-28T15:34:00.000-03:00</published><updated>2011-03-28T15:34:48.809-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>Adv. Afro Lourenço propõe, em artigo, reconhecimento à gestão Ernani Barreira, no Direito 2011</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Wt2y8Q47w8I/TZDUe_1x16I/AAAAAAAAA4Q/u04nSPE3EWw/s1600/ernani_barreira_coletiva_pccr.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Wt2y8Q47w8I/TZDUe_1x16I/AAAAAAAAA4Q/u04nSPE3EWw/s1600/ernani_barreira_coletiva_pccr.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos próximos dias 06 a 08 do mês de abril, nossa capital sediará mais um Congresso Jurídico, o &lt;a href="http://www.direitoce.com.br/direito2011/"&gt;&lt;strong&gt;Direito 2011&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, dos mais prestigiados eventos do universo jurídico brasileiro. Proponho que, nesse conclave, registremos o justo reconhecimento ao desembargador Ernani Barreira Porto, pela inovadora reforma empreendida no Judiciário cearense, quando no exercício da presidência do Tribunal de Justiça do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sua ousada empreitada colocou o Judiciário cearense em destaque no cenário nacional, pela implantação do processo de virtualização dos processos judiciários que tramitam no Fórum Clóvis Beviláqua; cuja conclusão se estima ocorra até o final deste ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A implementação dessa nova tecnologia de comunicação processual é uma relevante contribuição para a preservação do meio ambiente; pois dispensará a utilização do papel nos processos judiciários e, conseqüentemente, preservará milhares de árvores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro feito ecologicamente recomendável foi a digitalização dos processos (de papel) já extintos, antes um potencial foco de incêndio no denominado Arquivo Morto do Judiciário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só o fato do sistema virtual tornar desnecessária a constante visita dos advogados aos balcões das secretárias das varas judiciárias, a pedir “de pires na mão” aos já assoberbados serventuários a agilização de seus processos, e permitir o acesso integral aos autos através da internet, já significa um grandioso avanço em favor da dignidade e do conforto dos causídicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a completa virtualização dos autos e a adoção da intimação eletrônica dos atos processuais,&amp;nbsp; além da economia de espaço físico, tanto nas secretarias dos fóruns como nos escritórios advocatícios, esperamos conquistar a tão almejada celeridade processual e o julgamento breve das lides submetidas ao Judiciário cearense.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em recente matéria publica no Jornal do Cariri e Gazeta do Centro-Oeste, a propósito nos feitos do desembargador Ernani Barreira Porto reproduzimos as palavras de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que, na sua obra ‘O Príncipe’, disse&amp;nbsp; que “não há coisa mais difícil de se fazer, mais duvidosa de se alcançar, ou mais perigosa de se manejar do que ser o introdutor de uma nova ordem, porque quem o é tem por inimigos todos aqueles que se beneficiam com a antiga ordem, e como tímidos defensores todos aqueles a quem as novas instituições beneficiariam.”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na dita matéria disse eu: intrépido é quem desafia essa lei da convivência humana, assim qualificando o desembargador Ernani Barreira Porto que, em apenas dois anos, desafiou o tempo na implantação do Projeto da Virtualização e Processo Digital, no propósito de resolver a morosidade da Justiça cearense e, ao mesmo tempo, deu início a reforma do Fórum Clóvis Beviláqua, com novo conceito de espaços, modernizando o ambiente e dando-lhe mais leveza, acessibilidade e uma feição de mais asseio e transparência; sem os históricos balcões, mourão simbólico do sofrimento dos advogados na suada busca da celeridade dos processos patrocinados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com salas de audiências comuns, os juízes se revezarão em horários pré-determinados e teremos mais racionalidade na utilização dos espaços físicos do prédio e a certeza do cumprimento dos horários agendados para as audiências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda na sua gestão à frente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ernani Barreira Porto elevou de 27 para 43 o número de desembargadores e ergueu mais um pavimento no prédio daquela corte, já prestes a ser inaugurado, com modernos gabinetes para os desembargadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criou mais 105 cargos de juiz, dos quais 26 já foram preenchidos, nomeou serventuários já concursados e conseguiu a aprovação pelo Poder Legislativo do Plano de Cargos e Carreira dos servidores do Judiciário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Negar encômios a esse bravo administrador é negar-lhe Justiça por seus feitos, que marcam a história do Judiciário cearense e beneficiarão a todos os seus membros e jurisdicionados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.direitoce.com.br/noticias/48356/.html"&gt;Direitoce&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-6212625831699453687?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/6212625831699453687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=6212625831699453687&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/6212625831699453687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/6212625831699453687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/03/adv-afro-lourenco-propoe-em-artigo.html' title='Adv. Afro Lourenço propõe, em artigo, reconhecimento à gestão Ernani Barreira, no Direito 2011'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Wt2y8Q47w8I/TZDUe_1x16I/AAAAAAAAA4Q/u04nSPE3EWw/s72-c/ernani_barreira_coletiva_pccr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8489196567220533324</id><published>2011-03-22T13:45:00.000-03:00</published><updated>2011-03-22T13:45:31.560-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>TEF estreia dia 24 “A Mandrágona”</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-uUs7VlhsvLE/TYjSBen-CrI/AAAAAAAAA4I/me61NUGnFwg/s1600/13_178736.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-uUs7VlhsvLE/TYjSBen-CrI/AAAAAAAAA4I/me61NUGnFwg/s320/13_178736.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estreia na próxima quinta-feira, dia 24 de Março, a 118.ª produção do Teatro Experimental do Funchal (TEF). “A Mandrágora”, escrita pelo dramaturgo Niccolò Machiavelli e encenada por Eduardo Luíz.&lt;br /&gt;Com António Ferreira, António Plácido, Daniel Nascimento, Margarida Gonçalves, Mário Rodrigues, Norberto Ferreira e Paula Erra nos principais papéis, esta peça contará ainda com um núcleo de actores convidados, nomeadamente Alexandra Mendonça, Carla Miguel, Cátia Pereira, Duarte Nunes, Eduardo Molina, Fábio Martim, Hélder da Côrte, Helena Mota, Jorge Martins, Liliana Sousa, Luísa Barreto, Natalina Ysabel, Norberto Silva, Sérgio Andrade, Teresa Martins e Xavier Miguel. &lt;br /&gt;Alvo de uma intervenção dramatúrgica, a versão cénica deste espectáculo partiu das traduções da peça original: La Mandrágola (A Mandrágora) de Niccolò Machiavelli, e de A Mandrágora, de Nicolau Maquiavel.&lt;br /&gt;A peça estará em cena de 24 de Março a 20 de Abril mas será dividida em dois períodos diferentes. Isto é, entre 24 e 3 de Abril as sessões deverão acontecer de quinta a sábado às 21horas e aos domingos às 19h00. Entre 14 e 20 de Abril, a peça subirá ao palco diariamente às 21 horas, sendo que a sessão do domingo (dia 17) será às 19 horas. &lt;br /&gt;Criado para um publico maior de 16 anos, a peça tem aproximadamente 90 minutos e conta a história de um jovem rico e gentil que se apaixona por uma mulher, casada, que não consegue engravidar e cujo marido deseja desesperadamente um filho. O jovem, disposto a tudo para conquistar a amada, recorre a um mercenário local. &lt;br /&gt;Com figurinos de André Correia, esta peça tem a cenografia e adereços a cargo de Décia Isabel e dramaturgia e versão cénica de Eduardo Luíz, Magda Paixão e Paula Erra.&lt;br /&gt;Os bilhetes custam cinco euros para estudantes, professores, grupos e terceira idade, e dez para o público em geral. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=13&amp;amp;id=178736&amp;amp;sdata=2011-03-22"&gt;Jornaldamadeira&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8489196567220533324?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8489196567220533324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8489196567220533324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8489196567220533324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8489196567220533324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/03/tef-estreia-dia-24-mandragona.html' title='TEF estreia dia 24 “A Mandrágona”'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-uUs7VlhsvLE/TYjSBen-CrI/AAAAAAAAA4I/me61NUGnFwg/s72-c/13_178736.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-4454940222040229855</id><published>2011-03-20T23:14:00.000-03:00</published><updated>2011-03-20T23:14:50.083-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>O estilo Palocci</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todo governo existe e existirá sempre um ministro que é mais ministro do que todos os outros ministros. Com o comando na mão da presidente Dilma Rousseff, o chefe da Casa Civil, ministro Antônio Palocci, é o nome da vez. Não foi por acaso que ele recebeu outra atribuição para o gabinete mais movimentado do Palácio do Planalto, no quarto andar. Já tratando de quase tudo no governo, monitorando os colegas, Palocci passou a ter mais uma atribuição, delegada pela sua chefe, que decidiu que ele irá também assumir o comando de ações e de tudo o mais sobre as mudanças climáticas. Até a-queles que não gostam de Palocci jamais ousariam dizer que ele não é preparado para qualquer missão governamental, e Dilma sabe que ele é do tipo que recebe uma missão e a cumpre com eficiência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Antônio Palocci tem é que ficar atento ao ciúme, que sempre prevalece no poder. Quanto a isso, ele não está imune, por mais que a sua chefe demonstre um bom conceito dele, até porque ciúme de homem com colegas é pior do que ciúme de mulher. Pelo menos até agora, o ministro nem de longe experimentou a sensação de que está ocupando uma poltrona ejetável, aquela que basta ser acionada por um botão para que despenque na Praça dos Três Poderes. Mas os ciumentos e invejosos não conseguirão nada contra ele, pelo menos por enquanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é preciso tornar “O Príncipe”, de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, uma espécie de bíblia política para se salvar de qualquer adversário ou invejoso, até porque ninguém estaria disposto a conspirar contra ele, porque estaria colocando o pescoço em uma guilhotina. Conspirar contra uma peça importante no xadrez do terceiro andar é simplesmente uma falta completa de inteligência. Por enquanto, seus detratores não ousarão, a não ser que enxerguem alguma fresta na retaguarda do ministro que é o homem pronto para encontrar soluções de qualquer problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dilma Rousseff tem o conceito de que delega funções a quem confia, sem restrições, e prestigia o núcleo de profissionais de cuja liderança o ministro da Casa Civil é o primeiro. Ela, que ocupou o gabinete no quarto andar, sabe perfeitamente que por lá as coisas não são fáceis. Tanto é assim que o “bruxo” Golbery do Couto e Silva, depois de sobreviver ao prussiano Ernesto Geisel, acabou sucumbindo no governo do general João Batista de Figueiredo, de quem fez de tudo para assumir a sucessão como o último militar a presidir o país. Figueiredo não hesitou em ejetá-lo da poltrona que era mais importante do que a do presidente de plantão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antônio Palocci está longe de ser um Golbery, até porque não tem qualquer fama de bruxo, muito pelo contrário: ele é de ouvir muito e falar pouco. Se alguém levar alguma intriga em uma conversa com ele, Palocci finge que não escuta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.brasiliaemdia.com.br/2011/3/18/o-estilo-palocci-8046.htm"&gt;brasiliaemdia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi justamente por isso que Golbery perdeu o gabinete que só perde para o de Dilma em poder.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-4454940222040229855?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/4454940222040229855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=4454940222040229855&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/4454940222040229855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/4454940222040229855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/03/o-estilo-palocci.html' title='O estilo Palocci'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8981012428383463898</id><published>2011-03-15T13:53:00.000-03:00</published><updated>2011-03-15T13:53:05.053-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>Eduardo Valverde: o Senhor da Aliança</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na curva da vida dois militantes do Partido dos Trabalhadores encontraram a morte: Eduardo Valverde, uma das maiores lideranças do PT no Estado, e Ely Bezerra, um dedicado e histórico militante, com muitos serviços prestados ao partido e suas bandeiras de luta. Seus corpos, moribundos e quixotescos, exibidos sensacionalisticamente por alguns jornais virtuais, espalharam uma nova onda de dor e sofrimento à comunidade rondoniense, como se fosse o reciclo de uma funesta tsunami revirando de cabeça pra baixo os corações de nossa gente. Morreram como dois construtores de novos horizontes, dois organizadores de comunas, politizadores de trabalhadores do campo e da cidade, dois sonhadores, dois caminhantes, sem dúvida, mas não eram cavaleiros tão errantes assim. E até eram, na medida em que misturavam nos seus corações poções de utopias que antes se tinha por irreconciliáveis: política e religião, o cristianismo e o marxismo. Deus no céu e o homem na terra como único fazedor da sua História. A fé da devoção e a prática histórica da transformação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o p=""&gt;&lt;/o&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1 personname="" productid="em geral. Na" st="on" w=""&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o p=""&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ação política em busca do justo obrigava Valverde e Ely a peregrinarem pelos mais diversos recantos do Estado. E foi assim, como socialistas cristãos, acendendo uma vela pra Deus e outra para o marxismo-leninismo, que os dois tombaram na curva da estrada, em meio ao caminho que os levava ao exercício da política, uma cachaça com sabor de credo que lhes embriagava a alma e incendiava seus corações de agentes transformadores da realidade humana. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o p=""&gt;&lt;/o&gt;&lt;/div&gt;&lt;o p=""&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faleceram em missão como dois soldados da democracia, dois leais escudeiros do PT, dois brasileiros procurando as pessoas do povo, seus iguais, camaradas, companheiros e companheiras, campesinos e campesinas, rondonianos e rondonianas, para compartilhar com eles o pão da esperança por dias melhores – melhor para o homem e para a mulher que têm a garganta ressecada pela sede de justiça social, melhor para o trabalhador e para a trabalhadora que mercadejam, de sol a sol, para sobreviver, o ânima de seus corpos explorados, utilizados como matéria-prima na produção dos bens da vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o p=""&gt;&lt;/o&gt;&lt;/div&gt;&lt;o p=""&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a lâmina das ferragens retorcidas feriu de morte os dois peregrinos da política, um grito lancinante ecoou da planície amazônica até o planalto central do Brasil. Sensibilizada com a perda de um grande quadro do partido na região norte do país, a presidente Dilma Rousselff fez menção ao falecimento do deputado petista e falou da importância de Valverde para o cenário político nacional, onde se destacou por seus méritos e competência política muito acima da média brasileira. Seu legado como homem público atuante toma corpo na sua atuação parlamentar, partidária e intelectual. Valverde não era um sujeito carismático, não sabia empolgar nem às massas nem à militância do seu próprio partido. Queria ser governador de Rondônia, não foi. Queria ser prefeito de Porto Velho, e já não pode ser. &lt;strong&gt;&lt;strong&gt;Na política, desejava ser um executivo, mas sua excelente performance parlamentar parecia sinalizar para o eleitorado que ele não tinha cacife para tanto.&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;Parecia esculpido para o ofício do parlartório, não para comandar máquina administrativa. De Lula pra cá, o Partido dos Trabalhadores mudou muito e Eduardo Valverde, embora inteligente e analítico, parece não percebido a mudança conjuntural de sua agremiação partidária. O clássico romantismo vermelho cedeu lugar a um fenômeno que vem metamorfoseando o PT: uma onda de pragmatismo maquiavélico, no bom sentido, misturada com pitadas de personalismo e desbotamento das tonalidades vermelho, vermelhaço, vermelhão da utopia socialista. A fogueira das vaidades vem assando a batata de muitos correligionários do prefeito Roberto Sobrinho. Tem petista amando mais ao poder que ao projeto partidário; têm militantes pousando de médicos quando na verdade não passam de práticos de farmácia; tem fogo de monturo ameaçando destruir o patrimônio partidário que os petistas históricos edificaram e lutam para mantê-lo intacto.&amp;nbsp; O PT que deu combate acirrado aos mandos e desmandos de Jerônimo Santana, Osvaldo Piana e José de Abreu Bianco já não é mais o mesmo e por isso precisa se reciclar e se reencontrar, até para fazer jus à exemplar e ilibada conduta política que Eduardo Valverde deixou de herança, tanto para os petistas como para todos os segmentos da sociedade karipuna. O nobre parlamentar não fez da política um palco – lugar de show. Nem fez da sua atuação um teatro do bom mocismo – para agradar ao público &lt;st1 personname="" productid="em geral. Na" st="on" w=""&gt;em geral. Na sua luta pela melhoria da qualidade de vida para todos, na pólis, ele escolheu a dignidade, a ética, a transparência e o diálogo como condutores fiéis de seu destino.&amp;nbsp; Com sua áurea franciscana, sabia como ninguém manusear a arte da composição e da conversa. Levou consigo para o túmulo, quem sabe, a decepção de não ter visto a companheirada vestir a camisa da sua candidatura ao governo, na proporção e intensidade que ele imaginara para sagrar-se vitorioso nas urnas – coisa que só o bom e velho &lt;strong&gt;&lt;strong&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt; sabe explicar.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1 personname="" productid="em geral. Na" st="on" w=""&gt;&lt;st1 personname="" productid="em geral. Na" st="on" w=""&gt;&lt;o p=""&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para quem pensa que a palavra Valverde decorre de uma composição por aglutinação e significa vale verde, pode tirar o cavalo da chuva, já que, com sua morte, ele nos obrigou a descobrir que seu nome, do hebraico, derivado de baal-berith, quer dizer literalmente Senhor da Aliança – o que de fato ele foi na sua trajetória existencial, no parlamento, no partido, no carnaval, no templo, no Mercado Cultural, no amor, na lida, na vida e na morte, para a sorte de todos nós, seus admiradores e herdeiros.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.rondonoticias.com.br/?noticia,91935,eduardo-valverde-o-senhor-da-aliana-por-antnio-serpa-do-amaral"&gt;Rondonoticias&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8981012428383463898?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8981012428383463898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8981012428383463898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8981012428383463898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8981012428383463898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/03/eduardo-valverde-o-senhor-da-alianca.html' title='Eduardo Valverde: o Senhor da Aliança'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-1534360989310801747</id><published>2011-03-10T19:57:00.000-03:00</published><updated>2011-03-10T19:57:14.794-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-tamph4AYt8I/TXlXJj40VMI/AAAAAAAAA3g/ePDP7pxr6YU/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" q6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-tamph4AYt8I/TXlXJj40VMI/AAAAAAAAA3g/ePDP7pxr6YU/s400/untitled.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem não quer saber de carnaval pode se divertir assistindo à peça "Mandrágora", em cartaz até o dia 13 no Viga Espaço Cênico (R.Capote Valente, 1323 - Tel.: (11) 38011843). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;obra, escrita por&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, conta a história da virtuosa Lucrécia, corrompida pelo sistema a ceder às investidas de Calímaco, homem inescrupuloso que deseja conquistá-la. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta trama, que aponta as contradições do jogo político é revisitada pelo diretor Eduardo Tolentino de tempos em tempos. A primeira vez aconteceu em 1988, quando o grupo Tapa foi premiado com mais de 70 prêmios pela apresentação. Já em 2004, o grupo deu matizes diferentes ao espetáculo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-1534360989310801747?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/1534360989310801747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=1534360989310801747&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1534360989310801747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1534360989310801747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/03/quem-nao-quer-saber-de-carnaval-pode-se.html' title=''/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-tamph4AYt8I/TXlXJj40VMI/AAAAAAAAA3g/ePDP7pxr6YU/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7400310875452993457</id><published>2011-03-02T22:02:00.000-03:00</published><updated>2011-03-02T22:02:38.354-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>GOVERNO DILMA :  MAQUIAVEL, GRAMSCI ou TRÓTSKI ?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;h1 class="documentFirstHeading" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O jogo duro de Dilma&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;table summary="detalhe notícia"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr align="right" class="clipping-generico"&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Autor(es): Cláudio Gonçalves Couto &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr align="right" class="clipping-generico"&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Valor Econômico - 10/02/2011&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O pioneiro de todos os cientistas políticos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ensinava&lt;/span&gt; aos príncipes (com base no que fizeram outros príncipes, bem sucedidos), &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;que o mal se faz de uma vez e o bem aos poucos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Transposto à vida democrática contemporânea, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;esse ensinamento sugere aos governantes que tomem as medidas mais duras e de difícil implantação no início de seus mandatos&lt;/span&gt;, quando ainda dispõem de uma considerável reserva política de paciência e expectativa.&lt;/span&gt; A paciência e a expectativa não se distribuem da mesma forma e nem significam a mesma coisa para os cidadãos e os políticos - ou, nos termos de Maquiavel, o povo e os poderosos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para os primeiros, a expectativa decorre da esperança de que um novo governante consiga atender aos anseios que tornaram possível a sua eleição. Mesmo aqueles que não votaram nesse governante costumam alimentar a esperança de que sua gestão contrarie a avaliação negativa feita por ocasião das eleições, revelando-se uma grata surpresa. Já os que votaram no candidato vitorioso alimentam uma esperança ainda maior, decorrente de sua natural simpatia prévia. Tanto num caso como no outro &lt;span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;é de se esperar que os cidadãos deem ao novo governante um tempo para demonstrar que suas políticas surtirão efeito e que as expectativas positivas não eram em vão - é aí que se revela a paciência dos cidadãos em relação aos novos governantes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Até mesmo o presidente Fernando Collor, quando confiscou as poupanças dos cidadãos, contou com paciência e expectativas positivas de uma larga parcela da população. Os governados torciam para que aquela medida surtisse efeitos positivos, apesar de ser tão drástica. Por isto, pacientemente aguardaram. Ao fim e ao cabo, aquele mal de uma vez só plantado mostrou-se somente um mal, sem que fosse possível colher gradualmente os benefícios que pudesse ter gerado. A perda de popularidade do presidente foi inevitável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para os políticos, a expectativa e a paciência têm a ver com seus cálculos prospectivos de sobrevivência e ganho político durante todo o período de mandato do novo governante. A ninguém serve - sobretudo a quem não sabe o que fazer na oposição - inviabilizar um governo do qual fará parte, nem indispor-se precocemente com o novo mandatário mor. É preciso ter paciência para colher paulatinamente os frutos do sucesso de uma administração vitoriosa, assim como manter ativos os canais que permitem um bom relacionamento com a chefia do governo. Por isto, políticos matreiros evitam bater de frente com o novo chefe de governo logo de início, apostando em ganhos diferidos no tempo. Ou seja, é preciso ter paciência e não perder as esperanças. Tal situação mostra-se especialmente útil aos presidentes recém-eleitos no início de seu mandato - um período que não casualmente alguns chamam de "lua de mel". &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A presidente Dilma Rousseff parece ter atentado para isto, ao menos tendo em consideração duas estratégias de seu início de governo. &lt;span style="color: red;"&gt;A primeira delas diz respeito à montagem da equipe; a segunda à negociação do salário mínimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;No atinente à montagem do novo governo, com as indicações de praxe para os cargos de livre provimento, a nova presidenta parece ter cometido um excesso e um acerto - ao menos estrategicamente. O excesso diz respeito à distribuição das pastas ministeriais para os partidos da coalizão: novamente o PT se viu sobrerrepresentado na alocação de ministros (como no primeiro governo Lula), relegando os aliados (principalmente o PMDB) a uma condição claramente subalterna. Se isto visa abrir espaço para, num segundo momento, de eventuais dificuldades ou desgaste, recompor o governo com os demais partidos, transferindo-lhes ministérios antes ocupados por petistas, pode-se entender que a estratégia é a de poupar munição para tempos difíceis. Se não for isto, está-se gerando um desgaste inicial desnecessário e se trata de um erro de cálculo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Já o acerto evidente diz respeito às nomeações para postos no segundo e terceiro escalões. Mesmo arcando com um considerável desgaste junto aos partidos coligados - principalmente o PMDB - a presidente parece ter percebido que ou impõe certos limites à politização da máquina governamental agora, no início de seu mandato, ou não conseguirá jamais assegurar um mínimo de racionalidade à gestão de &lt;span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;órgãos públicos que há tempos sofrem com desmandos políticos - como, notadamente, a Infraero, os Correios, a Funasa e empresas do setor elétrico. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O problema é somar o custo desde necessário ajuste de órgãos de perfil nitidamente mais técnico com o desperdício de cacife político na alocação dos ministérios, onde o perfil eminentemente político do dirigente máximo faz sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Já no que diz respeito à negociação do salário mínimo, a presidenta buscou o casamento da oportunidade com a necessidade. Todos sabem ser indispensável o ajuste das contas públicas neste momento, tendo em vista a aceleração inflacionária e a deterioração de nossa situação fiscal. Esta é a necessidade. Tal ajuste, contudo, dificilmente poderia ser feito a partir do ano que vem (quando ocorrem as eleições municipais) e menos ainda ao final do mandato, quando a "lua de mel" já terá passado. A oportunidade se apresentou agora e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;reajuste do mínimo &lt;/span&gt;mostrou-se oportuno para que a nova chefe de governo apresentasse à sua base social de apoio os limites de sua flexibilidade. &lt;span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Tal negociação se reveste de ainda maior importância se considerarmos o quão significativo é sinalizar para a sociedade brasileira em geral, e para a classe política e a elite sindical, em particular, que acordos de longo prazo precisam ser cumpridos, sob a pena de ao não fazermos isto solaparmos o processo em curso, de aprimoramento institucional da nossa democracia.&lt;/span&gt; Isto, contudo, não foi levado em conta por algumas lideranças sindicais e partidárias, que veem na oportunidade de ganhos no curto prazo algo mais atraente que a construção de instituições - o que, necessariamente, leva mais tempo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Cláudio Gonçalves Couto é cientista político, professor da FGV-SP. A titular da coluna, Maria Inês Nassif, está em férias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7400310875452993457?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7400310875452993457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7400310875452993457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7400310875452993457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7400310875452993457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/03/governo-dilma-maquiavel-gramsci-ou.html' title='GOVERNO DILMA :  MAQUIAVEL, GRAMSCI ou TRÓTSKI ?'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-1685563561776509065</id><published>2011-02-24T19:55:00.002-03:00</published><updated>2011-02-24T19:55:41.985-03:00</updated><title type='text'>Vamos acabar com esta vergonha já. Transporte em Limeira -SP</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0-xuoUgyL6o/TWbhutRecGI/AAAAAAAAA28/kCyRn3QmVfs/s1600/securedownload.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" l6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-0-xuoUgyL6o/TWbhutRecGI/AAAAAAAAA28/kCyRn3QmVfs/s640/securedownload.jpg" width="451" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-1685563561776509065?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/1685563561776509065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=1685563561776509065&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1685563561776509065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/1685563561776509065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/02/vamos-acabar-com-esta-vergonha-ja.html' title='Vamos acabar com esta vergonha já. Transporte em Limeira -SP'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0-xuoUgyL6o/TWbhutRecGI/AAAAAAAAA28/kCyRn3QmVfs/s72-c/securedownload.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7071770593789397468</id><published>2011-02-22T22:22:00.000-03:00</published><updated>2011-02-22T22:22:13.407-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>SOMOS MAQUIAVELICOS - O QUE MAQUIAVEL NOS ENSINOU SOBRE A NATUREZA HUMANA</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ji4tQxZTWs8/TWRg9Tn1XCI/AAAAAAAAA24/27MMBiXW66w/s1600/648586.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-ji4tQxZTWs8/TWRg9Tn1XCI/AAAAAAAAA24/27MMBiXW66w/s1600/648586.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 class="titSection"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;h2 class="titSection"&gt;&lt;span&gt;Sinopse&lt;/span&gt; &lt;/h2&gt;&lt;div class="container_video"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="fst" style="text-align: justify;"&gt;Sem dúvida Nicolau Maquiavel é um dos pensadores mais influentes e controversos do mundo moderno. Júlio Pompeu teve seu primeiro contato com a obra do filósofo italiano nos cursos sobre política da faculdade de Direito e desde então nunca mais o deixou.O uso pejorativo do termo maquiavélico, em contraste com a eficácia dos seus conselhos, o intrigava. Maquiavel tornou-se uma obsessão - objeto de leituras intermináveis e referência obrigatória em suas aulas e textos.De fato, as lições de Maquiavel continuam pertinentes e atuais. O modo como contrariou o idealismo dominante em sua época não só é uma de suas facetas mais originais como permanece fundamental para se pensar o idealismo nos dias de hoje. Maquiavel alerta, sem piedade: os homens, se não lutam por necessidade, lutam por ambição. O homem é o que é, e a política expressa tanto suas virtudes quanto seus vícios."O que dificulta o entendimento das ideias de Maquiavel é a "feiura" da verdade sobre a natureza humana. É preciso encará-la e ultrapassá-la. Mas para isto, antes, devemos perceber que agimos de uma maneira e fingimos agir de outra. Que somos uma coisa e imaginamos ser outra. Não por hipocrisia, ou qualquer outro defeito, mas por fraqueza. Somos fracos demais para admitir, para nós mesmos e para os outros, que agimos movidos por desejos egoístas, que mesmo nosso altruísmo talvez seja somente um egoísmo disfarçado de boas intenções. Desta fraqueza sem franqueza nasceu uma imagem mentirosa de nós mesmos.", escreve o autor na introdução do livro.O texto de Júlio Pompeu é direto e franco. Apresenta a filosofia política de Maquiavel sem maiores complicações, resgatando sua importância e atualidade. Mostra ao leitor que, apesar de todo o tempo transcorrido desde os dias de Maquiavel, ainda somos maquiavélicos. &lt;/div&gt;&lt;h2 class="titSection"&gt;&lt;span&gt;Ficha Técnica&lt;/span&gt; &lt;/h2&gt;&lt;div class="fst"&gt;&lt;strong&gt;Editora:&lt;/strong&gt; OBJETIVA&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ISBN:&lt;/strong&gt; 8539001799&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ISBN13:&lt;/strong&gt; 9788539001798&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edição:&lt;/strong&gt; 1ª Edição - 2011&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Número de Páginas:&lt;/strong&gt; 256&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acabamento:&lt;/strong&gt; BROCHURA&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Formato:&lt;/strong&gt; 14,00 x 21,00 cm.&lt;/div&gt;&lt;div class="fst"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="fst"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.martinsfontespaulista.com.br/ch/prod/vit_c/387979/34/somos-maquiavelicos---o-que-maquiavel-nos-ensinou-sobre-a-natureza-humana.aspx"&gt;Martinsfontes&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7071770593789397468?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7071770593789397468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7071770593789397468&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7071770593789397468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7071770593789397468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/02/somos-maquiavelicos-o-que-maquiavel-nos.html' title='SOMOS MAQUIAVELICOS - O QUE MAQUIAVEL NOS ENSINOU SOBRE A NATUREZA HUMANA'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ji4tQxZTWs8/TWRg9Tn1XCI/AAAAAAAAA24/27MMBiXW66w/s72-c/648586.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-3374374917439686211</id><published>2011-02-15T08:57:00.000-02:00</published><updated>2011-02-15T08:57:02.758-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>O criador e a criatura</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div name="HOTWordsTxt" style="text-align: justify;"&gt;Quem leu meu artigo "A Vassoura de Dilma", de três semanas atrás, não foi surpreendido pelas análises da semana passada, elogiando o desempenho da presidente. O que surpreende é que muitos petistas estejam magoados com os chamados formadores de opinião que estão aprovando o estilo Dilma de governar. A questão é que é inevitável a comparação entre a criatura e o criador. Em bases não populistas, de seriedade política, a criatura sai ganhando até agora. A comparação não é maldosa. Sempre se compara o sucessor com o antecessor, como os petistas tanto fizeram em relação a Lula e FHC.&lt;/div&gt;&lt;div name="HOTWordsTxt" style="text-align: justify;"&gt;No aniversário do PT, Lula foi acometido de uma catarse, um desabafo: "Se a grande ofensa e a grande desconstrução do governo Lula que eles querem fazer é falar bem da Dilma, eu morrerei tranquilamente feliz. Morrerei tranquilamente porque era esse o nosso objetivo, era eleger alguém que pudesse fazer mais e melhor. Porque se fosse pra fazer o mesmo eu teria pleiteado o terceiro mandato", disse o ex. Imaginem se seria fácil rasgar a Constituição e pleitear terceiro mandato. Além disso, ninguém sugeriu que falar bem de Dilma fosse para desconstruir Lula. Passou recibo.&lt;/div&gt;&lt;div name="HOTWordsTxt" style="text-align: justify;"&gt;Ele estava bem zangado: "O que a gente percebe é que essa gente metida a ser informadora de opinião pública não entende nada de psicologia. Porque a minha relação política com a Dilma é indissociável, nos bons e nos maus momentos." Parece que a psicologia está em revelar algum tipo de ciúme do criador em relação à criatura. Enfim, vá lá; tomara que não seja nada disso, porque seria uma loucura o PT faltar a Dilma o necessário apoio para que ela faça o que é preciso fazer, como cortar a gastança e desagradar o fisiologismo do aliado PMDB.&lt;/div&gt;&lt;div name="HOTWordsTxt" style="text-align: justify;"&gt;O que pode preocupar os brasileiros é que o PT, acostumado a gestos populistas e bravatas, esteja sentindo falta do Ibope dos anos passados e queira pressionar a presidente para a volta da demagogia gastadora e geradora de bons índices de aprovação. Dilma certamente leu Maquiavel (sim, a presidente lê) e sabe do conselho de fazer todo o mal de uma vez e logo no início do governo. E Lula bem que poderia focar-se no mérito dele de ter descoberto Dilma e ter elegido Dilma. E passar a aplaudir os acertos de Dilma junto com "essa gente metida a informadora de opinião pública".&lt;/div&gt;&lt;div name="HOTWordsTxt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div name="HOTWordsTxt" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Alexandre Garcia é jornalista em Brasília e escreve em A Gazeta às terças-feiras. E-mail: &lt;a href="mailto:alexgar@terra.com.br"&gt;alexgar@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div name="HOTWordsTxt" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div name="HOTWordsTxt" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div name="HOTWordsTxt" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.gazetadigital.com.br/"&gt;Gazetadigital&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-3374374917439686211?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/3374374917439686211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=3374374917439686211&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3374374917439686211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3374374917439686211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/02/o-criador-e-criatura.html' title='O criador e a criatura'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-314391468882140280</id><published>2011-02-13T19:21:00.000-02:00</published><updated>2011-02-13T19:21:34.894-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>Cláudio Couto: O jogo duro de Dilma</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;por &lt;strong&gt;Cláudio Gonçalves Couto*&lt;/strong&gt;, em &lt;a href="http://www.valor.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #005689;"&gt;Valor &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pioneiro de todos os cientistas políticos, Nicolau Maquiavel, ensinava aos príncipes (com base no que fizeram outros príncipes, bem sucedidos), que o mal se faz de uma vez e o bem aos poucos. Transposto à vida democrática contemporânea, esse ensinamento sugere aos governantes que tomem as medidas mais duras e de difícil implantação no início de seus mandatos, quando ainda dispõem de uma considerável reserva política de paciência e expectativa. A paciência e a expectativa não se distribuem da mesma forma e nem significam a mesma coisa para os cidadãos e os políticos – ou, nos termos de Maquiavel, o povo e os poderosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os primeiros, a expectativa decorre da esperança de que um novo governante consiga atender aos anseios que tornaram possível a sua eleição. Mesmo aqueles que não votaram nesse governante costumam alimentar a esperança de que sua gestão contrarie a avaliação negativa feita por ocasião das eleições, revelando-se uma grata surpresa. Já os que votaram no candidato vitorioso alimentam uma esperança ainda maior, decorrente de sua natural simpatia prévia. Tanto num caso como no outro é de se esperar que os cidadãos deem ao novo governante um tempo para demonstrar que suas políticas surtirão efeito e que as expectativas positivas não eram em vão – é aí que se revela a paciência dos cidadãos em relação aos novos governantes. Até mesmo o presidente Fernando Collor, quando confiscou as poupanças dos cidadãos, contou com paciência e expectativas positivas de uma larga parcela da população. Os governados torciam para que aquela medida surtisse efeitos positivos, apesar de ser tão drástica. Por isto, pacientemente aguardaram. Ao fim e ao cabo, aquele mal de uma vez só plantado mostrou-se somente um mal, sem que fosse possível colher gradualmente os benefícios que pudesse ter gerado. A perda de popularidade do presidente foi inevitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os políticos, a expectativa e a paciência têm a ver com seus cálculos prospectivos de sobrevivência e ganho político durante todo o período de mandato do novo governante. A ninguém serve – sobretudo a quem não sabe o que fazer na oposição – inviabilizar um governo do qual fará parte, nem indispor-se precocemente com o novo mandatário mor. É preciso ter paciência para colher paulatinamente os frutos do sucesso de uma administração vitoriosa, assim como manter ativos os canais que permitem um bom relacionamento com a chefia do governo. Por isto, políticos matreiros evitam bater de frente com o novo chefe de governo logo de início, apostando em ganhos diferidos no tempo. Ou seja, é preciso ter paciência e não perder as esperanças. Tal situação mostra-se especialmente útil aos presidentes recém-eleitos no início de seu mandato – um período que não casualmente alguns chamam de “lua de mel”. A presidente Dilma Rousseff parece ter atentado para isto, ao menos tendo em consideração duas estratégias de seu início de governo. A primeira delas diz respeito à montagem da equipe; a segunda à negociação do salário mínimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No atinente à montagem do novo governo, com as indicações de praxe para os cargos de livre provimento, a nova presidenta parece ter cometido um excesso e um acerto – ao menos estrategicamente. O excesso diz respeito à distribuição das pastas ministeriais para os partidos da coalizão: novamente o PT se viu sobrerrepresentado na alocação de ministros (como no primeiro governo Lula), relegando os aliados (principalmente o PMDB) a uma condição claramente subalterna. Se isto visa abrir espaço para, num segundo momento, de eventuais dificuldades ou desgaste, recompor o governo com os demais partidos, transferindo-lhes ministérios antes ocupados por petistas, pode-se entender que a estratégia é a de poupar munição para tempos difíceis. Se não for isto, está-se gerando um desgaste inicial desnecessário e se trata de um erro de cálculo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já o acerto evidente diz respeito às nomeações para postos no segundo e terceiro escalões. Mesmo arcando com um considerável desgaste junto aos partidos coligados – principalmente o PMDB – a presidente parece ter percebido que ou impõe certos limites à politização da máquina governamental agora, no início de seu mandato, ou não conseguirá jamais assegurar um mínimo de racionalidade à gestão de órgãos públicos que há tempos sofrem com desmandos políticos – como, notadamente, a Infraero, os Correios, a Funasa e empresas do setor elétrico. O problema é somar o custo desde necessário ajuste de órgãos de perfil nitidamente mais técnico com o desperdício de cacife político na alocação dos ministérios, onde o perfil eminentemente político do dirigente máximo faz sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já no que diz respeito à negociação do salário mínimo, a presidenta buscou o casamento da oportunidade com a necessidade. Todos sabem ser indispensável o ajuste das contas públicas neste momento, tendo em vista a aceleração inflacionária e a deterioração de nossa situação fiscal. Esta é a necessidade. Tal ajuste, contudo, dificilmente poderia ser feito a partir do ano que vem (quando ocorrem as eleições municipais) e menos ainda ao final do mandato, quando a “lua de mel” já terá passado. A oportunidade se apresentou agora e o reajuste do mínimo mostrou-se oportuno para que a nova chefe de governo apresentasse à sua base social de apoio os limites de sua flexibilidade. Tal negociação se reveste de ainda maior importância se considerarmos o quão significativo é sinalizar para a sociedade brasileira em geral, e para a classe política e a elite sindical, em particular, que acordos de longo prazo precisam ser cumpridos, sob a pena de ao não fazermos isto solaparmos o processo em curso, de aprimoramento institucional da nossa democracia. Isto, contudo, não foi levado em conta por algumas lideranças sindicais e partidárias, que veem na oportunidade de ganhos no curto prazo algo mais atraente que a construção de instituições – o que, necessariamente, leva mais tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;* Cláudio Gonçalves Couto&lt;/strong&gt; é cientista político, professor da FGV-SP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.planetaosasco.com/oeste/index.php?/201102107920/Nosso-pais/claudio-couto-o-jogo-duro-de-dilma.html"&gt;Planetaosasco&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-314391468882140280?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/314391468882140280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=314391468882140280&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/314391468882140280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/314391468882140280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/02/claudio-couto-o-jogo-duro-de-dilma.html' title='Cláudio Couto: O jogo duro de Dilma'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8986235837050301875</id><published>2011-02-09T20:00:00.000-02:00</published><updated>2011-02-09T20:00:57.944-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>Ricardo Coutinho: tal qual O Príncipe, de Maquiavel</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos com pouco mais de trinta dias de mandato do governador Ricardo Coutinho e esse tempo não é suficiente para se avaliar um governo que pretende comandar a Paraíba por cerca de 1.500 dias. Mas se 30 dias significam pouco tempo diante do mandato total do governador, significaram uma eternidade, por exemplo, para os prestadores de serviço, que esperaram ansiosamente para ver o extrato bancário no início de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, se 30 dias não são suficientes para avaliar um governo, são mais que suficientes para que se avalie, pelo menos, as tendências deste. E essas tendências, aqui na Paraíba, não foram tão boas. Se não, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os policiais, que esperavam ver o aumento aprovado no final do ano passado nos contracheques de janeiro, não o viram e ainda tiveram o dissabor de ver declarações do governador de que não vai pagar o reajuste nos próximos meses;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este fato gerou uma grande insatisfação na tropa, que, até, já ameaça uma greve geral na corporação, o que pode ensejar problemas pela frente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os prestadores de serviço, que começaram o ano supondo permanecer no cargo, passaram a conviver com o fantasma da demissão. Restou a expectativa individual de que cada um fosse esquecido pelo governo e, ao fim, figurasse na Folha de Pagamento. Triste engano;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os que têm gratificações no Estado – e aí não quero entrar no mérito destas gratificações, se foram conquistadas por mérito ou não – começaram o ano com expectativa similar à dos prestadores de serviço. Depois, com o anúncio do corte, ficaram na expectativa de ser esquecidos também. Idem, triste engano;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os servidores que pertencem a prefeituras e outros órgãos, colocados à disposição do Estado – muitos deles, inclusive, passaram a campanha estampando um girassol no peito e um ‘mamulengo 40’, como diria o colega jornalista Paulo Roberto, no vidro do carro – foram devolvidos em uma só canetada, logo no dia 1.º de janeiro, sem tempo para uma mínima preparação (gente com cerca de 20 anos morando em outra cidade teve que fazer o caminho de volta de um dia para o outro);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A devolução dos servidores, por tabela, provocou problemas em vários setores da administração, sobretudo na Saúde e na Educação. Escolas ficaram comprometidas por falta de pessoal, a exemplo da Escola de Áudio Comunicação Demóstenes Cunha Lima, em Campina Grande; e dos Homocentros e Hemonúcleos do Estado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Paraíba viu, talvez, a maior reviravolta nos meios de comunicação que já se pôde observar, com demissão e afastamento de jornalistas de órgãos, substituição em outros e mudanças de postura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os paraibanos viram um duro aumento em todos os índices de violência – só para citar alguns, eis os dados da Associação Brasileira de Consultores Profissionais referentes ao mês de janeiro, na Paraíba: 10 bancos assaltados com uso de bombas, num aumento de 280% em relação ao mesmo mês do ano passado; 19 roubos do tipo "saidinha de banco", um aumento de 78% em relação a janeiro de 2010; 66 assassinatos, com aumento de 48% em relação ao mesmo período; 380 roubos e furtos, num aumento de 192%; 14 sequestros-relâmpago (88% a mais que em janeiro passado) e 65 assaltos às agências dos Correios e a outros estabelecimentos, 120% a mais que no ano anterior;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A decretação do fim dos apoios para eventos turísticos em todo o Estado gerou uma ameaça para vários deles, com destaque para o Folia de Rua, com o desfile do Bloco Muriçocas do Miramar; o Maior São João do Mundo, o Encontro Para a Nova Consciência, o Encontro Para a Consciência Cristã (o maior encontro evangélico do Nordeste), dentre outros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A criação de mais imposto (como a tal Taxa de Inspeção Veicular que deverá ser paga, anualmente, a partir de agora, no momento do emplacamento dos veículos) e o aumento de tarifas como a de água, da Cagepa, por exemplo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E muito mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o mais extraordinário é que, se o governo não está bem avaliado nestes primeiros trinta dias, o governador passa ao largo disso tudo. E sabem por quê? Porque, na mídia, não há queixas em demasia. E estas queixas não ocorrem porque os prejudicados ainda sonham em reverter as situações. É aquela velha história: ‘vou ficar calado pra ver se, comigo, a coisa muda’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei até quando essa ‘blindagem branca’ vai continuar mantendo a imagem do governador intacta. Só sei que Ricardo não deve abusar do tempo, mesmo imaginando, eu, ter Ricardo adotado a máxima extraída do livro ‘O Príncipe’, escrito por &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em 1513 e publicado quase 20 anos depois mas, até hoje, tão atual. Veja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por isso é de notar-se que, ao ocupar um Estado, deve o conquistador exercer todas aquelas ofensas que se lhe tornem necessárias, fazendo-as todas a um tempo só para não precisar renová-las a cada dia e poder, assim, dar segurança aos homens e conquistá-los com benefícios (...) Portanto, as ofensas devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, pouco degustadas, ofendam menos, ao passo que os benefícios devem ser feitos aos poucos, para que sejam melhor apreciados (...) Faça o mal de uma vez e o bem aos poucos. O conquistador deve examinar todas as ofensas que precisa fazer, para perpetuá-las todas de uma só vez e não ter que renová-las todos os dias. Não as repetindo, pode incutir confiança nos homens e ganhar seu apoio através de benefícios”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que ainda existe mal a ser feito, além do que já foi engendrado no mês de janeiro? Queira Deus que não...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.pbagora.com.br/coluna.php?id=20110207232625&amp;amp;cat=politica&amp;amp;keys=ricardo-coutinho-tal-principe-maquiavel"&gt;Pbagora&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8986235837050301875?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8986235837050301875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8986235837050301875&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8986235837050301875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8986235837050301875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/02/ricardo-coutinho-tal-qual-o-principe-de.html' title='Ricardo Coutinho: tal qual O Príncipe, de Maquiavel'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7784404984973767078</id><published>2011-02-05T13:32:00.000-02:00</published><updated>2011-02-05T13:32:00.341-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curiosidades'/><title type='text'>Humor e vergonha em família</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma vertente cômica que se apoia na evidência, naquilo que todo mundo já sabe, mas gosta de ouvir mais uma vez para sentir-se mais seguro, para compartilhar por meio da representação a certeza de alguma coisa. Foi imenso o esforço do pensamento e da prática científica do século passado para combater as restrições impostas pela civilização à liberdade amorosa e sexual da espécie humana e, embora no plano concreto ainda haja muito por fazer, o enunciado libertário é uma constante no diálogo cotidiano e nos meios de comunicação de massa. Hoje quase não há quem não saiba que afeto e sexualidade se entrelaçam e esse truísmo reconhecido há pouco pela cultura laica ocidental empresta à satisfação do corpo o revestimento digno da felicidade corporal.&lt;/div&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-foto" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div&gt;&lt;img alt="Leonardo Soares/AE" src="http://www.estadao.com.br/fotos/cad4(34).jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-foto-autor"&gt;Leonardo Soares/AE&lt;/div&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-foto-bajada"&gt;Afeto e sexualidade. Peça do canadense Galluccio põe foco em família tradicional de origem italiana cujo filho se revela gay&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A singela alegria de brincar com a liberdade relativamente nova e rememorar os percalços da repressão ainda vividos e doloridos na memória formam o lado mais simpático de Mambo Italiano, peça do autor canadense Steve Galluccio. Um adulto de ascendência italiana que resolve comunicar aos velhos pais a homossexualidade e a união estável com um rapaz da vizinhança e da mesma origem étnica é o ponto de partida para explorar o conservadorismo das organizações familiares tradicionais. Vergonha e escândalo nas famílias, agitação e apaziguamento resignado ao final são os componentes usuais dessa vertente cômica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É também uma característica da comédia que deseja ser popular não enfiar a mão em cumbuca. Se o enunciado da liberdade sexual é garantia de alguns direitos no plano institucional, o meio de cultura das interdições e de tabus quase invencíveis é a família patriarcal - seja ela de origem latina ou anglo- saxônica. Esta, sim, fincada na propriedade, é aliada natural do pensamento conservador porque depende da transmissão de valores para ampliar e, pelo menos no plano ideal, perpetuar as posses. É, enfim, a família a mais temível adversária dos comportamentos amorosos e sexuais divergentes e a comédia clássica, desde &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, reconhece essa potência e analisa-a criticamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre o tema família, contudo, a peça de Galluccio resvala com a leveza calculada por autores despretensiosos. Os pais de origem italiana da peça são escandalosos a ponto de propiciar uma máscara cômica convencional, mas estão legitimados pelo afeto igualmente escandaloso que dedicam aos seus rebentos. Em um passado remoto, para a própria geração foram efetivamente inclementes com seus preconceitos e exagerados no autoritarismo protetor, mas, no contexto da trama, são capazes de virar a mesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de aceitar a homossexualidade do filho, incluem na crise renovadora o reconhecimento dos erros do passado. Enfim, as boas intenções superam no presente os preconceitos e o hábito de imobilizar os rebentos adultos com a excessiva proteção do lar paterno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há no texto matéria densa suficiente para alimentar pretensões criativas e o espetáculo dirigido por Clarisse Abujamra trata com simplicidade e clareza a articulação das cenas dispostas em espaços simultâneos e situadas em tempos diferentes. Mesmo fora de cena, os intérpretes continuam visíveis e esse recurso do teatro narrativo é, neste caso, um modo agradável de eliminar as falsas saídas em uma comédia que não tem a intenção de ser realista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exuberância. As personagens igualmente simples nas motivações e na expressão dialógica também não são um grande desafio para os intérpretes e o bom elenco reunido para o espetáculo toma um certo cuidado para não ultrapassar a modesta estatura das personagens e situações. Apenas a primeira cena tem um volume maior do que o necessário para indicar a exuberância dos recursos vocais dos italianos, imitando talvez a intensidade das aberturas operísticas. Logo em seguida, o espetáculo abaixa o tom e segue a trilhazinha segura desse tipo de teatro cujo objetivo, parece, não é apenas divertir, mas reafirmar com certo otimismo a solidez de uma nova moral sexual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ariano Suassuna tem o hábito de protestar publicamente e de modo quase furioso contra a emulação fantasiosa ou incompetente do sotaque nordestino. Não só isso. Como nativo da Paraíba e morador de Recife, revolta-se contra as deturpações da sonoridade, da sintaxe e do vocabulário do "dialeto" nordestino. Pois nós, paulistanos, versados no cantarolar que se espraia da zona leste da cidade, deveríamos reivindicar esse patrimônio imaterial e denunciar a ilegitimidade das contrafações inspiradas, ao que parece, no modo como os atores do cinema norte-americano representam mafiosos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110202/not_imp674049,0.php"&gt;estadao&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7784404984973767078?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7784404984973767078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7784404984973767078&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7784404984973767078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7784404984973767078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/02/humor-e-vergonha-em-familia.html' title='Humor e vergonha em família'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-909041610045456528</id><published>2011-01-19T17:49:00.000-02:00</published><updated>2011-01-19T17:49:06.688-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>Ricardo faz maldades em início de governo em Paraíba praticando Maquiavel, diz Major Fábio</title><content type='html'>&lt;div class=" " style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TTdAAMO1-AI/AAAAAAAAA1w/09Jtk-7FXvo/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TTdAAMO1-AI/AAAAAAAAA1w/09Jtk-7FXvo/s1600/1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O deputado federal Major Fábio, líder do movimento dos policiais militares que protestam contra a possibilidade de suspensão por parte do governo do pagamento da chamada PEC 300, que reajusta os salários dos militares em 100%, disse nesta quarta-feira, 19, que o governador Ricardo Coutinho (PSB) leu bastante O Príncipe, de Maquiavel, e está aplicando a “máxima de fazer todas as maldades possíveis no início do governo para depois promover bondades” &lt;/div&gt;&lt;div class=" " style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=" " style="text-align: justify;"&gt;“Ele está fazendo essas maldades com os servidores públicos no início de governo inspirado em Maquiavel. Da mesma maneira quando agiu na prefeitura de João Pessoa. Ele está tratando a Polícia Militar como tratou a Guarda Municipal”, disse o Major Fábio. &lt;/div&gt;&lt;div class=" " style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=" " style="text-align: justify;"&gt;Segundo ele, o governador está com problemas. “Ele está com problema, não sei se foi o Nonato Bandeira que mandou ele agir como um rei, e essa estratégia não vai dar certo”, disse o Major Fábio, referindo-se ao secretário de Comunicação do governo do estado, jornalista Nonato Bandeira. &lt;/div&gt;&lt;div class=" " style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=" " style="text-align: justify;"&gt;Major Fábio disse que jamais barganhou vantagens junto ao governador. “Eu nunca saí da minha casa pra pedir alguma para ele. Eles me ofereceram uma secretaria depois que eu assumisse uma vaga de deputado federal para renunciar logo em seguida ganhando R$ 26 mil reais por mês na Paraíba, mas eu disse não”, disse o deputado.&lt;/div&gt;&lt;div class=" " style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=" " style="text-align: justify;"&gt;“Se a PM entrar em greve, responsabilizem o governador”, finalizou o deputado Major Fábio.&lt;/div&gt;&lt;div class=" " style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=" " sizcache="15" sizset="27" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Nota da redação&lt;/strong&gt;: Nicolau Maquiavel&amp;nbsp; foi um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria" title="História"&gt;historiador&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia" title="Poesia"&gt;poeta&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Diplomacia" title="Diplomacia"&gt;diplomata&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica" title="Música"&gt;músico&lt;/a&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia" title="Itália"&gt;italiano&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento" title="Renascimento"&gt;Renascimento&lt;/a&gt;. É reconhecido como fundador do pensamento e da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia_pol%C3%ADtica" title="Ciência política"&gt;ciência política&lt;/a&gt; moderna, pelo fato de haver escrito sobre o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado" title="Estado"&gt;Estado&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Governo" title="Governo"&gt;governo&lt;/a&gt; como realmente são e não como deveriam ser. Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente.&lt;/div&gt;&lt;div class=" " sizcache="15" sizset="27" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=" " sizcache="15" sizset="27" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.paraiba.com.br/2011/01/19/20834-ricardo-faz-maldades-em-inicio-de-governo-praticando-maquiavel-diz-major-fabio"&gt;Paraiba&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-909041610045456528?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/909041610045456528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=909041610045456528&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/909041610045456528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/909041610045456528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/01/ricardo-faz-maldades-em-inicio-de.html' title='Ricardo faz maldades em início de governo em Paraíba praticando Maquiavel, diz Major Fábio'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TTdAAMO1-AI/AAAAAAAAA1w/09Jtk-7FXvo/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8978110158418911888</id><published>2011-01-11T10:28:00.000-02:00</published><updated>2011-01-11T10:28:00.772-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>A governadora utilizou trecho de O príncipe, de Nicolau Maquiavel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) repetiu em sua última manifestação no comando do Palácio Piratini o tom dos discursos que marcaram sua gestão: listou conquistas do governo e apontou dificuldades superadas. “Respeitamos nossos compromissos e a casa está em ordem”, afirmou em sua despedida do Executivo, na manhã de sábado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito sorridente durante as formalidades que antecederam seu discurso, Yeda voltou a demonstrar seriedade para afirmar que a data era importante pelas reformas na estrutura do Palácio Piratini que entregava ao governador. “Foram quatro anos de governo em que quisemos honrar o Piratini e outras instituições.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A governadora utilizou trecho de O príncipe, de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, para aludir ao seu modelo de gestão, que considera inovador. “Não existe nada mais difícil do que dar início a uma nova ordem das coisas”, citou. A tucana apontou a transparência como um dos objetivos alcançados no governo. “Fizemos com que tudo fosse feito com contratos.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Registrou como avanços a criação das secretarias de Irrigação e da Justiça, para tratarem de problemas específicos do Estado, e a construção de um presídio feminino modelo em Guaíba. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também lembrou da obtenção do déficit zero, que, talvez para evitar polêmicas, chamou de orçamento realista. “O bom disso é o reconhecimento no mundo, vide o apoio do Banco Mundial”, reforçou, sustentando ainda que gerou “a possibilidade de fazer empréstimos para fazer valer a vontade da população”. “Cumprimos a Lei de Responsabilidade Fiscal, que antes não obedecíamos”, acrescentou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem citar claramente as críticas ao governo, que sempre considerou duras, a ex-governadora criticou a radicalidade que, para ela, não pode mais ser encarada como uma característica da cultura gaúcha. “A cultura evolui. É sempre possível evoluir e mudar”, disse, acrescentando exemplos do mal da dita radicalidade, como atos terroristas e violência contra a mulher. Encerrou o discurso desejando sucesso a Tarso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao descer a escadaria do Piratini, minutos após deixar o comando do Estado, a tucana ainda presenciou um acontecimento típico de campanha eleitoral. Acompanhada do governador, ela ouviu militantes petistas e aliados gritarem “Tarso, Tarso”, o que motivou apoiadores a revidarem com gritos de “Yeda, Yeda”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No jardim da ala residencial do Piratini, Yeda foi recebida por diversos membros da sua gestão. Entre eles o ex-secretário de Administração Elói Guimarães (PTB) e o ex-secretário da Fazenda Ricardo Englert.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=50925"&gt;Jornal do comércio&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8978110158418911888?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8978110158418911888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8978110158418911888&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8978110158418911888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8978110158418911888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/01/governadora-utilizou-trecho-de-o.html' title='A governadora utilizou trecho de O príncipe, de Nicolau Maquiavel'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-6614536521395884376</id><published>2011-01-10T10:21:00.001-02:00</published><updated>2011-01-10T10:21:00.961-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maquiavel'/><title type='text'>"O Príncipe", de Nicolau Maquiavel - aprenda com os clássicos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes mais, é prudente salientar que o livro em análise não é o famoso original de Maquiavel, mas uma leitura de um autor britânico, &lt;strong&gt;Tim Phillips.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um livro pertencente a uma colecção que pretende analisar alguns clássicos como "A Arte da Guerra", de Sun Tzu, ou "Como fazer fortuna", de Benjamin Franklin, tentando resgatar as lições mais importantes dessas obras, construindo um paralelo entre a perspectiva dos autores e o dia-a-dia dos indivíduos e das empresas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naturalmente, a leitura deste livro não substitui de forma alguma a consulta do original. A obra de Maquiavel, embora seja bem mais difícil de ler, é mais rica e susceptível de várias reflexões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda assim, este livro de Tim Phillips revelou-se útil para relembrar alguns conceitos e será suficiente para mostrar os aspectos essenciais de "O Príncipe" a quem não conhece o texto de Maquiavel. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o início do livro que se percebe que ler "O Príncipe" é como levar uma bofetada, perguntando-nos o que queremos atingir, o que estamos dispostos a fazer para o conseguir e mostrando o abismo entre o mundo real e o que gostaríamos que existisse. Maquiavel, numa obra idealizada para os Médici, deu-nos um conjunto de lições e práticas de liderança, dando ênfase ao poder - é importante conquistá-lo, mantê-lo e, acima de tudo utilizá-lo. Deve haver sempre uma preocupação com a acção, a frontalidade e o pragmatismo. Uma das frases a reter é "Os líderes lideram, até para manter a autoridade pessoal. Desde que tome as decisões, inspirará autoridade e poderá liderar". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tim Phillips relembra-nos constantemente que um "príncipe" não é uma pessoa boa, mas um guerreiro. Pode mentir, ser cruel, sovina, tirano e desprezível. Numa lição a reter, mostra-nos como o sucesso pode ser o ponto de partida para o fracasso, ao limitar a inovação, levando à gestão e não à liderança e fugindo ao risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TSo1uzzNvpI/AAAAAAAAA1k/2t8jkb70fN4/s1600/puramente_capa_0104.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TSo1uzzNvpI/AAAAAAAAA1k/2t8jkb70fN4/s1600/puramente_capa_0104.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Tim Phillips; Editora e Data: Infinite Ideas - 2008 (original); Ideias de Ler - 2009 (versão portuguesa) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase: "Devemos agradecer a Maquiavel e a outros, que escrevem o que os homens fazem";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras Chave: "Poder"; "Acção"; "Decisão"; "Mentir"; "Cativar"; "Estabilidade"; "Sistema" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apreciação: ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=461223"&gt;Jornaldenegocios&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-6614536521395884376?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/6614536521395884376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=6614536521395884376&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/6614536521395884376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/6614536521395884376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/01/o-principe-de-nicolau-maquiavel-aprenda.html' title='&quot;O Príncipe&quot;, de Nicolau Maquiavel - aprenda com os clássicos'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TSo1uzzNvpI/AAAAAAAAA1k/2t8jkb70fN4/s72-c/puramente_capa_0104.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7866212308350040513</id><published>2011-01-09T20:06:00.000-02:00</published><updated>2011-01-09T20:06:28.652-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curiosidades'/><title type='text'>Fique de olho nos 5 assuntos mais cobrados de História</title><content type='html'>&lt;div class="page fontsize p1 printing" id="SearchKey_Text1"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conteúdo de História é extenso, mas é possível filtrar para decidir o que merece uma última olhada antes do vestibular. Os professores Jucenir da Silva Rocha e Gilberto Marone, do Sistema Anglo de Ensino, tomaram como referencial os vestibulares mais concorridose identificaram os temas de cada período histórico que mais povoam as provas. Fique atento para os seguintes conteúdos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;História do Brasil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os vestibulares têm dando-se ênfase às economias do açúcar e do ouro, no período colonial, e ao processo de independência política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A expansão do café também é conteúdo certo, pois é algo importante para São Paulo e também um tema quase obrigatório na caracterização do período monárquico. Tem-se ainda centrado atenção na primeira metade do século XX, fases da República Velha e da Era Vargas, para a avaliação sobre a República brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Idade Antiga&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Atenção para a história da Grécia e de Roma, especialmente a democracia ateniense e a formação e decadência do Império romano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Idade Média&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Normalmente o que mais se aborda é o islamismo, a configuração do feudalismo e a sua cultura; da Baixa Idade Média, as transformações que deram origem ao renascimento comercial e urbano e a formação do Estado Nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Idade Moderna&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Destaque para o Renascimento e a Reforma Religiosa, a Revolução Comercial e o Estado Monárquico Absolutista. Deste período, deve-se ter conhecimento, não só dessa sucessão de episódios, mas principalmente dos fundamentos que os justificavam. Assim por exemplo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Martinho Lutero, João Calvino para a Reforma Religiosa; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, Thomas Hobbes e Jacques Bossuet para o Absolutismo. Ainda, no final da Idade Moderna, inspiradas no pensamento Iluminista, eclodem as revoluções liberais. Da mesma forma, deve-se observar aos fundamentos propostos por John Locke, Montesquieu, Rousseau, Voltaire e pelos fisiocratas, como também a relevante Independência dos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Idade Contemporânea&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Este é o período com mais volume de conteúdo. Mas a Revolução Francesa é quase regra nos vestibulares. Portanto, atenção para as suas causas e as suas fases, especialmente o conflito entre jacobinos e girondinos na Convenção Nacional; o Terror de Robespierre e a fase derradeira com o golpe 18 Brumário de Napoleão Bonaparte. Do século XIX, a nova ordem política européia após a queda de Napoleão com o Congresso de Viena; as Revoluções liberais e nacionalistas, a Comuna de Paris, as independências na América Latina e o Imperialismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deste período, observe a importância do liberalismo de Adam Smith e o socialismo, especialmente de Karl Marx. Da primeira metade do século XX: a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa de 1917 e a Crise de 1929 nos Estados Unidos. Deste período, observe a falência da democracia liberal e o surgimento dos Estados Totalitaristas (fascista, nazista) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Da segunda metade do século XX: a Guerra Fria, especialmente as tensões internacionais dos anos 50 e 60 (Guerra da Coreia, Revolução Cubana e Guerra do Vietnã); a Nova Ordem fundada na globalização com a desagregação do Império Soviético, como também, o neoliberalismo, as nações emergentes, o fundamentalismo islâmico e os seus reflexos internacionais, o desempenho do FMI, da ONU e da OMC e a atuação dos EUA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/vestibular/noticias/0,,OI4867539-EI12889,00-Fique+de+olho+nos+assuntos+mais+cobrados+de+Historia.html"&gt;Terra&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7866212308350040513?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7866212308350040513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7866212308350040513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7866212308350040513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7866212308350040513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/01/fique-de-olho-nos-5-assuntos-mais.html' title='Fique de olho nos 5 assuntos mais cobrados de História'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7082303175870349060</id><published>2011-01-04T10:07:00.001-02:00</published><updated>2011-01-04T10:07:00.191-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curiosidades'/><title type='text'>Um convite para estudar Maquiavel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meio ao momento político que vivemos no Brasil, venho aqui propor um convite à sociedade brasileira. Como cidadão, realmente bate um sentimento de indignação e impotência ao observar os elevados números percentuais que os Deputados Federais (61,83%), os Deputados Estaduais do RS (73%), entre outros, aumentaram em seus salários. Em meio a este turbilhão, eu diria que cabe a nós estudar! Muitos vão contestar achando que estou de brincadeira, mas não! Não digo aquele estudo que vivenciamos na escola, fechadinho, com conteúdos lineares, presos a carga-horária e que, muitas vezes, não tem alguma relação vital. Falo do estudo pela necessidade que este apresenta em nossa vida; no caso, essa necessidade se manifesta na indignação com a atual situação governamental. E aqui, entro no seguinte tema: Política.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" sizcache="14" sizset="10" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esse assunto já vem sendo debatido há muito tempo. Desde o século V a. C. filósofos já discutiam esta questão. Ao longo da história, muitos teorizaram sobre este tema, a saber: Platão (“A República”), Aristóteles (“Política”), Hobbes (“Leviatã”), Rousseau (“Do Contrato Social”), Rawls (“Uma Teoria da Justiça”) entre outros. Mas o que eu quero convidar os leitores a estudar é o filósofo que tem sua teoria conhecida como&lt;strong&gt; “Realismo Político”&lt;/strong&gt; e que acredito que pode muito nos ajudar a compreender o que está acontecendo com nossa sociedade. O autor é &lt;strong&gt;Nicolau Maquiavel.&lt;/strong&gt; Sua obra chama-se &lt;strong&gt;“O Príncipe”&lt;/strong&gt; (publicada, aproximadamente, em 1531).&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nesse livro, Maquiavel busca descrever como funciona a política, tomando por base os acontecimentos históricos. Segundo o autor, a organização do Estado é algo meramente técnico e desvinculado do campo da moral. O governante (no caso da obra, ele se refere ao “príncipe”) deve ser uma pessoa parcial, capaz de agir de “qualquer forma” para atingir seus objetivos; inclusive, se for o caso, ele deve apelar para Deus, a fim de convencer e conquistar o povo.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel também trabalha com dois conceitos importantes: o de “fortuna” e o de “virtú”. “Fortuna” significa tudo aquilo que não depende do ser humano para acontecer (podemos, aqui, chamar de acaso, imprevisto). “Virtú” significa o conjunto de qualidades que permite ao sujeito aliar-se a “fortuna” e obter êxito naquilo que objetiva. É a capacidade em que o sujeito tem de fazer o necessário para chegar ao fim almejado, mesmo que de forma “imoral”.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Cabe salientar que Maquiavel vai muito além desse resumo que escrevi. Isso é uma breve provocação ao leitor, para que cada um possa se sentir instigado a lê-lo. Sei que ao ler Maquiavel, as pessoas de bom coração sentirão uma certa repulsa, talvez até questionando sobre o porque dele escrever dessa forma. Em sua época, Maquiavel teve interesses pessoais para publicar tal escrito; mas acredito que sua produção foi muito além desses interesses. Maquiavel conseguiu ler sabiamente a história dos seres humanos e, com isto, oferece-nos em excelente material teórico para compreender, em grande parte, o que ocorre na nossa sociedade atual em pleno século 21.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, concluo este artigo convidando as pessoas a ler “O Príncipe”, a fim de que tirem suas próprias conclusões. Vocês perceberão que a Filosofia não é algo tão chato, como, muitas vezes, parece ser na escola, e poderão refletir; e quem sabe, um dia, serem os sujeitos que escreverão a história de uma maneira diferente da que Maquiavel traçou no século 16 e que ainda vige em nosso País.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: right;"&gt;*Licenciado em Pedagogia (Furg) e Filosofia (UFPel)&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=5&amp;amp;n=5483"&gt;Jornal Agora﻿&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7082303175870349060?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7082303175870349060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7082303175870349060&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7082303175870349060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7082303175870349060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/01/um-convite-para-estudar-maquiavel.html' title='Um convite para estudar Maquiavel'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-3945432005924117373</id><published>2011-01-03T09:47:00.000-02:00</published><updated>2011-01-03T09:47:50.904-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica brasileira'/><title type='text'>Tarso Genro governador do Rio Grande do Sul cita Maquiavel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TSG3KmHUySI/AAAAAAAAA1Y/urOVi2s0P3k/s1600/get.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TSG3KmHUySI/AAAAAAAAA1Y/urOVi2s0P3k/s320/get.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao tomar posse na manhã deste sábado o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, afirmou que vai usar sua experiência à frente do Ministério da Justiça para governar o Estado com "pacto entre poderes" e combate à corrupção. "Faremos do Rio Grande do Sul um exemplo no combate ao desvio de conduta de agentes públicos", afirmou na janela do Palácio do Piratini, após receber o cargo da tucana Yeda Crusius, que teve o governo marcado por escândalos de corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda na Assembléia Legislativa, onde assinou o termo de posse, Tarso destacou que o "pacto", promovido nos mesmos moldes do que foi feito enquanto estava à frente do ministério, fomentou "bons acordos para vencer problemas que emperravam a estrutura do Estado brasileiro".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao assinar o termo da posse, Tarso recebeu das mãos do presidente da assembleia, deputado Geovani Cherini (PDT), três argolas com as cores do Estado: verde, vermelho e amarelo, que seguindo o parlamentar, representavam o "elo" entre o Executivo e Legislativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na assembleia Tarso defendeu "uma relação permanente e respeitosa com o parlamento e entidades sociais" e disse que a cultura política gaúcha deve ser potencializada para que o Estado tenha "um papel decisivo" no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a cerimônia na assembléia, Tarso se dirigiu para o Palácio do Piratini, sede do governo gaúcho, onde recebeu o cargo da então governadora do Estado, a tucana Yeda Crusius. Em seu discurso de despedida, ela destacou que seu governo foi de "gestão" e focado na "transparência" e citou um trecho do livro &lt;i&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Príncipe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;, de Nicolau Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ao falar sobre os desafios de estabelecer uma nova ordem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A transparência foi um novo jeito de governar, ao invés de fazer política atrás do biombo.. fui acusada de não saber fazer política. Fizemos com que não houvessem feudos ou amigos do rei e da rainha", disse Yeda em seu discurso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tarso desejou um período de descanso para a governadora "após passar por momentos difíceis na política". "Estou aberto para solicitações sobre projetos que podem ser continuados de acordo com o plano de governo", afirmou o petista, que durante seu pronunciamento citou o escritor Érico Verissímo e o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela. Ele disse ainda que, em seu governo, a imprensa terá papel de fiscalizar a administração estadual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após acompanhar Yeda até a porta do Palácio do Piratini, Tarso fez um discurso para as pessoas que se reuniram na frente da sede do governo e apontou três tarefas de sua administração. "Promover o crescimento econômico de baixo para cima com capacidade de criar condições para do desenvolvimento, inclusão e educação", o combate à corrupção e a promoção da participação popular com a revitalização do orçamento participativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após as solenidades, Tarso se dirigiu ao aeroporto de onde embarca ao lado dos ex-governadores gaúchos Olívio Dutra (PT), Alceu Colares (PDT) e do presidente da assembléia, Giovani Cherini.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4868688-EI7896,00-Durante+posse+Tarso+diz+que+RS+sera+exemplo+contra+corrupcao.html"&gt;Terra&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-3945432005924117373?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/3945432005924117373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=3945432005924117373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3945432005924117373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3945432005924117373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2011/01/tarso-genro-governador-do-rio-grande-do.html' title='Tarso Genro governador do Rio Grande do Sul cita Maquiavel'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TSG3KmHUySI/AAAAAAAAA1Y/urOVi2s0P3k/s72-c/get.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-3992918730806032079</id><published>2010-12-21T19:21:00.001-02:00</published><updated>2010-12-21T19:24:09.922-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica internacional'/><title type='text'>Lula e a psiquiatria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No imaginário sobre o Estado, a prudência aparece com a alegoria das três faces: a do ancião, a do homem maduro e a de um jovem. Presente, passado e porvir são unidos para o domínio do instante oportuno, o kayrós grego. Os feitos dos legisladores ou governantes devem ser definidos com meticulosa sapiência, mas executados na hora exata. Um minuto antes, ou depois, a medida salutar transforma-se em crime contra a sociedade. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A obra de &lt;span class="highlightedSearchTerm"&gt;Maquiavel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; se alicerça na prudência: o que foi dito, se negado pela mesma pessoa, joga ilegitimidade sobre o seu poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O site WikiLeaks atualiza a lógica que norteia a máquina do Estado. A guerra entre imprensa e poder existe desde o século 17. As duas frentes - a oficial e a crítica - usam armas perigosas. É o caso da propaganda que gera o culto dos governantes. Quanto maior a censura estatal, mais eficientes as técnicas de manipulação popular. O poder moderno fundamenta-se no binômio de segredo e propaganda. A censura garante o primeiro e os escritores venais aprimoram a segunda (*).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Norberto Bobbio mostra o quanto é antigo o disfarce político. "Que o poder tenda a usar máscara para não ser reconhecido e agir longe de olhares indiscretos, é uma velha história. Tal velha história tem mesmo um nome célebre que, somente com sua pronúncia, dá calafrios na espinha: "arcana imperii". Em análise magistral, escreveu Elias Canetti: "O segredo está no mais íntimo núcleo do poder" (Massa e Poder). Os fundadores da democracia pretenderam dar vida à forma de governo sem máscara, na qual os segredos do domínio fossem abolidos definitivamente e destruído aquele "núcleo interior"." Da tese extrai Bobbio o corolário ignorado no Brasil pelos que controlam o Estado: "O poder oculto não transforma a democracia, perverte-a. Não a golpeia mais ou menos gravemente nos seus órgãos vitais, extermina-a." Entre os "órgãos vitais" da alma democrática encontra-se a liberdade de pensamento e de expressão (**).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em dias recentes, o sr. Luiz Inácio da Silva retomou uma faceta de sua figura pública, o vezo autoritário de esconder práticas políticas usando, para tal fim, ataques à imprensa. Recordo um fato da sua campanha vitoriosa de 2002.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Folha de S.Paulo realizou debate com ele, quando perguntei: "Governos eleitos na América do Sul enfrentam pesadas críticas da imprensa (...), isso ocasiona choques que chegam a ameaçar a estabilidade institucional, como no caso da Venezuela. Qual será a sua política para a mídia internacional e brasileira, como pretende Vossa Senhoria se relacionar com os formadores de opinião?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O candidato afirmou ser "preciso acertar na política, ou seja, esse negócio de o presidente da República ficar dizendo que não conversa com A, com B, não cabe ao presidente da República (...), ele é presidente de todos." Disse mais: "Ou você estabelece uma negociação com a sociedade, com os empresários, mesmo com aqueles que são mais duros contra você, com os donos dos canais de televisão, com os donos dos jornais, para que se estabeleça a possibilidade de governar este país (...). Eu sou tão negociador que em 1975, quando Petrônio Portella disse "vai começar o processo de negociação", me chamou, tinha muita gente que dizia: Lula, não vá. Eu falei: eu vou. Por que você vai? Porque eu tenho o que dizer. Eu fui lá. Então a minha vida inteira só fiz isso, (...) fazer acordos, fazer negociações (...)". Mesmo com certo general houve acordo: "Fui lá, conversei três horas com ele e cumpri o que ele disse para mim. Fiquei no sindicato e o Exército não se meteu nas nossas greves. Depois, então, veio o Miltinho e botou o Exército para bater na gente." E Lula defendeu o diálogo com jornalistas: "Até porque se o cara não quiser conversar comigo eu vou em cima dele para conversar." A matéria, na íntegra, pode ser lida em http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u35797.shtml.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ser perguntado, na semana passada, sobre o apoio que recebe da oligarquia Sarney, que exigiu (e obteve) a censura deste jornal, Lula foi "em cima" do repórter: "Pergunta preconceituosa como esta é grave para quem está há oito anos cobrindo Brasília. Demonstra que você não evoluiu nada. O presidente Sarney é presidente do Senado... Preconceito é uma doença. O Senado é uma instituição autônoma diante do Poder Executivo, da mesma forma, o Poder Judiciário. O Sarney colaborou muito para a institucionalidade. E ademais é o seguinte: o Sarney foi eleito pelo Amapá, eu não sei por que o preconceito. Você tem de se tratar, quem sabe fazer uma psicanálise para diminuir o preconceito."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A conveniência política que rende segredo e censura em favor de quem o apoia se justifica, segundo o presidente, pela "institucionalidade". Tragicômica e nada original razão de Estado. Hospícios para intelectuais independentes e jornalistas surgiram no século 19. Hölderlin foi internado por suas posições jacobinas, acusado de loucura. Depois dele, o tratamento psiquiátrico foi a solução contra a crítica na Alemanha, na Itália e na União Soviética. O silêncio sobre tais medidas durou o tempo em que a propaganda enganou as massas, gerando a "popularidade" dos governantes. Mas os "loucos" venceram. Caíram as paredes dos manicômios totalitários com o Muro. O pêndulo, hoje, retorna ao poder e à propaganda. Devemos agradecer ao WikiLeaks.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/12/8/lula-e-a-psiquiatria/?searchterm=maquiavel"&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-3992918730806032079?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/3992918730806032079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=3992918730806032079&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3992918730806032079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/3992918730806032079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/12/lula-e-psiquiatria.html' title='Lula e a psiquiatria'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8315759146350153114</id><published>2010-12-16T17:50:00.000-02:00</published><updated>2010-12-16T17:50:31.284-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maquiavélico'/><title type='text'>Wikileaks: “O feiticeiro ficou preso à sua descoberta” - José Medeiros Ferreira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As revelações do 'site' Wikileaks sugerem que o “feiticeiro ficou preso à sua descoberta” e a necessidade de “novas formas de segurança” para as comunicações dos Estados, disse em entrevista à Lusa José Medeiros Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi o feiticeiro que ficou preso à sua descoberta. Os Estados vão ter que encontrar novas formas de segurança para as suas comunicações, por levianamente terem despejado tudo num ciberespaço com crianças que descobriram o brinquedo”, afirmou o professor universitário, 68 anos, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros (1976-1978) e especialista em assuntos internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto dos telegramas diplomáticos divulgados pelo 'site' de Julian Assange, que se encontra detido em Londres, são comparados pelo antigo chefe da diplomacia portuguesa ao efeito que produziu a edição de “O Príncipe” de Nicolau Maquiavel na Europa do início do século XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando ‘O Príncipe’ foi editado muita gente ficou a saber como pensavam os decisores políticos. Agora, ou mudam o pensamento político ou mudam o sistema de comunicações. Mas do ponto de vista dos costumes diplomáticos acho que as coisas vão continuar mais ou menos como estão. Os meios de comunicação é que vão ser outros”, assevera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Medeiros Ferreira, “também se condenou Maquiavel por ter dito quais eram as regras que os príncipes utilizavam na forma de fazer política… Agora vai condenar-se e depois vão modificar-se algumas coisas, a principal das quais será o sistema de comunicação interna das embaixadas e dos governos”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--google_ad_client = 'pub-1858785717338781';/* 250x250, criado 02/01/09 */google_ad_slot = '7409234540';google_ad_width = 250;google_ad_height = 250;//--&gt;&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Será sobretudo alterada a maneira de comunicar, de informar os respetivos governos. Acho que acabou a lua-de-mel da comunicação através da Internet, que em termos públicos tem cerca de 30 anos. Isto é por ciclos, e agora os Estados têm de arranjar outras formas de comunicação, a velha cifra, descobertas antigas…”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de as comunicações “via ciberespaço” terem deixado de ser “fiáveis” para os Estados, Medeiros Ferreira considera que as questões colocadas pelo Wikileaks terão prevenido uma eventual “guerra cibernáutica em que todos os Estados ficassem cegos, sem acesso à Internet”, antes de colocar uma hipótese: “Sabe-se lá se não voltaremos a ter o Diário da República impresso'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao referir-se à polémica em torno dos “voos secretos da CIA”, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros não se mostra particularmente surpreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Disse no meu blog [Córtex Frontal] que sobre as questões dos voos, de Guantanamo, acabaria por se saber tudo através da documentação dos Estados Unidos. Estava longe de imaginar que fosse por este processo, mas mais cedo ou mais tarde vai saber-se quase tudo sobre os voos de Guantanamo, é sempre uma questão de tempo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa referência aos casos divulgados pelos documentos diplomáticos publicados e que envolvem Portugal, Medeiros Ferreira sustenta serem “coisas que já se sabiam, ou que se deduzia. Sinceramente, ilustra aquilo que no fundo se presumia que pudesse acontecer”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=39868"&gt;correiodominho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/r20101117/r20101214/show_ads_impl.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/expansion_embed.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script src="http://googleads.g.doubleclick.net/pagead/test_domain.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/render_ads.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script&gt;google_protectAndRun("render_ads.js::google_render_ad", google_handleError, google_render_ad);&lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8315759146350153114?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8315759146350153114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8315759146350153114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8315759146350153114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8315759146350153114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/12/wikileaks-o-feiticeiro-ficou-preso-sua.html' title='Wikileaks: “O feiticeiro ficou preso à sua descoberta” - José Medeiros Ferreira'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7622208900580583935</id><published>2010-12-13T10:11:00.001-02:00</published><updated>2010-12-13T10:11:00.820-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos cientificos'/><title type='text'>Maquiavel e a educação: a formação do bom cidadão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;José Luiz Ames&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Doutor em filosofia e professor associado do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acompanha Maquiavel a (má) fama de ser pai de uma doutrina política que carrega seu nome: "Maquiavelismo". Esta doutrina indica geralmente uma ação cínica da parte daquele que, sem qualquer escrúpulo moral, persegue unicamente os próprios interesses egoísticos e abomináveis. Por esta ótica, Maquiavel seria um diabólico especialista da trapaça, um conselheiro de tiranos que querem engrandecer a si próprios à custa do bem comum dos homens por eles governados, um inimigo da raça humana, de toda piedade e religião, o instrumento de Satanás. O que um pensador identificado com semelhantes ideias poderia ter a dizer sobre educação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja preciso começar desfazendo esta má-fama que acompanha o nome de Maquiavel. É o caminho que seguiram muitos intérpretes. Didática e esquematicamente podemos dividi-los em dois grupos principais: de um lado aqueles que recusam a acusação por ver no florentino o autor de uma moral política severa para com a conduta política; de outro os que excluem de seu pensamento toda referência moral. Como exemplo da primeira perspectiva podemos citar a obra de Leonard von Muralt; da segunda, o trabalho de Ernst Cassirer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Leonard von Muralt (1945, p. 67-81), Maquiavel é o adversário mais declarado do maquiavelismo. Segundo ele, não apenas seria um equívoco chamar Maquiavel de pai da mentira, como o florentino desaconselharia abertamente a mentir, porque não ignoraria que a honestidade é a melhor diplomacia. Maquiavel de forma alguma poderia ser tido como defensor da tirania, pois acolheria como forma de governo ideal a república fundada sobre a justiça, defendida por um exército constituído pelos próprios cidadãos e regida pela lei. Ainda segundo von Muralt, Maquiavel não compartilharia uma ideia de virtù como pura concentração de força e astúcia, mas a subordinaria à bontà , à honestidade do cidadão. Igualmente, Maquiavel não desprezaria a religião, particularmente o cristianismo, pois a defenderia como componente imprescindível do Estado. Estaria longe de todo historicismo e relativismo moral, pois partilharia a ideia da existência de uma escala absoluta de valores. Enfim, o Estado desejado por Maquiavel seria um rechte Staat: uma república livre, igualitária e pacífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No extremo oposto dos defensores de Maquiavel contra a acusação de maquiavelismo estão aqueles que opõem ao destruidor da ética o técnico da ação, alguém que concebe a política como uma atividade situada fora do domínio da moral, "acima do bem e do mal". Ernst Cassirer é, talvez, o mais conhecido dos defensores da tese de que Maquiavel é um técnico frio sem compromissos éticos ou políticos, um analista político objetivo, um cientista moralmente neutro e desinteressado quanto ao uso de suas descobertas "técnicas", que podem servir tanto a libertadores quanto a déspotas.1 Para Cassirer, a atividade política se ajustaria tanto ao Estado legal quanto ao ilegal, não sendo imoral, nem moral. Ele simplesmente ofereceria a todos os soberanos, reais ou virtuais, legítimos ou ilegítimos, conselhos eficazes para estabelecer e manter o seu poder, para evitar as discórdias internas, para prevenir ou para triunfar sobre as conspirações. Maquiavel é apresentado como o profeta da técnica em política, o mestre do realismo amoral. O campo de preocupação de Maquiavel não seria a política em sentido normativo, e sim esta atividade humana no sentido puramente descritivo, de modo semelhante a um cientista social que descreve como funcionam de fato as realidades políticas. Indignar-se diante dos meios indicados para a fundação e conservação de Estados enunciados por Maquiavel estaria tão fora de lugar como repreender um físico que enuncia o valor de uma constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro deixa perceber que a interpretação de Maquiavel como "maquiavélico" está longe de ser uma evidência. Tanto os que afastam sua obra de quaisquer preocupações éticas como os que a interpretam a partir desta chave destituem de legitimidade a leitura do maquiavelismo. Às duas correntes extremas poderíamos acrescentar ainda aquela que, em lugar de ler Maquiavel por estes registros, o liga às fontes do republicanismo clássico: um pensador que defende a subordinação dos interesses particulares ao bem púbico; que combate a tirania; que alimenta o desejo de atingir a glória e a honra para si e para a pátria. Entre os inúmeros intérpretes contemporâneos do chamado "republicanismo neo-romano", podemos destacar Quentin Skinner (1996).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez afastado o "fantasma" do maquiavelismo do coração do pensamento de Maquiavel, resta possível considerar pertinente que o florentino possa ter algo a dizer sobre educação. Por certo é uma perspectiva muito singular que nada tem em comum com uma "teoria pedagógica" à semelhança do que foi comum a outros pensadores do mesmo período influenciados pelo Renascimento. Uma constatação inicial, frustrante, é a quase completa ausência de publicações dedicadas especificamente ao tema. No máximo encontramos abordagens que tangenciam a questão, focadas particularmente na importância da educação cívica para a constituição de um Estado estável, como é o caso de Skinner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escassez de estudos dedicados diretamente ao tema da educação em Maquiavel talvez deva ser tributada ao próprio autor: o termo educazione está ausente de dois trabalhos célebres, O Príncipe e Histórias florentinas. Já nos Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio ela ocorre nove vezes, uma vez em Da arte da guerra e uma vez em Os Capítulos - Da Ambição. No presente estudo faremos uma análise destas onze ocorrências do termo na sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando em consideração o conjunto de suas referências à educação, seria possível identificar algo que pudesse ser uma "ideia diretriz"? Parece- nos que o sentido real do termo educazione é captado a partir do princípio essencial da visão maquiaveliana de que a totalidade das coisas, naturais e humanas, é atravessada por um movimento incessante: "estando as coisas humanas sempre em movimento, ou sobem ou descem" (Discursos Introdução, II).2 Para o florentino, os homens e as coisas são instáveis, o desejo não deixa nada em repouso. Cabe, pois, um breve exame deste aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Maquiavel, o homem é determinado, fundamentalmente, pelo dinamismo da necessidade natural do desejo que o impulsiona incansavelmente e sem qualquer controle interno. A característica essencial do desejo humano é sua imoderação e desmedida. O homem é insaciável, seu desejo se dirige a tudo e sem qualquer controle interno. Em duas passagens, e praticamente com as mesmas palavras, Maquiavel expressa esta ideia: "sendo os apetites humanos insaciáveis, porque tendo por natureza o poder e a vontade de desejar qualquer coisa e por fortuna o poder de conseguir delas pouco, resulta continuamente um descontentamento no espírito humano, e um tédio das coisas que se possuem" (Discursos II, Introdução).3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo se mostra, assim, a mola propulsora de todas as ações humanas. Não há desejo que não seja ativo e não há ação que não seja desejada. Mesmo quando o homem parece estar agindo contra seu desejo como, por exemplo, quando entrega um bem sob ameaça, ainda assim é por um desejo que age: o desejo de preservar sua vida, que se impõe ao desejo de conservar seus bens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo, considerado em si mesmo, é potência presente. É sempre num agora e aqui que o homem deseja. Maquiavel aponta para a ambivalência inerente à própria estrutura do desejo: ele é potência, mas limitada; ou seja, "a natureza criou os homens de maneira que podem desejar qualquer coisa, mas não podem conseguir qualquer coisa" (Discursos I, 37). Desejamos tudo, porque não somos tudo, não somos Deus. Sempre nos falta algo. Assim, o desejo, como força finita, é vivido como carência infinita. Ele nada mais é do que a afirmação de uma força em seu esforço sem fim para durar e aumentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo é sempre particular. É sempre um sujeito individual que deseja algo para si. É, pois, singular e tem em vista o interesse próprio. É devido a esta característica que o desejo opõe os homens entre si. Quer dizer, pelo fato de o desejo ser singular, ao satisfazê-lo se contrapõe ao desejo do outro. Assim, os homens se opõem entre si não porque são malvados, mas porque são rivais na consumação de seus desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do fato do desejo, que coloca todas as coisas em contínuo movimento, notadamente aquelas que dependem da vontade humana, deve-se ter em conta que todos os corpos cumprem um ciclo vital que é determinado pela própria natureza. O ciclo vital da natureza é marcado pelas etapas pelas quais todo ser vivo passa: nascimento, desenvolvimento e morte. É assim na natureza vegetal e animal (corpos simples), mas é também do mesmo modo nos Estados e religiões (corpos mistos). Ambos, corpos simples e mistos, são regulados pelos mesmos fenômenos de saúde e doença. A "natureza" do corpo misto é semelhante a do corpo simples. "Natureza" para Maquiavel é princípio de movimento que emerge do fundo de cada ser: "a natureza, como os corpos simples, quando acumularam muita matéria supérflua, se move muitas vezes por si mesma e se purga dela, o que lhes devolve a saúde; [o mesmo sucede] neste corpo misto da geração humana" (Discursos II,5). A natureza como princípio do movimento entendido como variação é para Maquiavel uma verdadeira lei objetiva, "lei natural". Lei natural é "o curso das coisas ordenadas pelos céus" (Discursos III,1). O termo final necessário do curso das coisas é a degeneração: "nada é mais certo do que o fato de que todas as coisas do mundo têm um final" (Discursos III,1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, pois, duas ordens de movimento: aquele que emerge do desejo e o que brota da natureza. Ambos, caso se permita que sigam livremente o curso que lhes é próprio, levam à desordem: o desejo, não submetido ao controle da lei, causa a anarquia e a dissolução do vivere civile; a natureza, que segue um movimento "por necessidade", culmina na degradação definitiva de toda ordem visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação é pensada por Maquiavel como uma força destinada a controlar a desordem inerente ao movimento tanto do desejo quanto da natureza. Evidentemente, a educação não é capaz de conter o movimento. Afinal de contas, tanto o desejo quanto a natureza são propulsores de um movimento "necessário", quer dizer, inerente às coisas. Apesar disso, pode "ordená-lo" impedindo os efeitos deletérios à vida política. Graças à educação, o homem é capaz de conhecer a "natureza das coisas", isto é, saber o que as coisas são "desde sempre". Bem entendido, este conhecimento não é, para Maquiavel, uma descoberta da "essência" metafísica das coisas, e sim um saber sobre aquilo que há de permanente e regular no modo como elas ocorrem. Entendendo o movimento das coisas, o sujeito torna-se capaz de se antecipar ao "curso das coisas ordenado pelos céus". Significa dizer, pela educação o homem será capaz de manejar a realidade com maior facilidade para controlá-la e dirigir seus esforços no sentido de obter êxito. Por fim, a educação possibilita moldar o comportamento dos indivíduos de tal modo que o curso das coisas se redirecione para uma ordem coerente com o bem coletivo. Na sequência faremos um exame das passagens nas quais Maquiavel refere-se à educação para mostrar como ela promove esse conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pelos Discursos, obra na qual Maquiavel menciona o maior número de vezes a educazione. A primeira referência pode ser encontrada já na Introdução ao Livro I. Lamentado a negligência dos contemporâneos de servir-se das lições da história para a condução política, diz estar convencido de que a causa dessa falha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] procede menos da fraqueza (debolezza) à qual a educazione atual conduziu o mundo, ou do mal que um ambicioso ócio causou às muitas províncias e cidades cristãs, do que não haver um verdadeiro conhecimento da história e de não extrair dela, ao lê-la, seu sentido, nem experimentar do sabor que encerra. (Discursos I, Introdução)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica evidente a intenção de contrapor a uma leitura meramente contemplativa uma interpretação ativa e utilitária, a qual visa extrair lições do passado para aplicá-las ao presente e futuro, convertendo a história em instrumento de educação. Se os homens de Estado não se utilizam da história como mestra da vida, isso não se deve tanto a uma fraqueza da educação do que ao fato de enxergar na história nada mais do que um conjunto de fábulas maravilhosas. Somente um olhar guiado pela verdade poderá desvelar o sentido do útil. A culpa maior da educação reside em outra coisa: haver conduzido o mundo atual à "fraqueza" (debolezza). Esta fraqueza está associada ao "ócio". O ócio aparece em Maquiavel em três acepções distintas: como inércia (ou preguiça) que se opõe à energia (ou virtù); como licenciosidade decorrente da ausência de controle por oposição à força disciplinadora da necessidade; como a situação que oferece um excesso de possibilidades de escolha: o ócio torna os homens mais lentos em lhes oferecer uma quantidade de alternativas. A concepção maquiaveliana do ócio revela a influência que exerceu sobre ele o humanismo renascentista, que atribui um lugar secundário à contemplação (otium) e subordinado ao ideal da vida ativa (negotium). Na avaliação de Maquiavel, o ócio degenera os costumes e corrompe a vida política: "as razões da desunião das repúblicas, na maioria das vezes, são o ócio e a paz" (Discursos II,25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica à educação como promotora da debolezza será retomada por Maquiavel em outros dois momentos, sempre utilizando o mesmo termo para se referir aos efeitos produzidos pela educação nos seus dias. Assim, referindo-se aos seus contemporâneos, afirma: "Mas a fraqueza (debolezza) dos homens de hoje, causada por sua fraca (debole) educazione e da pouca informação sobre as coisas, faz com que julguem os julgamentos dos antigos em parte desumanos, em parte impossíveis" (Discursos III, 27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como no fragmento anterior, também neste Maquiavel aborda a negligência dos contemporâneos de servir-se do ensinamento dos antigos para orientar as ações políticas. Na passagem em questão, Maquiavel discute em torno da estratégia mais adequada para a unificação de um Estado dividido por facções rivais e aponta três alternativas: exterminar os culpados; bani-los; ou fazer as pazes com eles. Mostra que, embora a segunda alternativa por vezes funcione (como no caso dos florentinos em relação à Pisa), o meio mais seguro é o primeiro. Por que, então, não é adotado presentemente pelos chefes políticos? A resposta está na passagem citada: o motivo está na debolezza dos homens e na debole educazione que faz com que eles considerem as lições dos antigos desumanas ou impossíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica maquiaveliana à educação dos modernos tem seu contraponto positivo no exemplo dos antigos romanos e é por esta razão que propõe a imitação destes como forma de recuperar a virtù perdida pela corrupção presente. De que "virtude" se trata? Trata-se da virtude cívica que corresponde não a uma qualidade moral do indivíduo, e sim à virtude cívica ligada à "[...] concepção clássica dos romanos que a identifica com qualidades tais como: simplicidade de costumes, moderação, coragem, patriotismo, disponibilidade a sacrificar-se pelo bem comum, etc." (PINZANI, 2006, p.97). Estas qualidades não são apropriadas ao aperfeiçoamento moral dos indivíduos, como é o caso na virtude cristã, e sim estão destinadas a formar um bom cidadão. Não formam um "homem bom", mas um "bom cidadão". Quais qualidades identificam um "bom cidadão" na concepção maquiaveliana? Em primeiro lugar, a subordinação do bem particular ao bem comum. A virtude cívica desenvolve nos homens à capacidade de servir a pátria até com a própria vida, se necessário. Em segundo lugar, à coragem: o cidadão dotado de virtude cívica não teme defender a cidade ou expandir seus domínios sempre que isso se mostra necessário para conservá-la livre. Em terceiro lugar, à religiosidade: o bom cidadão é temente a Deus o que faz com que respeite os preceitos legais como se fossem mandamentos divinos. Em quarto lugar, à repugna ao ócio: o ideal de homem está vinculado à vida ativa e produtiva e não à contemplação e meditação, como é para o pensamento medieval-cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A virtude cívica está intrinsecamente vinculada à educação. Não são qualidades que o homem porta por nascimento, mas são cultivadas nele através de um processo formativo. A educação pode tanto formar homens dotados das virtudes imprescindíveis para ser um bom cidadão quanto pode fazer dele uma pessoa fraca e arrogante. De alguma maneira os homens são o que a educação fez deles. Ela molda o modo de ser dos homens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornar-se insolente na boa fortuna e desprezível na má nasce do modo do teu comportamento e da educazione na qual foste criado; esta, se é fraca (debole) e vã, te torna semelhante a ela; se é oposta, te torna também de outro tipo e, tornando-te melhor conhecedor do mundo, te fará alegrar-te menos do bem e entristecer-te menos do mal. (Discursos III,31)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como o homem encara o mundo é desenvolvido por meio da educação. Maquiavel recusa todo determinismo natural ou de qualquer outro gênero. Cada um é aquilo que a educação fez dele. Ser "fraco" ou ser "forte", isto é, ser determinado e corajoso ou débil e resignado, não é uma determinação natural, mas cultural; não é uma qualidade inata, mas cultivada. O fragmento não deixa lugar a dúvidas: a educação molda o comportamento dos indivíduos incutindo neles princípios e regras de conduta que determinam o modo como enfrentam o mundo. Dependendo da educação, os homens serão capazes unicamente de seguir o curso da fortuna. Mais ainda: pode levá-los identificar a "boa fortuna" com o talento, tornando-os "insolentes" no sucesso e desprezíveis no fracasso; quer dizer: pode fazer com que os homens imaginem que o êxito momentâneo é prova de sua capacidade e não fruto do acaso. Uma educação "fraca" incute nos homens ideias "vãs". Vãs são para Maquiavel ideias que levam o homem a uma atitude resignada frente ao mundo, que elevam o ideal da contemplação em lugar da ação, que cultivam o ócio em vez da virtù.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse argumento encontra seu fecho em outra passagem na qual Maquiavel compara a diferença de conduta entre antigos e contemporâneos, desta vez para estabelecer a causa da presença de maior amor à liberdade nos primeiros do que nos últimos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando de onde pode provir que naqueles tempos antigos os povos fossem mais amantes da liberdade do que nestes, creio que procede da mesma causa que faz os homens de hoje serem menos fortes (manco forti), o que creio estar na diferença da nossa educazione em relação à antiga, fundada na diferença entre a nossa religião e a antiga. (Discursos II,2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão de os homens de hoje serem manco forti do que os antigos está na diferente educazione de uns e outros. Novamente, a debolezza dos homens provém da forma como são educados. Se os romanos eram povos fortes e corajosos não se deve a alguma qualidade peculiar à sua constituição física. Não existem povos etnicamente superiores em força e energia do que outros. Eles se distinguem entre si unicamente através de qualidades cultivadas pela educação. A virtude pode tornar um povo grande, não o acaso (fortuna). A virtude é ensinada; a fortuna é fortuita. Consequentemente, qualquer povo que tiver o mesmo apreço que os romanos pela virtude cívica pode chegar ao ponto que eles chegaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fragmento acima Maquiavel se refere explicitamente à influência da religião na determinação do comportamento dos homens. A religião dos antigos fornece um "conteúdo" essencial ao processo formativo: o amor à liberdade. A fraqueza dos modernos e a exemplaridade dos antigos têm seu fundamento na diversidade radical de suas religiões e do conteúdo delas. Significa dizer que o mundo moderno tornou-se politicamente impotente por causa da religião cristã assim como o mundo antigo havia fundado sua exemplaridade sobre as qualidades específicas da religião pagã que lhe era própria. A primeira é mestre do ócio; a segunda da virtù.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ideia é explicitada logo na sequência da passagem citada, quando Maquiavel argumenta que a liturgia do paganismo, diferente do aspecto humilde e delicado da cristã, era constituída de sacrifícios sangrentos "[...] e este espetáculo, sendo terrível, modelava os homens à sua imagem." (Discursos II,2 - grifo meu). A educação forma nos indivíduos hábitos que moldam suas condutas. A liturgia cheia de atos de ferocidade cultivava nos homens o espírito de fortaleza, de luta obstinada e de apego a este mundo, atitude bem oposta à fomentada pelo cristianismo, "[...] que glorifica mais os homens contemplativos do que os ativos". Assim, enquanto o sumo bem para o cristianismo está "[...] na humildade, na abjeção e no desprezo das coisas humanas", para os antigos está "[...] na grandeza de espírito, na fortaleza do corpo e em todas as coisas capazes de tornar os homens fortíssimos." (Discursos II,2). A consequência dessa educazione para a debolezza própria ao cristianismo é esta: "se nossa religião pede que tenhas fortaleza, quer dizer que sejas capaz de suportar e não de praticar um ato forte" (Discursos II,2). Esse modo de se comportar, conclui Maquiavel, "[...] parece que tornou o mundo debole e o converteu em presa dos homens criminosos." (Discursos II, 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse ponto que Maquiavel pretende ressaltar: as religiões não são inocentes em relação à sorte dos homens neste mundo. Elas incutem ideias que são assumidas como valores absolutos e, desta maneira, determinam o destino humano. O cristianismo, acusa Maquiavel, esvaziou do seu conteúdo real a ideia de "força" espiritualizando-a. Para o paganismo, "força" significava coragem e destemor para resistir ao inimigo, para lutar em defesa da pátria, para proteger a liberdade da cidade. Para o cristianismo, "força" é uma disposição interior para resistir aos desejos de glória e de grandeza mundana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o cristianismo esvazia o sentido originário dos valores ele condena os homens a serem vítimas de facínoras que não temem usar da força real, a força física, para submetê-los e dominá-los. A educação promovida pelo cristianismo, porque estimula a resignação, piedade e a fuga do mundo, é responsável pelo triunfo da tirania sobre a liberdade, de "[...] fazer com que não existam no mundo tantas repúblicas como antigamente e, por conseguinte, não se veja nos povos tanto amor à liberdade como naquela época." (Discursos II, 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessa sequência de passagens em que Maquiavel se refere à educação como responsável pela debolezza da Itália daquele tempo e insiste na necessidade de espelhar-se nos exemplos dos antigos para recuperar a virtù perdida, apresenta outras em que ressalta a educação como força indutora de comportamentos desejáveis. A educação é uma atividade que desenvolve a virtù levando os homens à conduta adequada em relação às finalidades últimas da existência coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma primeira passagem nesta perspectiva é a que encontramos no começo dos Discursos. Opondo-se aos seus contemporâneos, que criticavam os tumultos que agitavam a república romana antiga, Maquiavel defende:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode chamar de modo algum com razão desordenada uma república onde existem tantos exemplos de virtù, porque os bons exemplos nascem da boa educazione, a boa educazione das boas leis e as boas leis daqueles tumultos que muitos inconsideradamente condenam. (Discursos I,4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquiavel acentua o condicionamento recíproco entre a boa educação e as boas leis. "Boas leis" devem ser entendidas em sentido amplo compreendendo também as instituições estatais. A boa educação corresponde à virtude cívica que, vimos acima, diz respeito a qualidades como a simplicidade de costumes, moderação, coragem, patriotismo, disponibilidade de sacrificar-se pela pátria. Maquiavel ressalta aqui que a lei sem a virtude cívica promovida pela boa educação não produz efeito; a virtude cívica sem boas leis, por sua vez, é privada de finalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão importante quanto o condicionamento recíproco entre educação e lei, é a circularidade entre os quatro elementos presentes no fragmento acima: exemplos, educação, leis e tumultos. O inovador no argumento de Maquiavel é a vinculação do surgimento das leis aos tumultos. Este raciocínio, porém, não autoriza a concluir que haveria um nascimento espontâneo das instituições, que faria da ordem da lei a solução automática da desordem dos dissensos de uma vez para sempre. Pelo contrário, por um lado os tumultos somente são férteis pelo perigo que representam e, portanto, o Estado sempre corre o risco de se arruinar; por outro lado, é sempre possível que as dissensões acabem em lutas partidárias que visam unicamente os interesses de seus chefes, como em Florença (História de Florença VII, 1-2); ou então degenerem em guerra civil, como foi o caso de Roma em decorrência dos desdobramentos das discórdias em torno da Lei Agrária (Discursos I, 37). As dissensões não são, pois, sempre boas. A consequência dessa constatação é a exigência de que as leis tenham já modelado a desordem. Com esta posição Maquiavel consegue resolver o dilema com o qual o confrontavam os críticos dos tumultos romanos. Com efeito, se existe uma pura desordem antes da ordem instaurada pela lei, então esta é apenas contingente e a grandeza de Roma deve ser atribuída unicamente à fortuna. Maquiavel descarta, porém, decididamente este argumento: "Não posso negar que a fortuna e a milícia foram razões do império romano, mas também me parece que quem diz tais coisas não se apercebe de que onde há boa milícia é preciso que haja boa ordem, e raras são as vezes em que deixa de haver também boa fortuna" (Discursos I, 4). Por outro lado, Maquiavel não pode nem negar a desordem sobre a qual a ordem se apoia, nem apelar a uma ordem superior que antecederia à desordem, pois descartou a tese do primeiro legislador virtuoso, como foi Licurgo em Esparta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força do argumento maquiaveliano está na circularidade: os tumultos romanos não devem ser condenados como pura desordem, porque não prejudicam a virtude. Os exemplos romanos provam que a virtude nasce da boa educação, esta das boas leis que, por sua vez, se originam dos tumultos. Em outras palavras, os tumultos não engendrariam boas leis se eles mesmos já não estivessem marcados pela virtude que dispensa estas leis. A desordem permite a ordem na medida em que a ordem já sempre antecede à desordem, mas sem impedi-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, pois, efetivamente um círculo que faz com que a lei, nascendo dos dissensos, seja ao mesmo tempo aquela que deve mantê-los sob vigilância, modelá-los, de sorte que permaneçam férteis; plenos desta forma de virtù que faz com que as inimizades que nascem deles produzam necessidade e não ambição. Enquanto os desejos são "coagidos pela necessidade," as inimizades permanecem sãs e culminam em leis justas. Quando, porém, se "começa a combater por ambição", prevalece o uso de meios privados no interesse de uma só pessoa, família ou facção cujo resultado final é a destruição da república.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma função modeladora dos costumes é atribuída à educação em outra passagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de homens acostumados a viver em uma cidade corrompida, onde a educazione não tenha despertado neles nenhuma virtude (bontà ), é impossível que por alguma circunstância recuem em suas decisões, e para realizar sua vontade e satisfazer a perversidade de seu espírito estariam contentes em ver a ruína da sua pátria. (Discursos III,30)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No capítulo em questão, Maquiavel trata dos prejuízos que o "vício da inveja" pode causar ao bem público. Situa a educação como remédio a esse vício na medida em que é capaz de despertar alcuna bontà na mente dos homens. Quando falta essa bontà , os homens são capazes até mesmo de se alegrar ao ver a ruína de sua pátria. Chama a atenção o fato de Maquiavel conferir à educação e não à lei a força capaz de conter a derrocada do Estado. Parece que a lei só é eficaz em um Estado no qual prevalece a virtude. Quando esta se corrompe, a lei perde a capacidade de constranger a conduta dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Maquiavel, o ideal de perfeição do homem se alcança quando consegue colocar o interesse público acima do privado. Como a natureza passional do homem tende ao contrário, a educação desempenha um papel fundamental no sentido de refrear os impulsos egoístas levando-o a agir pelo bem público, mesmo quando suas ações rendem glória aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última referência à educação presente nos Discursos, Maquiavel enfrenta a questão: como explicar a diferença entre as condutas individuais e dos grupos? Ele remete a resposta à educação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto [a diferença entre as famílias] não pode provir unicamente do sangue, pois este se mistura através dos diferentes casamentos, mas é necessário que resulte da diferente educazione de uma e outra família. O que importa muito é que uma criança desde os primeiros anos comece a ouvir falar bem ou mal de uma coisa, pois necessariamente receberá disso impressões e destas extrairá regras sobre o modo de proceder durante toda a vida. (Discursos III,46)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação age diretamente sobre indivíduos (e não grupos). Para Pinzani (2006, p.96), "[...] obviamente Maquiavel pensa in primis nos indivíduos: é a ambição destes que deve ser contida, é o amor à pátria destes que deve ser atiçado, é o egoísmo destes que deve ser superado, é o interesse pelo bem comum destes que deve ser despertado". Contudo, alerta o intérprete, estes indivíduos não vivem isolados, mas constituem famílias e formam um povo. É como membros de grupos que apresentam características inconfundíveis que se transmitem de uma geração a outra: "parece que entre uma cidade e outra certos modos e instituições diferem, criando homens mais duros ou mais efeminados. Contudo, na mesma cidade, percebe-se que tal diferença está nas famílias, que diferem uma da outra" (Discursos III, 46). Assim, continua Maquiavel, algumas são "duras e obstinadas", outras "benignas e amantes do povo"; outras ainda "ambiciosas e inimigas da plebe".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças entre os grupos humanos (famílias e povos) são determinadas não por fatores genéticos ("de sangue"), mas pelo costume fixado através da educação. A educação forma e modela determinado conjunto de caracteres singulares que se incorporam ao modo de ser dos indivíduos que pertencem a certo agrupamento humano a ponto de se naturalizarem. Paradoxalmente, a mesma força (a educação) que modela algum agrupamento humano a ponto de parecer imutável é também aquela que possibilita romper esta cristalização. Assim, ao mesmo tempo em que tudo parece previsível, pois dá a impressão de uma determinação plena dos comportamentos humanos em virtude dos valores inculcados no indivíduo desde a mais tenra idade, constatamos igualmente que a mesma força que moldou o comportamento é capaz de transformá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta constatação retornamos à questão inicial: tudo está submetido à contínua mudança. Esta é fator de desordem. A ordem brota do esforço de regulação em que a educação desempenha função decisiva. A educação molda comportamentos, fixa a conduta em um caráter que se constitui para o indivíduo em uma espécie de segunda natureza. No entanto, por mais estável que tudo pareça, a própria educação que, por assim dizer, "cristalizou" o comportamento numa direção, pode romper a estrutura fixada e colocá-la em movimento outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na referência à educação em Da arte da guerra Maquiavel acentua igualmente esse aspecto da formação moral do qual a educação está encarregada. Descrevendo, pela boca de Fabrício, as qualidades do soldado, pondera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, deve-se atentar para os costumes e que ele [o soldado] seja honesto e dotado de pudor, caso contrário se escolhe um instrumento de escândalo e um princípio de corrupção. De fato, não é possível esperar que exista alguma virtù de algum modo louvável em um homem que creia numa educazione desonesta e tenha um espírito embrutecido. (Da Arte da Guerra, livro I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento de Maquiavel é de que os cidadãos são a defesa mais segura de um Estado. Por isso, sua crítica severa à utilização das forças mercenárias e auxiliares. A posição de Maquiavel favorável a um exército cidadão certamente não é bem interpretada se a reduzirmos à pura eficácia. Chabod, por exemplo, parece-nos que cai nesse equívoco, pois sustenta que Maquiavel não percebeu que, "[...] precisamente naqueles tempos, o mercenarismo militar supunha uma necessidade absoluta para os monarcas, dedicados a criar trabalhosamente os estados nacionais" (CHABOD, 1994, p.86). A insistência de Maquiavel na formação de um exército próprio decorre de sua concepção política: nenhum Estado alcança a grandeza sem um exército forte constituído a partir de seus cidadãos. A formação de um exército popular pode gerar nos cidadãos um conjunto virtudes essenciais à vida política: patriotismo, sentido de responsabilidade, solidariedade. Enfim, a educação para a vida militar forma no fim das contas o "bom cidadão": renúncia ao interesse próprio em favor do público, espírito de sacrifício, inclusive de morrer se necessário, moderação e cultivo de uma vida simples e sem luxo, sem ócio e costumes corrompidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, a última das onze referências na obra de Maquiavel à educazione que nos falta comentar, presente no Capítulo - Da Ambição, volta o tema da força modeladora. Dessa vez, é conferida à educação uma energia capaz de suprir aquilo em que a natureza é falha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se alguém culpasse a natureza/ porque na Itália, tão aflita e cansada,/ não nascem pessoas tão corajosas e obstinadas,/ digo que isto não desculpa e livra/ a nossa covardia, porque a educazione pode suprir/ onde a natureza falha. (I Capitoli - Dell'Ambizione, vs 109-114)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre todos os fragmentos analisados, este parece o mais expressivo em relação à capacidade modeladora da educação, inclusive em relação à natureza. Maquiavel sugere que ela tem a possibilidade de "preencher" as lacunas deixadas em aberto pela natureza. Esta última deixa de ser uma força inexorável para se transformar em matéria moldável pela educação. A natureza pode ser recriada, ao ser moldada pela educação, de acordo com as finalidades colocadas pela coletividade. Nada está definitivamente dado, sequer o que parece ser assim: a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta posição, o pensador florentino dirige uma crítica severa aos seus conterrâneos, que pretendem desculpar-se pela divisão e desordem reinantes apelando a fatores que parecem incontroláveis como a natureza. O raciocínio dos conterrâneos de Maquiavel parece ser este: se a Itália está nesta situação caótica é porque foi preterida por alguma força sobrenatural em relação às demais nações fazendo com que não surjam homens "corajosos e obstinados"; a natureza foi ingrata com eles. Maquiavel, opondo-se a esta visão fatalista das coisas, faz recair toda responsabilidade sobre os próprios italianos. Nada "desculpa e livra nossa covardia": a divisão e desordem reinantes são fruto de decisões políticas equivocadas e não de uma natureza ingrata. "Coragem e obstinação" não são presentes dos céus. São frutos de uma educação para a cidadania que cultiva nos homens as virtudes imprescindíveis para a vida política. Estas qualidades não são boas em si ou porque podem ser instrumentos para o aperfeiçoamento moral dos indivíduos, mas porque fazem com que os homens sejam capazes de assumir a vida política como tarefa sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que as virtudes cívicas cultivadas pela educação fazem de alguém um bom cidadão e não um homem bom. Um "bom cidadão", para Maquiavel, é alguém com hábitos de vida simples, coragem, patriotismo, disposição ao sacrifício pelo bem comum, etc. Um "homem bom", por sua vez, é aquele que possui um conjunto de qualidades morais em grau de excelência, tais como honestidade, senso de justiça, retidão de caráter, piedade, etc. Não há relação necessária entre as duas "bondades": é possível ser honesto, íntegro, justo, fiel e, no entanto, ser incapaz de sacrificar-se pelo bem público, de assumir os encargos públicos como tarefa sua. Se Maquiavel se interessa pelo "bom cidadão" e não pelo "homem bom" não é porque considera irrelevante o último, e sim porque, como pensador político e não teórico da moral, se preocupa com as condições de possibilidade para o estabelecimento de uma república estável e duradoura. As virtudes morais não têm valor em si, mas são relevantes na medida em que contribuem ou prejudicam a formação do bom cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaminhando nossa reflexão para a conclusão, podemos dizer que Maquiavel não refletiu sobre a educação na perspectiva de um "pedagogo" que oferece uma nova "teoria da educação" aos seus leitores. Escreveu numa perspectiva renascentista, que afirma o homem ativo e não o contemplativo como era a perspectiva dominante na tradição medieval-cristã. A partir de suas reflexões emerge um posicionamento que, mesmo não constituindo uma "pedagogia", oferece um conhecimento e observação dos costumes da vida social que revela uma clara ideia da educação como método próprio para assegurar a formação e o desenvolvimento físico, intelectual e moral imprescindíveis para assumir a vida política como tarefa de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, entende a educação como aquilo de que é permeada a matéria social. A educação é o condicionamento psicológico e moral que determina a vida humana individual e coletiva. É o conjunto de pressupostos teóricos, de juízos e convicções de toda ordem que regulam a vida dos cidadãos. Ela "forma" o cidadão ao inculcar nele a virtù cívica: o amor à pátria, a dedicação ao bem público, a subordinação do bem privado ao bem público. Está explícita aqui uma moralidade: Maquiavel condena como vício o ócio, a inveja, a ingratidão, o egoísmo e tudo aquilo que impede o homem de engajar-se na defesa da liberdade como bem coletivo. Importante frisar que estas qualidades são importantes porque contribuem para a estabilidade e permanência da república e não porque são atributos bons por expressarem a perfeição moral de um indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segundo aspecto refere-se ao caráter intrinsecamente mutável de todas as coisas e a tarefa da educação na modelação do comportamento humano. A ação política, por estar inscrita no tempo, precisa "inventar" seu que fazer no instante mesmo em que se efetiva. Não existe teleologia inscrita na história. Como proceder para que este agir não seja destituído de rumo? Como é possível conhecer o "curso das coisas"? Como acertar nas decisões políticas? A condição na qual o homem de ação se encontra, no campo político, requer dele a faculdade não somente de "saber", mas de "saber prever" e, a partir destes dois "saberes", a capacidade de "saber-fazer", isto é, de estabelecer estratégias de ação voltadas ao êxito. A educação vem em socorro dessa necessidade. A história ensina que o comportamento humano é determinado por condutas que se repetem ao longo dos tempos, produzidas pelo condicionamento promovido pela educação. A educação molda o comportamento ao estimular os indivíduos a praticar valores e princípios. O estudo da história torna-se vital para conhecer esses modos de vida que se repetem, pois possibilita a previsão e a antecipação. É a razão pela qual Maquiavel insiste na necessidade da imitação dos antigos, pois neles estão modelos de conduta que se reproduzem na história e que, uma vez conhecidos, prestam-se para formular modos de ação voltados ao êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Maquiavel estabelece uma relação muito estreita entre a moralidade cívica e a vida política saudável: sem bons costumes não existem Estados solidamente instituídos. Por esta razão, quando os costumes se corrompem segue inevitavelmente a decadência política. Desta maneira, a moralidade dos cidadãos, compreendida como o cultivo das virtudes cívicas, não é um fator entre outros para a continuidade dos Estados, mas é o fator por excelência. É mais importante do que as próprias leis, pois onde falta a virtude cívica, as leis se mostram impotentes para restaurar a vida política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;Unesp, campus de Marília, Departamento de Filosofia da FFC&lt;br /&gt;Revista Trans/Form/Ação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7622208900580583935?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7622208900580583935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7622208900580583935&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7622208900580583935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7622208900580583935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/12/maquiavel-e-educacao-formacao-do-bom.html' title='Maquiavel e a educação: a formação do bom cidadão'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7835504837258064525</id><published>2010-12-12T10:51:00.001-02:00</published><updated>2010-12-12T10:51:00.452-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tito Lívio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Livro : Comentários À “primeira Década” de Tito Lívio - Maquiavel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TQE1ZNEsIyI/AAAAAAAAA0w/fpGd0X4QTMA/s1600/1936699_4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TQE1ZNEsIyI/AAAAAAAAA0w/fpGd0X4QTMA/s320/1936699_4.jpg" width="214" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo&lt;/strong&gt;: Em Comentários Sobre a Primeira Década de Tito Lívio, Maquiavel brinda o leitor com a história de Roma, discorrendo sobre a sua política, suas divergências e seus conflitos. A obra escrita entre 1513 e 1517, cujo titulo original é Discorsi, é uma digressão sobre os dez primeiros livros do historiador romano Tito Lívio e escrita por Maquiavel quatro anos após haver concluído “O Príncipe”, o que justifica suas perceptíveis semelhanças com o primeiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, o que o distingue de “O Príncipe” é a análise detalhada da república, em que o autor claramente se coloca em favor desta, a apontar suas principais características observadas no decorrer da história e modos de melhorá-la, ou de ao menos mantê-la. Maquiavel não se preocupa em fundamentar afirmativas ou documentar referências. Em vez disso, identifica no passado acontecimentos ou seqüências de eventos que ilustrem e confirmem suas convicções acerca do presente, em especial a política a ser seguida pelas cidades italianas. Na verdade, discorrer sobre os livros de Tito Lívio é mostrar Roma em todos seus aspectos. "Os que estudarem o que foi o inicio de Roma, seus legisladores e a ordem pública que instituíram não se espantarão de saber que tantas virtudes tenham sido ali cultivadas durante séculos, e que aquela cidade se tenha tornado centro de imenso império". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na seqüência do livro, Maquiavel nos aponta todos os acontecimentos que levaram à criação dos tributos romanos, do Senado, da República, enfim, do Estado Romano. Assim, pode-se considerar Maquiavel como sendo, indubitavelmente, um pensador indutivo -utiliza-se de inúmeros exemplos históricos com o fim de sustentar suas afirmações. No entanto, seu propósito não é sempre impecavelmente atingido, mesmo porque a realidade não segue regras e é, portanto, muito mais complexa do que se pode teorizar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A obra é começada com a citação da origem das cidades, que podem estabelecer-se devido a um grupo de cidadãos juntar-se a visar maior segurança; a estrangeiros que querem assegurar o território conquistado, a estabelecer, ali, colônias; ou mesmo a fim de exaltar-se a glória do Príncipe. As repúblicas nascem com o surgimento das cidades e, assim, constituem três espécies: monarquia, aristocracia e despotismo, que podem evoluir para o despotismo, oligarquia e anarquia, respectivamente. Neste ponto, a sociedade é vista por Maquiavel de forma pessimista: ascendência e decadência, a formar um ciclo vicioso. Para Maquiavel todos os princípios corrompem-se e degeneram-se, corrigidos somente via acidente externo (fortuna) ou por sabedoria intrínseca (virtu). Conclui-se que a sua melhor forma seria o equilíbrio, a “justa medida”, segundo Aristóteles, mantido através das próprias discordâncias entre o povo e o Senado, já que estes, em conjunto, representam e lutam pelos interesses gerais do Estado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Estado é definido como o poder central soberano; é o monopólio do uso legítimo da força, como diria Weber. As leis são estabelecidas nas práticas virtuosas da sociedade e com o cuidado de não repetir o que não teve de êxito. Por isso, não há nada pior do que a desrespeitar. Se isso ocorrer, tornar-se clara a falha do exercício do poder de quem a corrompe. Tratando-se do Estado, tudo é válido, desde a violação de leis e costumes e tudo mais que for necessário para atingirem-se as conseqüências visadas: os fins justificam os meios. Nessa visão de poder do Estado, é clara a importância da religião como instrumento político do Estado, de modo a justificar interesses e, também, como conforto à população em busca de ideais e disposta a dar sua vida por estes. O êxito de uma república, consoante o autor, pode ser estrategicamente obtido através da sucessão dos governantes. Se se intercalar os virtuosos com os fracos, o Estado poderá manter-se. Mas, se, diferentemente, dois ruins sucederem-se, ou apenas um, mas que seja duradouro, a ruína do Estado será inevitável, já que, desse modo, o segundo governo não poderá utilizar-se dos bons frutos do governo anterior. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Destarte, cita a importância das repúblicas, já que nela os próprios cidadãos escolhem seus governantes, de modo a aumentar a chance de se ter, consecutivamente, bons governos. Com relação à política de defesa onde há pessoas e não um exército, é notada um clara incompetência por parte do soberano, pois é de sua exclusiva competência formar um exército próprio para a defesa da nação. É, também, de extrema importância saber-se a hora própria para instituir-se a ditadura, que, em ocasiões excepcionais, é necessária a fim de tomarem-se decisões rápidas, a dispensar, assim, consultar as tradicionais instituições do Estado. Contudo, ela deve-se instituir por período limitado, de modo a não se corromper e deve existir até quando o motivo o qual a fez precisar-se for eliminado. Após uma análise teórica e comparativa -em termos históricos- é colocada ainda a importância da fortuna, a qual tem contingência própria e o poder de mudar os fatos. Assim, o autor define o papel do homem na história: desafiá-la. Com base na teoria do equilíbrio, conclui-se, então, que o ideal é que se estabeleça um meio termo entre as formas de governo a serem adotadas, observando-se que a combinação das já existentes pode mostrar-se muito mais eficiente. A administração de um Estado deve adaptar-se às necessidades da população, e não as pessoas às leis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7835504837258064525?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7835504837258064525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7835504837258064525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7835504837258064525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7835504837258064525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/12/livro-comentarios-primeira-decada-de.html' title='Livro : Comentários À “primeira Década” de Tito Lívio - Maquiavel'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TQE1ZNEsIyI/AAAAAAAAA0w/fpGd0X4QTMA/s72-c/1936699_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-5425612358020853213</id><published>2010-12-11T10:26:00.003-02:00</published><updated>2011-01-03T22:20:15.164-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos cientificos'/><title type='text'>As armas como instrumento de ação política em Maquiavel: uma análise de 'O Príncipe'</title><content type='html'>&lt;div class="DocumentoTituloTexto2" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dissertação de Mestrado&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2"&gt;&lt;strong&gt;Por- &lt;/strong&gt;Marco Antonio Facione Berbel&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo em português&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: justify;"&gt;Maquiavel procura esclarecer quais são os mecanismos que colocam em movimento as engrenagens do agir político. Nesta perspectiva, sua investigação aponta para os elementos que tornam possível promover uma ação política eficaz, sobretudo, as boas armas e as boas leis. No entanto, em O príncipe, percebe-se nitidamente que as boas armas têm mais relevância que as boas leis, uma vez que as boas armas são colocadas pelo autor como condição primordial da existência de um principado. Dessa forma, o esclarecimento das questões que envolvem as boas armas ocupa um lugar privilegiado, visto que Maquiavel identifica nelas um instrumento indispensável para a conquista, fundação, manutenção do poder do príncipe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: justify;"&gt;Texto Completo &lt;a href="http://www.blogger.com/teses/disponiveis/8/8133/tde-04022010-173159/publico/MARCO_ANTONIO_FACIONE_BERBEL.pdf"&gt;MARCO_ANTONIO_FACIONE_BERBEL.pdf&lt;/a&gt; (340.25 Kbytes)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-04022010-173159/pt-br.php"&gt;TeseUsp&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-5425612358020853213?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/5425612358020853213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=5425612358020853213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/5425612358020853213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/5425612358020853213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/12/as-armas-como-instrumento-de-acao.html' title='As armas como instrumento de ação política em Maquiavel: uma análise de &apos;O Príncipe&apos;'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8133458691857123337</id><published>2010-12-10T10:17:00.002-02:00</published><updated>2010-12-10T10:17:00.170-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos cientificos'/><title type='text'>Nicolau Maquiavel: um estudo sobre a Teoria dos Humores</title><content type='html'>&lt;div class="DocumentoTituloTexto2"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Dissertação de Mestrado&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Marcia Gomes Fernandes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo em português&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTituloTexto2"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nicolau Maquiavel foi um grande observador das ações políticas dos homens de seu tempo. Tanto quanto Secretário da República Florentina e, posteriormente em seu exílio, como um analista atento ao que ocorria na Europa pôde formular teses sobre o agir político e o comportamento do corpo social das comunidades políticas. De seus estudos emergiram ideias que possibilitaram o desdobramento do pensamento político precedente, mas o pensamento de Maquiavel promoveu inovações que marcariam a passagem do pensamento medieval para o moderno. Exemplo disso é a Teoria dos humores objeto deste estudo que defende a ocorrência de tumultos como um mal necessário para a conquista da liberdade. O instrumento necessário para que isso ocorra é a existência de boas leis, que regulem os conflitos sociais para que esses não desviem dos interesses coletivos. É na obra Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio, especialmente no Livro I, que Nicolau Maquiavel analisou a temática dos Humores; sendo assim nosso estudo se deterá com mais atenção a essa obra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Texto Completo &lt;a href="http://www.blogger.com/teses/disponiveis/8/8138/tde-27092010-150443/publico/2010_MarciaGomesFernandes.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;2010_MarciaGomesFernandes.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt; (378.58 Kbytes)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-27092010-150443/pt-br.php"&gt;TeseUSP&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DocumentoTextoResumo" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8133458691857123337?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8133458691857123337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8133458691857123337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8133458691857123337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8133458691857123337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/12/nicolau-maquiavel-um-estudo-sobre.html' title='Nicolau Maquiavel: um estudo sobre a Teoria dos Humores'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-235188972211338298</id><published>2010-12-09T10:58:00.001-02:00</published><updated>2010-12-09T10:58:00.389-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos cientificos'/><title type='text'>Poder e liderança: as contribuições de Maquiavel, Gramsci, Hayek e Foucault</title><content type='html'>&lt;div&gt;Por &lt;em&gt;- Maria Cristina Sanches Amorim, Regina Helena Martins Perez&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4&gt;Resumo&lt;/h4&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Liderança é um campo amplo no universo do comportamento organizacional. Os conceitos são problemáticos, no sentido da delimitação do objeto de estudo, ainda controversa. A maior parte da literatura origina-se na psicologia social, enquanto que a teoria política é pouco explorada na construção dos conceitos. Contribuições dos autores oriundos da psicologia social, quando “traduzidas” para o grande público disseminaram o surgimento de estereótipos e fórmulas, marcados pelo viés do chamado politicamente correto e pela despolitização do tema. Objetivo: mostrar que a ciência política pode ampliar o debate, propondo o estudo das relações entre poder e liderança nas organizações. Metodologia: revisão bibliográfica multidisciplinar, compatível com o ensaio teórico. Conclusões: a ciência política permite definir liderança como exercício de poder nas organizações, contornando o problema conceitual do tema; poder não tem conotação negativa ou positiva, tais juízos respeitam as formas e objetivos do poder; exercer o poder é uma contingência da liderança.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Texto Completo&lt;/strong&gt;: &lt;a class="file" href="http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/adm/article/view/14128/12968" target="_parent"&gt;&lt;span style="color: #337755; font-size: xx-small;"&gt;PDF/A&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/adm/article/view/14128"&gt;Revista de Ciências da Administração&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-235188972211338298?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/235188972211338298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=235188972211338298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/235188972211338298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/235188972211338298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/12/poder-e-lideranca-as-contribuicoes-de.html' title='Poder e liderança: as contribuições de Maquiavel, Gramsci, Hayek e Foucault'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7287290829108354291</id><published>2010-12-07T10:53:00.001-02:00</published><updated>2010-12-07T10:56:04.094-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos cientificos'/><title type='text'>Balzac e Maquiavel: Curso de História e Moral para Uso dos Ambiciosos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TP4t5dT1_QI/AAAAAAAAA0s/WP-GARlUn7c/s1600/ies.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TP4t5dT1_QI/AAAAAAAAA0s/WP-GARlUn7c/s400/ies.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;em&gt;"O sucesso é a razão suprema de todas as ações, quaisquer que sejam elas. O fato não é pois mais nada por si mesmo, consiste inteiramente na idéia que os outros formam a seu respeito".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt;(Honoré de Balzac) &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;A ambição, define o Aurélio, é o desejo veemente de alcançar aquilo que valoriza os bens materiais ou o amor-próprio (poder, glória, riqueza, posição social, etc.); exprime um desejo ardente de alcançar um objetivo de ordem superior. Na tradição judaica-cristã, a sofreguidão em possuir bens materiais ou mesmo o intenso desejo carnal pela mulher se inscreve entre os maiores pecados que o ser humano pode cometer: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0px 0cm 8px 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial Unicode MS;"&gt;&lt;em&gt;“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não desejarás sua mulher, seu servo, nem sua serva, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo”.(Ex. 20,17) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0px 0cm 8px 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério”.(Mt., 5, 28) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vivemos numa sociedade onde prevalece desejo ardoroso de consumir bens materiais e simbólicos. A todo momento somos estimulados a querer algo, possuí-lo. Os padrões sociais são balizados pela ostentação, pela indumentária, por aquilo que temos. Vivemos numa sociedade do TER, na qual o SER encontra-se asfixiado. A sociedade não perdoa a ingenuidade dos que não fazem um bom curso de ambição. Os vencedores são os que tiram as maiores notas. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;O consumismo e a erotização são faces da mesma moeda. As mercadorias substituem as relações entre as pessoas: não só estas são tratadas como mercadorias – que podem, portanto, serem compradas, vendidas trocadas etc., conforme o poder econômico – como, as próprias mercadorias assumem características humanas. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Que me perdoem os cristãos antigos e novos, mas numa sociedade que excita diuturnamente seus membros a consumirem e verter erotismo, é impossível não transgredir a lei sagrada. Do jeito que vai, o anjo rebelde reivindicará uma reforma da lei ou o seu reino ficará diminuto para tantas almas cujos corpos desejam outros corpos e vêem em máquinas e outros objetos a personificação dos corpos cobiçados. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Mas, deixemos tema tão escabroso de lado e voltemos à ambição. Honoré de Balzac, em Ilusões perdidas (1978), desenvolve uma crítica corrosiva do autor de O Príncipe. Os personagens balzaquianos, o ambicioso Luciano e o maquiavélico cônego, travam um diálogo muito instrutivo. Começa o padre ensinando-nos que há sempre duas histórias: a oficial e a que se ensina ad usum Delfhini, ou seja, a mentirosa; a historia expurgada dos textos que possam confundir a mente, portanto, impróprias para o uso do filho do rei, o Delfim. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;A história ensinada nas escolas, ontem como hoje, é, em geral, uma coleção de datas e fatos, que nada esclarece sobre as verdadeiras e vergonhosas causas dos acontecimentos. De que nos serve saber que Joana d’Arc existiu?, pergunta o cônego. De que nos serve conhecer os resultados das ações dos grandes homens e mulheres se não conhecermos os meios que utilizaram? Vejamos, a título de ilustração, um trecho deste elucidativo diálogo: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0px 0cm 8px 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial Unicode MS;"&gt;&lt;em&gt;– Não estudou os meios pelos quais os Médicis, de simples negociantes, chegaram a grão-duques de Toscana? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0px 0cm 8px 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial Unicode MS;"&gt;&lt;em&gt;– Um poeta, na França, não tem obrigação de ser um beneditino – disse Luciano. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-bottom: 8px; margin-left: 35.45pt; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;– Pois bem, meu jovem, eles se tornaram grão-duques como Richelieu se tornou ministro. Se tivesse procurado na história as causas humanas dos acontecimentos, em vez de aprender-lhes de cor as etiquetas, o senhor obteria preceitos para a sua conduta. De que acabo de tomar ao acaso na coleção de fatos verdadeiros, resulta a seguinte lei: Não veja nos homens, e principalmente nas mulheres, senão instrumentos; mas não deixem que eles o percebam. Adore como ao próprio Deus aquele que, colocado acima do senhor, lhe pode ser útil, e não o abandone até que ele lhe tenha pago bem caro a sua servidão. No comércio do mundo, seja em suma, duro como o judeu e vil como ele: faça pelo poder o que faz ele pelo dinheiro. Mas também, preocupe-se tanto com o homem que caiu como se ele jamais tivesse existido. Sabe por que deve proceder assim?... O senhor quer dominar o mundo, não é? Pois é preciso começar por obedecer ao mundo e estudá-lo bem. Os sábios estudam os livros, os políticos estudam os homens, seus interesses, as causas geradoras dos seus interesses, as causas geradoras de suas ações. Ora, o mundo, a sociedade, os homens tomados em seu conjunto são fatalistas: eles adoram o acontecimento. Não sabe por que lhe faço esse pequeno curso de história? É que o julgo de uma ambição desmedida... &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0px 0cm 8px 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Arial Unicode MS;"&gt;– Sim, meu padre!&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Neste diálogo, o cônego balzaquiano assume-se como discípulo de Maquiavel. Neste caso, o nome do florentino adjetiva a atitude dos que pautam sua vida pela cobiça, sem preocupação com qualquer fogo sobrenatural. Luciano, o ambicioso fracassado, é criticado por ter sido humano demais, isto é, por ter deixado que seus sentimentos atrapalhassem sua ascensão, por ter sucumbido ao moralismo. Seu pecado não foi ambicionar, mas não fazê-lo com a devida intensidade. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Em Ilusões perdidas, maquiavelismo tem significação pejorativa. Como nos ensina o Aurélio, esta palavra também expressa uma atitude política desprovida de boa-fé, um procedimento astucioso, velhaco, traiçoeiro, dissimulador. Numa palavra: maquiavélico. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Balzac reafirma o mito do judeu rico e o que poderíamos denominar tipo ideal weberiano do avarento, tão bem representado pelo Pai Grandet noutra de suas obras magistrais: Eugénie de Grandet. Recordemos este autor clássico escreve no século XIX, quando o espírito burguês encanta a sociedade mercantilizando as relações humanas. Mas é diferente na atualidade? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;A Moral &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Não há moral. O que determina o bem e o mal é o resultado. Seja vitorioso, torne-se poderoso, rico etc.e todos os seus atos desonrosos serão esquecidos. O importante não é a prática ou o que você é, mais a imagem que fazem da sua pessoa. "Esconda o avesso da sua vida", afirma o padre, personagem balzaquiano, ao ambicioso Luciano. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mesmo que você não se suporte diante do espelho – material e/ou da sua consciência - mostre-se belo para o exterior. Discrição: eis a palavra chave; ou como diremos nos meios políticos, a palavra-de-ordem do ambicioso. Adote-a como sua, ensina-nos o sacerdote. E, para que não fiquem dúvidas, vejamos seu argumento:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-bottom: 8px; margin-left: 35.45pt; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Os grandes cometem tantas covardias como os miseráveis; mas cometem-nas na sombra e fazem ostentação das suas virtudes: permanecem grandes. Os pobres exercem suas virtudes na sombra e expõem suas misérias ao sol: são desprezados”. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Seja verdadeiro e sincero, mostre-se como você é e será ridicularizado e desprezado. Aparente ser o que você não é; atue na escuridão e não deixe que a luz seja suficiente para tornar a obscuridade do seu ser inteligível ao outro e você será respeitado, elogiado e bajulado. Tudo reside na fórmula: dissimule. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Balzac revela os desígnios ocultos em relação ao mito da moral e da virtuosidade da justiça. O que é moralmente condenável e justo? Acaso o ladrão é mais culpado do que o indivíduo que, por irresponsabilidade política e administrativa, atira na miséria dezenas e centenas de famílias? Será o governante cuja política econômica aprofunda a exclusão social e favorece os que vivem na sombra menos culpado que o ladrão que rouba um indivíduo ou uma família? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;"Os juízes, condenando o ladrão, mantém a barreira entre pobres e ricos", afirma Balzac. Na verdade, os grandes roubos - como os escândalos que pipocam por este país - tendem a ser acobertados porque expressam apenas deslocamentos de fortunas. Há a privatização do dinheiro público – aliás, esta não é a palavra da moda? A estratégia é abafar um escândalo com um novo escândalo. Agora, por exemplo, o foco desloca-se do executivo para o legislativo.Transferem-se fortunas de forma lícita – dentro das normas legais - ou por maneiras ilícitas. O efeito é o mesmo: deslocamento de fortunas. As fraudes, os grandes roubos etc., não colocam a sociedade em risco. Envolve gente graúda, tubarões. Os bagrinhos têm que garantir a sobrevivência, não têm tempo e condições para se preocupar com a dilapidação do bem público. Acompanham estarrecidos. Comentam entre os seus e ironizam: por que fulano depositou dinheiro na conta de tanta gente e esqueceu de mim?! Uma minoria se organiza e tenta influir sobre a maioria para colocá-la em movimento contra este estado de coisas. Mas, não é fácil. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;O modelo que prevalece é o dos que tem sucesso e... propriedades. Enriquecer! Este é o grito de guerra de todas as torcidas. Feito isso, pode-se permitir o "luxo da honra”.Só quem ousa pode atingir o topo. E ousar é saber usar os meios certos nos momentos adequados. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Maquiavel diria que o príncipe deve saber usar os vícios e as virtudes, a bondade e a maldade, a paz e a violência: é preciso ser ter a força do leão e a astúcia da raposa: saber agir como homem e como animal. O padre balzaquiano, que é maquiavélico, diz que devemos agir como o jogador: saber dissimular e esconder o jogo. O jogador que é franco é um péssimo jogador: só perderá. O exímio jogador "não somente oculta o seu jogo, mais ainda trata de dar a entender, quando está certo de ganhar, que vai perder”.O segredo é a lei suprema: é imprescindível ocultar os meios. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Os fins justificam os meios! Quanto maquiavelismo nesta frase pronunciada há séculos sem qualquer referência com o contexto histórico em que foi escrita - e, na maioria dos casos, descontextualizada em relação à totalidade da obra. Não deve nos surpreender o fato de maquiavelismo e maquiavélico terem adquirido o status de adjetivo e substantivo. O Aurélio define-os como a "política desprovida de boa-fé, procedimento astucioso, velhaco, traiçoeiro; velhacaria, perfídia". &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Pode realmente haver boa-fé na política? A exemplo do ambicioso balzaquiano, o objetivo do político não é o sucesso? Também ele não é avaliado pelos resultados? O político deve observar a moral ou agir como o jogador? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Uma rápida leitura de O Príncipe, modelo para os ambiciosos de todo parece comprovar a analogia. Mas, de qual ambição nos fala Maquiavel: do indivíduo que almeja a riqueza ou mesmo o poder para o deleite pessoal ou aquela ambição que move os homens mais ilustres na história humana, indivíduos que almejam construir algo que transcenda a finitude da vida? No contexto do renascimento italiano, esse ente duradouro que sobrevive ao seu criador e é legado às gerações futuras, é o Estado. O objetivo de Maquiavel é o estabelecimento de um poder capaz de garantir a ordem social. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;A política e a moral pertencem a domínios diferentes da práxis humana. O sujeito da política é a coletividade, a Pólis. Na esfera da ação política o que importa é a certeza, os efeitos e a fecundidade dos resultados. O criador de cidades terrenas, condutor de homens e do Estado, é julgado pelo sucesso ou fracasso e não por considerações morais cristãs. Seu lema é: fazer o que é necessário, a fim de aconteça o que se objetiva. Sua ética é a da responsabilidade - como definiria Max Weber. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;O sujeito da moral é o indivíduo. Sua ética é a do dever pela convicção. A moral individual adota como preceito fazer o que deve ser feito, independente do que possa acontecer. Pouco lhe importa as conseqüências dos seus atos, os resultados: o essencial é a certeza do dever cumprido. O que vale é a pureza das intenções, o que pressupõe a coerência entre a intenção e a ação. Ages com justiça e deixa o resto nas mãos de Deus. Na esfera individual a moral cristã apresenta-se como própria do homem de fé, do sábio profeta, cujos olhos estão postos na cidade celeste. Porém, os homens não são anjos celestiais e a política, enquanto esfera de ação coletiva, é o reino terreno de interesses genuínos e espúrios. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Pode o condutor de homens e construtor do Estado pautar suas ações pela ética da convicção? Os antigos falavam em bem comum, bom governo, justiça, etc. Outros, como Thomas More, em Utopia, imaginaram sociedades onde o homem finalmente alcançaria a felicidade. Expressam uma concepção política prescritiva destituída de vínculos com a realidade nua e fria. Há muito que os reis e governantes deixaram de ser avaliados por suas virtudes e/ou vícios, mas por sua eficácia – Ricardo II, de Shakespeare, é uma bela ilustração desta forma de julgar o governante. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;A política pauta-se por interesses conflituosos e antagônicos concretos e pela ação de homens de carne e osso. Sua moralidade não é a do dever pelo dever. Aquilo que é visto como imoralidade é, na verdade, uma inversão do moralismo sacrossanto: o que move a política é busca de resultados concretos e não imaginários (embora a imaginação também cumpra um papel importante, principalmente quando codificada em Ideologia). &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Balzac e outros anti-maquiavélicos invertem Maquiavel: traz para a arena do privado o que foi pensado tendo como referência uma entidade superior aos indivíduos - e mesmo ao governante. A perspectiva de Maquiavel é histórica pois é balizada pela necessidade da constituição do Estado que, nas condições do seu tempo, significava a unificação da Itália. Ora, esta é uma tarefa gigantesca, acima das forças de homens normais e de quaisquer considerações de cunho moralista. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;O príncipe capaz de dar cabo desta tarefa pode tudo? Ele pode usar do bem e do mal, dos vícios e das virtudes e da violência conforme considerar necessário. Contudo, há limites: não abusar dos direitos dos súditos, garantir a segurança e a estabilidade, não ser odiado pelo povo - embora seja prudente ser temido. Se o príncipe colocar suas ambições pessoais acima do Estado, poderá ficar em maus lençóis. A ambição do príncipe não é a que se reduz à mesquinhez do indivíduo privado: ele é o criador e provedor de instituições. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Se há um bem para Maquiavel, este diz respeito ao estabelecimento da ordem temporal. Maquiavel foi um ambicioso à maneira do que hoje chamamos de cidadão - construtor e mantenedor do Estado. Sua ambição maior era servir à república de Florença e contribuir para a unificação da Itália - não por acaso será reabilitado pelos italianos no século XIX. Também não é um acaso que ele tenha morrido pobre e desprezado pelos políticos da sua época. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Maquiavel era bastante pessimista quanto à natureza humana: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="margin-bottom: 8px; margin-left: 35.45pt; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Quem quiser praticar sempre a bondade em tudo o que faz está condenado a&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;penar, entre tantos que não são bons. É necessário. Portanto, que o príncipe que deseja manter-se aprenda a agir sem bondade, faculdade que usará ou não, e cada caso, conforme necessário”.(O Príncipe, cap. XV) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 8px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;Se somos ambiciosos por natureza - o homem lobo do homem, como diria Hobbes -, é preciso um poder que garanta a ordem social. Este poder é o Estado: principado ou república em Maquiavel; Leviatã em Hobbes. Num e noutro caso, a estabilidade da ordem social é mantida. Hoje, essa ordem é a dos privilégios, a que protege os campeões em ambição, a que faculta as condições para os deslocamentos das fortunas. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;De qualquer forma, não culpemos Maquiavel pelos ambiciosos do nosso tempo. Pois, se como escreveu Balzac no século XIX, "a nossa sociedade não mais adora o verdadeiro Deus, mas o bezerro de ouro", ou seja, se a "política só leva em conta a propriedade", a culpa não é do florentino.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_130920516"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Espaçoacademico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7287290829108354291?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7287290829108354291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7287290829108354291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7287290829108354291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7287290829108354291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/12/balzac-e-maquiavel-curso-de-historia-e.html' title='Balzac e Maquiavel: Curso de História e Moral para Uso dos Ambiciosos'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TP4t5dT1_QI/AAAAAAAAA0s/WP-GARlUn7c/s72-c/ies.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8736724983548340764</id><published>2010-12-02T10:19:00.001-02:00</published><updated>2010-12-02T10:19:00.298-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Os Ossos de Deus - Leonardo Gori</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TPVcz0J-N5I/AAAAAAAAA0o/YNxedKSMCcI/s1600/imagem.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TPVcz0J-N5I/AAAAAAAAA0o/YNxedKSMCcI/s320/imagem.jpg" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual a ligação entre Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, o autor do clássico O Príncipe? Que segredos esses gênios do Renascimento italiano poderiam esconder? Nas páginas deste Os ossos de Deus, os célebres protagonistas ganham vida e se envolvem, durante uma escavação, com a descoberta de cadáveres de quatro mouros e um gorila. Por trás do inusitado, muitas revelações sobre os caminhos da humanidade. O cuidado com a reconstituição histórica do renomado escritor Leonardo Gori faz o leitor caminhar pela região da Toscana lado a lado com Da Vinci e Maquiavel. Os ossos de Deus é um thriller como há muito não se via. Ao mesmo tempo inquietante, rico em informações verídicas e extremamente divertido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Páginas: 288 páginas&lt;br /&gt;ISBN: 9788576655480&lt;br /&gt;Formato: 23 x 16 cm.&lt;br /&gt;Encadernação: Tapa rústica&lt;br /&gt;Selo: Planeta&lt;br /&gt;Nº de Edição: 1&lt;br /&gt;Publicação: Setembro 2010&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Dica&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://antenacrista.blogspot.com/"&gt;Rodney Eloy&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.bondfaro.com.br/precos--livros--os-ossos-de-deus-leonardo-gori-8576655489.html"&gt;bondfaro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8736724983548340764?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8736724983548340764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8736724983548340764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8736724983548340764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8736724983548340764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/12/os-ossos-de-deus-leonardo-gori.html' title='Os Ossos de Deus - Leonardo Gori'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TPVcz0J-N5I/AAAAAAAAA0o/YNxedKSMCcI/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-5178375393612504442</id><published>2010-11-28T10:06:00.001-02:00</published><updated>2010-11-28T10:06:00.394-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curiosidades'/><title type='text'>Coleção de livro - Conselho aos governantes</title><content type='html'>&lt;table class="itemDisplayTable"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Título:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;Conselhos aos governantes&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Publicador:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;Brasília : Senado Federal, Secretaria Especial de Editoração e Publicação&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Data de publicação:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;1998 &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Paginação:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;831 p. : il.--&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Série:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;(Coleção clássicos da política)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Conteúdo:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;Nicoclés / Isócrates -- Aos amigos e parentes de Dião / Platão -- Arthashastra / Kautilya -- O príncipe / Nicolau Maquiavel -- A educação de um príncipe cristão / Erasmo de Roterdã -- Conselhos de D. Quixote a Sancho Pança / Miguel de Cervantes -- Breviário dos políticos / Cardeal Mazarino -- Testamento político / Maurício de Nassau -- Suma política / Sebastião Cesar de Meneses -- Testamento político / D. Luís da Cunha -- Carta do sobrinho, governador do Maranhão, Joaquim de Melo e Póvoas / Marques de Pombal -- Anti-Maquiavel / Frederico da Prússia -- À regente D. Isabel / D. Pedro II&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table class="itemDisplayTable"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Título:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;Conselhos aos governantes&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Publicador:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;Brasília : Senado Federal, Secretaria Especial de Editoração e Publicação&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Data de publicação:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;1998 &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Paginação:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;831 p. : il.--&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Série:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;(Coleção clássicos da política)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Conteúdo:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;Nicoclés / Isócrates -- Aos amigos e parentes de Dião / Platão -- Arthashastra / Kautilya -- O príncipe / Nicolau Maquiavel -- A educação de um príncipe cristão / Erasmo de Roterdã -- Conselhos de D. Quixote a Sancho Pança / Miguel de Cervantes -- Breviário dos políticos / Cardeal Mazarino -- Testamento político / Maurício de Nassau -- Suma política / Sebastião Cesar de Meneses -- Testamento político / D. Luís da Cunha -- Carta do sobrinho, governador do Maranhão, Joaquim de Melo e Póvoas / Marques de Pombal -- Anti-Maquiavel / Frederico da Prússia -- À regente D. Isabel / D. Pedro II&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Título:&amp;nbsp; Conselhos aos governantes &lt;br /&gt;Publicador:&amp;nbsp; Brasília : Senado Federal, Secretaria Especial de Editoração e Publicação &lt;br /&gt;Data de publicação:&amp;nbsp; 1998&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paginação:&amp;nbsp; 831 p. : il.-- &lt;/strong&gt;Série:&amp;nbsp; (Coleção clássicos da política) &lt;br /&gt;Conteúdo:&amp;nbsp; Nicoclés / Isócrates -- Aos amigos e parentes de Dião / Platão -- Arthashastra / Kautilya -- O príncipe / Nicolau Maquiavel -- A educação de um príncipe cristão / Erasmo de Roterdã -- Conselhos de D. Quixote a Sancho Pança / Miguel de Cervantes -- Breviário dos políticos / Cardeal Mazarino -- Testamento político / Maurício de Nassau -- Suma política / Sebastião Cesar de Meneses -- Testamento político / D. Luís da Cunha -- Carta do sobrinho, governador do Maranhão, Joaquim de Melo e Póvoas / Marques de Pombal -- Anti-Maquiavel / Frederico da Prússia -- À regente D. Isabel / D. Pedro II &lt;br /&gt;Assunto:&amp;nbsp; Filosofia política&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table class="itemDisplayTable"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Título:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;Conselhos aos governantes&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Publicador:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;Brasília : Senado Federal, Secretaria Especial de Editoração e Publicação&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Data de publicação:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;1998 &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Paginação:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;831 p. : il.--&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="metadataFieldLabel"&gt;Série:&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="metadataFieldValue"&gt;(Coleção clássicos da política)&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dica do&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://antenacrista.blogspot.com/"&gt;Rodney Eloy&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.senado.gov.br/bdsf/bitstream/id/1026/4/207084.pdf" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www2.senado.gov.br/bdsf/bitstream/id/1026/4/207084.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-5178375393612504442?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/5178375393612504442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=5178375393612504442&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/5178375393612504442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/5178375393612504442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/11/colecao-de-livro-conselho-aos.html' title='Coleção de livro - Conselho aos governantes'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8204549054734518976</id><published>2010-11-27T10:58:00.001-02:00</published><updated>2010-11-27T10:58:00.259-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica internacional'/><title type='text'>As 10 estratégias de manipulação midiática</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TO_10LyAN9I/AAAAAAAAA0k/WMretMnVLFY/s1600/midia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TO_10LyAN9I/AAAAAAAAA0k/WMretMnVLFY/s1600/midia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;A estratégia da distração&lt;/em&gt;. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Criar problemas e depois oferecer soluções&lt;/em&gt;. Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;A estratégia da gradualidade&lt;/em&gt;. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;A estratégia de diferir&lt;/em&gt;. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade&lt;/em&gt;. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão&lt;/em&gt;. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Manter o público na ignorância e na mediocridade&lt;/em&gt;. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;8.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Estimular o público a ser complacente com a mediocridade&lt;/em&gt;. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;9.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Reforçar a autoculpabilidade&lt;/em&gt;. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;10.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem&lt;/em&gt;. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Noam Chomsky&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;é linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Colaborador&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://antenacrista.blogspot.com/"&gt;Rodney Eloy&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/as-10-estrategias-de-manipulacao-midiatica/192708/"&gt;Correio do Brasil&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8204549054734518976?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8204549054734518976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8204549054734518976&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8204549054734518976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8204549054734518976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/11/as-10-estrategias-de-manipulacao.html' title='As 10 estratégias de manipulação midiática'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TO_10LyAN9I/AAAAAAAAA0k/WMretMnVLFY/s72-c/midia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7315600394869257356</id><published>2010-11-19T18:19:00.002-02:00</published><updated>2010-11-20T21:13:02.583-02:00</updated><title type='text'>Uma entrevista com um bibliotecário muito louco da terra da garoa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TOba3zkc_zI/AAAAAAAAAz4/DfUjB7rbAWk/s1600/1118100741-01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TOba3zkc_zI/AAAAAAAAAz4/DfUjB7rbAWk/s320/1118100741-01.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta entrevista é quase um raio x do que pensa este rapaz com o simples nome Rodney, posso dizer que fiquei surpreso com o conteúdo que reuni sobre ele,&lt;strong&gt; Rodney Eloy&lt;/strong&gt; é bibliotecário universitário e leitor crítico-eclético-compulsivo. Sobrevive na poluída&amp;nbsp;e apaixonante&amp;nbsp;cidade de São Paulo com sua esposa.&amp;nbsp;Nos EUA,&amp;nbsp;é Republicano&amp;nbsp;e adora publicar&amp;nbsp;posts simpáticos ao&amp;nbsp;Império Americano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Detalhe, trabalhei com ele um bom período na terra que a considero da garoa e poluída sampa, sempre&amp;nbsp;o questionei, interroguei e infernizei &amp;nbsp;em diversas vezes com ideias sobre política, saúde, EUA, Brasil e outras mais que o deixou de cabelo branco, utilizei até a famosa maiêutica socrática para arrancar dele&amp;nbsp;&amp;nbsp;alguns assuntos que ele defende tanto, mas tenho muito respeito pelas suas ideias, porque é um bibliotecário diferenciado, deixa qualquer filósofo louco, pois seus argumentos são ótimos pra debater em uma conferência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Segue abaixo a entrevista bombástica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;Professor Marcomini, primeiramente, muito obrigado pelo espaço e interesse imerecido. Bom, já que você insiste, vamos ao que importa, responder seus questionamentos maquiavélicos, por sinal, palavra quase sempre é&amp;nbsp;utilizada fora de contexto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;O Sr. segue alguma religião? Qual a tua opinião sobre a ideia de Deus?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;Sou Cristão. Acredito num Deus vivo e atuante, que é criador de todos os Universos e de tudo quanto existe neles!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;O Sr. já seguiu a igreja Renascer, qual o teu posicionamento hoje sobre ela?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;Conheci a Renascer na minha pós-adolescência e permaneci por lá um bom tempo, o que foi muito importante para minha formação integral. Sempre tive uma postura crítica sobre muitos assuntos, e decidi sair quando percebi que a igreja havia tomado um rumo irreversível, se distanciando de seu projeto original. Atualmente ela é conhecida por sua teologia voltada para a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;prosperidade material&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale um pouco sobre Biblioteconomia, tecnologia e Literatura americana.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Biblioteconomia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Amo esta profissão, e me dedico a ela mesmo quando não estou trabalhando. Bibliotecas são essenciais para uma sociedade sadia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tecnologia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Benção ou maldição, Boa ou Ruim. O usuário é livre para escolher. O impacto que ela causa em nossas vidas é imensurável, a sua constante evolução nos proporciona reflexões e debates em todas as áreas do conhecimento. Eu prefiro vê-la como uma aliada, mas devemos usá-la com moderação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Literatura americana&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é um universo gigantesco, repleto de clássicos, como Edgard Allan Poe, Mark Twain, Herman Melville, Henry James, Philip Roth, Tom Wolf e tantos outros. Existe também a leitura de entretenimento, a cultura dos bestsellers, onde milhões são vendidos anualmente pra suprir um dos países que mais leem no mundo, como toda e qualquer literatura existe muita coisa boa, e muito lixo também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os EUA é uma grande potência isto é inegável, mas existe algo que no teu ponto de vista poderia melhorar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;A Coca-Cola pode continuar do jeito que está! Os EUA são uma nação complexa, com todas suas intermináveis ambivalências, no meu ponto de vista, são responsáveis pelo que existe de pior e de melhor no mundo! Quem ama encontra seus motivos (eu tenho muitos, como você sabe), quem odeia também (ser antiamericano é&lt;em&gt; cool&lt;/em&gt; atualmente). Tudo em uma sociedade pode melhorar, porém, acredito que os Estados Unidos poderiam produzir menos lixo cultural (filmes, músicas, livros) toda aquela porcaria de intermináveis &lt;em&gt;reality shows&lt;/em&gt; e a nefasta cultura da celebridade. E estes lixos não são prejudiciais apenas para a cultura americana, pois o alcance da influência cultural americana é global. E por falar nisso, como o Brasil adora importar porcarias americanas... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;Pontos negativos e Positivos dos Presidentes Obama, Bush e Lula.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;Positivos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;Bush:&lt;/strong&gt; Decisões independentes. Buscou um resgate de valores familiares, não se preocupando com o politicamente correto. Maquiavélico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;Lula:&lt;/strong&gt; Carismático, aglutinador. Maquiavélico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;Obama:&lt;/strong&gt; Trouxe esperança de renovação para muitos. (inclusive política externa). Maquiavélico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;Negativos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;Bush:&lt;/strong&gt; Decisões independentes. Ter subestimado os aiatolás. Estilo de comunicação. Maquiavélico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;Lula:&lt;/strong&gt; Mensalão, Dona Marisa, Populista, Péssimo exemplo para educação e cultura. Maquiavélico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;Obama:&lt;/strong&gt; Não trouxe a renovação prometida/esperada. Maquiavélico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maquiavel já foi lido por muitos, creio que pelo Sr. também&amp;nbsp;o conhece, qual a contribuição deste pensador a nossa sociedade no seu ponto de vista.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;Mesmo tendo morrido amargurado e na miséria, os livros do florentino, principalmente sua obra-prima póstuma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Princípe&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; tem influenciado a vida de muitas pessoas dos mais variados setores. Todos podemos aplicar Maquiavel em nossas vidas, ou ao menos aprender diversas facetas do ser humano através de seus escritos. Sua farsa teatral, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mandrágora&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, está na minha lista de leituras futuras (antes de morrer). &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;strong&gt;Quais são os meios de comunicação que você utiliza e recomenda?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;Me informo através dos mais variados meios existentes: rádio, TV, jornais, revistas, livros e principalmente via internet, tanto fontes nacionais como internacionais. Procuro diversificar bastante, informações são essenciais para entender o mundo ao nosso redor, mas é preciso sempre ler com olhos críticos. Recomendo que as pessoas busquem fontes que as deixem fora da zona de conforto, que as façam refletir suas crenças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale um pouco de seu blogs?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;Sou&amp;nbsp;viciadamente&amp;nbsp;(ir)responsável por três blogs:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;a href="http://antenacrista.blogspot.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;AntenA CristÃ &lt;/a&gt;- Cristianismo, política, cultura, reflexão etc&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;a href="http://pesquisamundi.blogspot.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;Pesquisa Mundi &lt;/a&gt;- Espaço para discussão/divulgação de Bases de dados/Informações, Bibliotecas Digitais/Virtuais, Arquivos de Acesso Livre etc&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;a href="http://jgrishambrasil.blogspot.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;John Grisham Brasil&lt;/a&gt; - blog dedicado ao escritor americano&amp;nbsp;de &lt;em&gt;thrillers &lt;/em&gt;jurídicos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;co-participante em outros dois:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;&lt;a href="http://livrosepessoas.blogspot.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;Pavablog&lt;br /&gt;Livros só mudam pessoas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;e frequentemente colaboro com o &lt;a href="http://machiaveli.blogspot.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;Machiaveli &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://aletheiagorah.blogspot.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;Aletheia Agorah &lt;/a&gt;(Conhece?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #111111;"&gt;Acho que é isso, obrigado mais uma vez, um grande abraço para você e os leitores de seu blog, e saudades do nosso &lt;em&gt;podcast&lt;/em&gt;&amp;nbsp;Xadrez &amp;amp; Prosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7315600394869257356?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7315600394869257356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7315600394869257356&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7315600394869257356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7315600394869257356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/11/uma-entrevista-um-bibliotecario-muito.html' title='Uma entrevista com um bibliotecário muito louco da terra da garoa'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TOba3zkc_zI/AAAAAAAAAz4/DfUjB7rbAWk/s72-c/1118100741-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-8387784025093483386</id><published>2010-11-08T18:09:00.000-02:00</published><updated>2010-11-08T18:09:16.210-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curiosidades'/><title type='text'>Pastores devotos de São Maquiavel</title><content type='html'>&lt;b&gt;Hermes C. Fernandes&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TNhYcC6ukBI/AAAAAAAAAzw/y-AXLAUFcng/s1600/maquiavel.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TNhYcC6ukBI/AAAAAAAAAzw/y-AXLAUFcng/s1600/maquiavel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Canonizaram Maquiavel, filósofo o autor de "O Príncipe", livro de cabeceira da maioria de nossos políticos, cuja máxima é "Os fins justificam os meios".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a prova disso é a crise de ética sem precedentes vivida pela igreja contemporânea. Em nome da eficiência, deixa-se o que é certo, pelo o que dá certo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que se alcance um resultado considerado positivo, vale tudo. Em vez de rezarmos pela cartilha de Cristo, passamos a rezar pela cartilha Maquiavélica. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descaradamente, usamos os resultados atingidos para justificar nossas estratégias, ainda que sejam completamente anti-bíblicas e antiéticas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhamos a igreja de outros, e quando as vemos cheias, logo buscamos copiar suas estratégias, a fim de obtermos o mesmo êxito.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim, a cada dia que passa, o número maior de igrejas sérias estão se alinhando com os ‘moveres’ da vez. Umas copiam a Universal, com suas campanhas e amuletos, outras copiam as igrejas do G12, outras a Renascer com sua gospelização, etc.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que vale tudo em nome de bons resultados? Será que os frutos produzidos por essas estratégias são frutos que permanecem? O Evangelho, de fato, tem sido pregado? Quanto do Evangelho tem sido negligenciado para a igreja se adapte à visão?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse fenômeno não é recente. Remonta séculos de cristianismo. Veja por exemplo o caso de Charles Finney, introdutor do sistema de apelos. Durante mais de 1800 anos, jamais se fez apelos evangelísticos. As pessoas simplesmente eram convencidas pelo Espírito, e por isso, agregavam-se à Igreja, sendo batizadas e ensinadas no caminho da santificação. Quando Finney fez seu primeiro apelo, viu que deu certo, e passou a adotá-lo em todas as suas reuniões de maneira sistemática. No início parecia algo bom, mas aos poucos tornou-se uma maneira dos pregadores se vangloriarem para os seus colegas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabe quantas almas se converteram hoje? 300! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outro, pra não ficar por baixo, logo buscava superar aquele número num próximo apelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o tempo, esses apelos se tornaram cada vez mais apelativos (parece até redundância!). Passou-se a usar técnicas de convencimento, que substituíram a ação do Espírito Santo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus não Se impressiona com resultados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jesus deixou claro aos Seus discípulos que em alguns lugares eles seriam rechaçados, enquanto em outros, multidões afluiriam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felipe, depois de assistir à conversão de uma cidade inteira, foi levado pelo Espírito para o deserto, por causa de uma única alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos nos vangloriar de nada! Um planta, outro rega, mas o crescimento quem dá é o Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, o resultado jamais deve ser atribuído às nossas estratégias, ou à nossa performance ou carisma. Deus não divide Sua glória com ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não estamos numa disputa para ver quem faz mais, ou quem ganha mais. O espírito de competitividade não se coaduna com a atmosfera prevalecente no Reino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que queremos ver as coisas acontecerem, mas jamais podemos transigir com a verdade em nome dos resultados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que as coisas aconteçam do jeito de Deus, no tempo de Deus, e que, assim, a glória seja inteiramente d’Ele.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;&lt;b&gt;Nicolau Maquiavel&lt;/b&gt;, em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_italiana" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="Língua italiana"&gt;italiano&lt;/a&gt; &lt;i&gt;Niccolò Machiavelli&lt;/i&gt;, (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Floren%C3%A7a" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="Florença"&gt;Florença&lt;/a&gt;, &lt;a class="mw-redirect" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/3_de_Maio" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="3 de Maio"&gt;3 de Maio&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1469" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="1469"&gt;1469&lt;/a&gt; — Florença, &lt;a class="mw-redirect" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/21_de_Junho" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="21 de Junho"&gt;21 de Junho&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1527" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="1527"&gt;1527&lt;/a&gt;) foi um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="História"&gt;historiador&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="Poesia"&gt;poeta&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Diplomacia" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="Diplomacia"&gt;diplomata&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="Música"&gt;músico&lt;/a&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="Itália"&gt;italiano&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="Renascimento"&gt;Renascimento&lt;/a&gt;. É reconhecido como fundador do pensamento e da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia_pol%C3%ADtica" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-image: none; color: #002bb8; text-decoration: none;" title="Ciência política"&gt;ciência política&lt;/a&gt; moderna&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;&lt;strong&gt;Colaborador:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://antenacrista.blogspot.com/"&gt;Rodney Eloy&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.hermesfernandes.com/2009/10/pastores-devotos-de-sao-maquiavel.html"&gt;Hermesfernandes&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-8387784025093483386?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/8387784025093483386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=8387784025093483386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8387784025093483386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/8387784025093483386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/11/pastores-devotos-de-sao-maquiavel.html' title='Pastores devotos de São Maquiavel'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TNhYcC6ukBI/AAAAAAAAAzw/y-AXLAUFcng/s72-c/maquiavel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-7178736038494936047</id><published>2010-11-05T18:25:00.000-02:00</published><updated>2010-11-05T18:25:03.179-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos cientificos'/><title type='text'>O caráter e a reta razão na Ética a Nicômaco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este artigo pretende mostrar a exigência da concepção aristotélica de virtude de unir o bom caráter com a reta razão. Primeiramente, apresenta-se a divisão das virtudes, entre morais e intelectuais, em que, às primeiras, cabe a disciplina das paixões e ações, e, à phronêsis, cabe a orientação das mesmas. Em seguida, expõe-se a necessidade de ligação entre esses dois tipos de virtudes mediante um objeto comum, o justo meio, e também por meio da proairesis, ato moral do sujeito para o qual ambas são necessárias&lt;strong&gt;.(&lt;span style="font-size: small;"&gt;Hans Magno Alves Ramos)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Texto completo clique&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.uern.br/outros/trilhasfilosoficas/conteudo/N_04/II_2_art_4_Ramos.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3650091122445548897-7178736038494936047?l=maquiaveli.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquiaveli.blogspot.com/feeds/7178736038494936047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3650091122445548897&amp;postID=7178736038494936047&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7178736038494936047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3650091122445548897/posts/default/7178736038494936047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquiaveli.blogspot.com/2010/11/o-carater-e-reta-razao-na-etica.html' title='O caráter e a reta razão na Ética a Nicômaco'/><author><name>Roberson Marcomini</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_FVTr2RP_kaA/TEXDAaDDddI/AAAAAAAAAwk/zcQclxcugDU/S220/2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3650091122445548897.post-6494614862315760522</id><published>2010-11-02T11:35:00.000-02:00</published><updated>2010-11-02T11:35:48.283-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curiosidades'/><title type='text'>Na campanha de Dilma, a dura prova das ruas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claudio Leal Agora que Dilma Rousseff (PT) venceu a eleição com 56,05% dos votos dos brasileiros, vale retornar aos suores, sufocos e histórias da campanha da primeira mulher eleita para a presidência da República.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua estreia eleitoral, Dilma atravessou o Brasil no rastro da popularidade do padrinho político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos protagonistas - ao lado dos candidatos - da sucessão que levou o PT ao seu terceiro mandato no Palácio do Planalto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na campanha em que Deus e o Diabo, além do papa Bento 16, embrenharam-se no debate político, Dilma passa a cumprir um itinerário pessoal, mas vinculado ao legado político de Lula.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No retrovisor, a dureza das ruas, de Joinville a Garanhuns, no embate com José Serra (PSDB).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Batismo gaúcho Na "Esquina Democrática", em Porto Alegre, Dilma estreia a campanha nas ruas, no início da tarde de 6 de julho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Protagoniza o primeiro comício.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Estou extremamente emocionada de começar minha caminhada na Esquina Democrática, onde assisti ao povo gaúcho lutando pela democracia em nosso País!".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O microfone falha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Bateria!", gritam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pilha providencial amplifica, de novo, a sua voz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Vou viajar o Brasil inteiro e tinha que começar por aqui, o Estado que me acolheu.Quando do regime de opressão no País, eu vim para cá...Aqui eu formei minha família, aqui nasceu minha filha e vai nascer meu neto, em setembro...", acelera a cadência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda pilha descarrega.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Vamos torcer pra não acabar a pilha até eu terminar...", clama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Quero ser presidente do Brasil para que ele cresça...".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem um minuto, e a terceira bateria reduz a voz da candidata.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ah, não!", protesta a petista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Acharam que podia durar mais um pouquinho, aí a gente não acha a pilha que está inteira", esclarece Dilma à Esquina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E recomeça: "Nós somos um povo e um País que olham com autoestima...Não dependemos mais do Fundo Monetário Internacional!".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pilha descarrega pela quarta vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Do jeito que a coisa vai, a gente vai segurar essa fala com vocês, porque a pilha está falhando", resigna-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um militante lamenta: "é f...comparar com o Lula!".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lula, o criador O presidente Lula, em 13 de julho, na convenção nacional do PT: "Vai ficar um vazio nessa cédula e para que esse vazio seja preenchido eu mudei de nome e vou colocar Dilma lá na cédula".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;13 de setembro, Joinville (SC): "Quando Luiz Henrique foi eleito governador de Santa Catarina, eu achei que fosse pra mudar, mas ele trouxe de volta o DEM, que nós precisamos extirpar da política brasileira".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Campinas, 18 de setembro, depois da capa da revista Veja sobre Erenice Guerra: "Vamos derrotar jornais e revistas que se comportam como partidos políticos, alguns jornais e revistas que têm candidato e não têm coragem de dizer que têm candidato".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No comício de Ananindeua, Pará, em 14 de outubro: "...eu tenho acompanhado o tipo de acusações que fazem a essa mulher.As acusações que fazem a ela, é uma parte da elite que fazia essas acusações a Ulysses Guimarães em 1974, quando ele foi candidato contra Geisel, contra Tancredo Neves no Colégio Eleitoral (...) Faziam essas acusações a mim, em 1989, faziam em 94, faziam em 2002, faziam em 2006! Aí eu pensei: 'agora acabou, não sou candidato, não vão fazer mais'.Mas estão fazendo contigo o que fizeram com Getúlio, com Juscelino, com João Goulart!..Eles estão transferindo pra você o ódio que acumularam contra mim".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A memória Junho de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O senador Osmar Dias (PDT) não sabia se iria para Serra ou para Dilma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada definido sobre sua candidatura ao governo do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Serra lhe esquentava as orelhas todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dilma, nem ligava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que a ex-ministra resolveu acarinhar o pedetista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alô, Omar? - Meu nome é Osmar! O toque Através da porta envidraçada do salão "New Look Hair", a cabeleireira Rosângela de Jesus Santana observa a candidata Dilma pela primeira vez, do outro lado da rua, na União dos Moradores de Paraisópolis, São Paulo, em 14 de setembro de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não me lembro como ela era antes, mas o cabelo está bonito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acaso cruzasse a rua Ernest Renan, Rosângela indicaria "umas mechas para clarear um pouco" o cabelo da petista.No salão da favela paulistana, uma fatia do Brasil da última década, nas franjas do rico Morumbi, em São Paulo.Eleitora do PT, a cabeleireira contratou duas funcionárias e consegue faturar R$5.000 por mês.Na visita de Dilma, revolvem os recalques, as carências e as ternuras. - Serra não é tão falado quanto a Dilma.Serra nunca veio aqui, só Alckmin e Kassab...Ah, se Lula pudesse se eleger de novo! Pena que não pode. Encarapitada no cercado de alumínio, em frente ao "New Look", uma moradora anuncia: - Olha, Dilma pegou no neném da Rose! Custódia (PE), 13 de outubro de 2009 Um recuo nordestino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dois dias do início da caravana de Lula e Dilma pelo Rio São Francisco, numa visita às obras de transposição das águas, a pernambucana Maria de Fátima, beneficiária do Bolsa Família e mãe de dois "Josés", avisa que "ama Lula demais".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em breve, a obra do projeto federal a obrigará sair da casa alugada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ganhará outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fátima votará no nome indicado por Lula.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O povo aí já está dizendo que vai votar na esposa dele (Dilma)...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 15 de outubro, Dilma pousa em Barra (BA), ainda com os incisivos de dentucinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem mirar as câmeras, ela acompanha o séquito de Lula em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poucos reconhecem a fisionomia da "a esposa" do cara. A menina Vitória Uma das aparições míticas da campanha petista, a "menina Vitória" virou uma personagem recorrente nos discursos de Dilma, sem que se conheça seu rosto ou sobrenome.A petiz teria abordado Dilma num aeroporto: "Mulher pode ser presidente da República?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para conquistar o voto feminino e reverter a rejeição a uma mulher na presidência, a história da criança começou a frequentar dezenas de discursos e entrevistas da candidata, a ponto de fatigar os jornalistas que cobriram suas viagens pelo País.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 17 de agosto, no ato com trabalhadoras de seis centrais sindicais, a candidata repetiu, com detalhes, o encontro: - Eu estava num lugar público e se aproximou de mim uma moça, trazendo uma menininha de uns nove anos, e disse: "Ela quer perguntar pra você uma coisa".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu falei: "O que você quer perguntar pra mim?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela disse: "Quero saber se mulher pode".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu virei pra mãe, até errei, devia ter falado pra ela, perguntei pra mãe: "Pode o quê?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí a mãe disse: "Ela quer saber se mulher pode ser presidente da República" (a plateia grita: pooooooooodeeeeeeee!) Aí eu disse pra ela: "Mulher pode ser presidente da República!" E a mãe me disse que ela se chamava "Vitória"...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí eu pensei: quando eu tinha a idade da menina, mulher não sonhava em ser presidente da República...&lt;/div&gt;&lt;div s
