segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Aluno de sociologia diz que filósofos tornaram Enem 'complicado'


O estudante universitário Fernando Morgato, de 24 anos, que realizou o Enem neste sábado (3), avalia que os textos de autores clássicos como Nicolau Maquiavel e do filósofo Charles Montesquieu deixaram a prova "complicada" para alunos do Ensino Médio que tiverm pouco contato com esse tipo de texto. Por estudar sociologia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fesp-SP), Morgato avalia que foi bem nessa parte da prova.
"São autores com os quais eu tive contato neste ano, tenho quase certeza que a galera mais jovem, que faz o exame pela primeira vez, não teve", afirmou. Os textos clássicos foram usados em perguntas interpretativas. Para Morgato, contudo, o esse tipo de texto é pouco usado no Ensino Médio, especialmente nas escolas públicas.
"Citaram trechos do livro do Norbert Elias, O Processo Civilizador, citaram Maquiavel, o terceiro capítulo de O Príncipe em que ele fala sobre conjuntura, Montesquieu, Habermas sobre a história da sociologia".
Se por um lado ele diz ter tido um bom desempenho, prevê que vai "bater canela" na prova deste domingo, que tem questões de matemática. "Meu forte é a área de humanas", diz
A opinião de Morgato contrasta com a do técnico em informática Roberto Carlos, de 36 anos. Para ele, apesar de serem textos clássicos, pouco conhecidos de muitos alunos, a interpretação das questões em si não foi difícil. "A prova como um todo foi um pouco mais difícil que a do ano passado, que estava muito fácil. Mas acho que o problema hoje não foram os textos", disse.
Início
A correria para entrar na Uninove começou por volta das 12h50. Alunos vinham de todas as direções preocupados com o horário. Muitos corriam na Estação Barra Funda, que fica ao lado, onde pessoas gritavam quantos minutos faltavam para as 13h. Exatamente neste horário, um estudante se jogou no chão para conseguir passar por debaixo do portão, que já era fechado.

A estudante Kathiane Oliveira, de 17 anos, contava que uma amiga próxima perdeu a prova no ano passado por 15 minutos. Por isso, Kathiane resolveu não dar brecha para o azar e chegou quase duas horas antes, às 11h20. “Dá pena. A pessoa estuda o ano inteiro e perde a prova. Não queria isso para mim”, disse a jovem, que veio acompanhada da mãe. Kathiane faz a prova para ajudar a compor sua nota no processo seletivo para o curso de medicina.
A massoterapeuta Fátima Maria Barreto, de 58 anos, era a primeira na fila. Ela é deficiente visual e chegou cedo para entregar um laudo médico sobre seu estado de saúde. Fátima fará a prova auxiliada por duas pessoas, uma para ler e outra para escrever o que ela ditar. Haverá ainda um fiscal acompanhando. “Quero fazer jornalismo e ser repórter. Se tiver que ir para coletiva de imprensa brigar por espaço entre os jornalistas eu vou”, afirmou a massoterapeuta, que é deficiente visual há dez anos. Ela perdeu a visão após ser atropelada em um cruzamento na Lapa, Zona Oeste da cidade.
Primeira da fila para entrar em local de prova, a deficiente visual Fátima Barreto (Foto: Márcio Pinho/G1)
Primeira da fila para entrar em local de prova, a
deficiente visual Fátima Barreto
(Foto: Márcio Pinho/G1)
Entre os inscritos para o Enem, vendedores tentavam lucrar com a prova. Canetas eram vendidas por R$ 2 e garrafas de água por R$ 2,50. A realização da prova também provoca sujeira, já que encartes com propagandas de cursinhos estão espalhados pelas calçadas.
Exame
A prova deste sábado tem 45 questões de múltipla escolha sobre ciências humanas e outras 45 sobre ciências da natureza. No domingo (4) acontece a segunda prova, com 45 questões de linguagens e códigos, que engloba português e inglês ou espanhol, e mais 45 questões de matemática. No segundo dia de provas, os candidatos terão ainda de fazer uma redação.

Ao todo, o Enem deste ano teve 5.791.287 inscritos. No Estado de São Paulo são mais de 932 mil. O custo total do governo para a aplicação das provas será de R$ 266.399.202,00.

Fonte: G1

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Maquiavel: a gênese do pensamento político moderno


Em tempos de crescente desilusão com as instituições políticas e demandas por mais transparência, ética e moralidade na política e, por conseguinte, no poder, revisitemos Maquiavel, ainda que num certo nível de generalidades, para tentar interpretar e compreender os desafios de nossa época.
É difícil não reconhecer a crescente desilusão com as instituições políticas, as inconsistências e alianças partidárias exóticas, os desvios na trajetória representativa, entre outros aspectos, vistos como uma afronta à modernidade e ao ideal liberal. A propósito, na obra O moderno príncipe: Maquiavel revisitado, seu autor, o diplomata e cientista político Paulo Roberto de Almeida, assinala que "(...) A demagogia, já sabemos, é o mais recorrente meio utilizado por aqueles que, carentes de outras virtudes administrativas e pessoais, desejam ascender ao principado". De certo modo, esse cenário nos é peculiar.

Nicolau Maquiavel, precursor da ciência política, encarou a sociedade como resultado de fatores observáveis e analisáveis. Desde o século XVI, a intuição de homens como Maquiavel traz à luz aspectos consagrados e atuais para a compreensão das bases em que se assenta o poder político
Quase cinco séculos depois de redigido, O príncipe (1513), livro escrito pelo filósofo italiano Nicolau Maquiavel (Niccolò Machiavelli), continua a instigar a reflexão crítica sobre "a política como forma de poder e o poder como resultante da atuação política". Segundo um dos intérpretes de Maquiavel, Claude Lefort, "a imprescindível obra literária de Niccolò di Bernardo Machiavelli, ou simplesmente Nicolau Maquiavel, o pensador de Florença, não se dirige apenas aos homens de seu tempo, está mais viva do que nunca e continua a interpelar a posteridade" (LEFORT, 1980, p. 11).
O PODER EM PAUTA 
O poder é um tema clássico em ciência política desde os antigos filósofos gregos até os clássicos modernos (Maquiavel, Hobbes, Kant, Rosseau, Hegel, Marx) e chega aos contemporâneos (Foucault). Na tradição liberal ou marxista, o tema ocupou estudiosos em todos os tempos. Remontando as principais teorias desde Maquiavel, algumas das principais reflexões sobre esse instigante tema têm suscitado uma extensa discussão filosófica e científica. Na obra Potência, limites e seduções do poder, editada pela Unesp, seu autor Marco Antonio Nogueira assinala "(...) O poder está em toda parte. Tem muitas faces, múltiplas dimensões e inúmeras falas. Exibe-se e oculta-se com igual dedicação. Ama a exposição e não vive sem o segredo. Podemos odiá-lo, cobiçá-lo, combatê-lo ou apenas temê-lo. Justamente por isso, não temos o direito de ignorá-lo e de não tentarmos compreendê-lo. Se assim procedermos, acabaremos por não saber bem o que fazer com o poder que temos e com todos os pequenos e grandes poderes com que interagimos" (NOGUEIRA, M. A. Potência, limites e seduções do poder. São Paulo: Editora da Unesp).

Originalmente, a civilização grega procurou interpretar os fenômenos segundo um processo de racionalização, posição esta que a distinguiu de outras civilizações. O estudo das idéias políticas começa naturalmente, com os gregos antigos, pois foram eles, em sentido real, os primeiros a ter idéias políticas. Entre as contribuições do legado grego para as Ciências Sociais, claramente, situam-se Platão, falando da vida social e política na obra Republica e leis, e Aristóteles abordando uma filosofia de cunho social na obra A política.
Segundo Aristóteles, o homem é um ser eminentemente político e social. Está aí afirmada, de modo radical, a sociabilidade natural do homem no mundo antigo. Mas é com Maquiavel, o primeiro grande pensador moderno, que se inaugura a ciência política. Na contemporaneidade, presente em todas as esferas da vida social e política, o poder enquanto categoria analítica, cientificamente, em Sociologia, Antropologia Política e Ciência Política, nos remete a autores e obras que já se tornaram antológicas. Em comum, elas apresentam a inquietação filosófica e política.
Nos séculos XVI e XVII, Nicolau Maquiavel (Niccolò di Bernardo Machiavelli), um dos precursores renascentistas da Sociologia, escreveu O príncipe. Foi o primeiro grande pensador moderno e precursor da ciência política. Seguramente no pensamento político clássico de Maquiavel, que é a gênese do pensamento político moderno, a noção de poder aparece quando ele introduz o enfoque do Estado em sua noção corporificada na figura do Príncipe, que é algo histórico, porque Maquiavel está presenciando o nascimento do Estado no século XV. Para Maquiavel (1469-1527), o Estado está surgindo como uma organização de dominação e como expressão máxima da violência. O Estado é a única organização cuja ação mobiliza todos, visto que dispõe de todos os meios e bens materiais de gestão e coação. O Estado é um meio de cooptação e coerção que age sobre a sociedade e os indivíduos. A figura do Príncipe é uma forma de corporificação da paz, para que esse conflito seja amenizado, daí a necessidade de instrumentalizar-se o Príncipe. O Príncipe deve governar pela força e pela virtù, que se compõe de várias qualidades pessoais. A virtù que nos propõe Maquiavel é no sentido da capacidade e da qualidade para a realização da história, enquanto força criadora, racionalidade, ação calculada capaz de fazer o homem ser sujeito de sua história. A perspectiva de Maquiavel aponta nesse sentido que a política não comporta voluntarismos, posto que a ação do homem em Maquiavel é marcada pelo cálculo e pelas circunstâncias que permitem a ação política. Fortuna e virtú são meios e fins da ação política, nos aponta Maquiavel, sendo a virtù a capacidade, qualidade de força social, de realização de uma razão calculada, e a fortuna, a ocasião concreta para a realização da ação política do homem dotado de virtù. É a circunstância que permite a eficácia da iniciativa política.
No ensaio "A primeira figura da filosofia da práxis. Uma interpretação de Antonio Gramsci", seu autor Claude Lefort assinala: "A obra de Maquiavel não se dirige, portanto, somente aos homens do século XVI: continua a interpelar a posteridade" (LEFORT, 1980, p. 11)
O fato é que a visão política de Maquiavel em tal perspectiva é fundamental quando se discute a problemática do poder porque se percebe através dela a própria divisão de classes, a partir da noção dos poucos e dos grandes, dos amigos e inimigos. O centro maior de seu interesse é o poder formalizado na instituição do Estado, e a noção de sociedade é trabalhada por Maquiavel no sentido de uma capacidade de o homem influir ou participar do Estado.
AMAR OU TEMER 
O Príncipe é colocado no plano das paixões entre o ser amado e temido. O desejo de poder é algo que se coloca muitas vezes de modo insaciável, requer certa precauções, como o temor ao desprezo e ao ódio. Por outro lado, Maquiavel, ao colocar a exploração no plano político onde os grandes têm o desejo de dominar e governar, nos remete a uma relação de antagonismo e de complementaridade. Uma boa sociedade em tal perspectiva seria aquela que procura se consolidar e onde o "poder" do Príncipe é algo que emana da própria sociedade.
ARQUIVO PESSOAL
Estátua de Maquiavel, na entrada da Galeria Uffizi, em Florença, Itália
Maquiavel comporta várias interpretações. Quando coloca a questão da desigualdade histórica discursa como verdadeiro ideólogo das classes emergentes, chamando os homens que sofrem o processo histórico e colocando a virtùenquanto capacidade e força social para esta realização. Maquiavel nos mostra ainda que o Príncipe não deve camuflar a luta de classes. Afinal, Maquiavel descreve um momento histórico em que a luta de classes acontecia às claras, para justificar o poder do Príncipe através das habilidades, da prudência, das alianças e do segredo, de sua política imediata não se tornar pública.
Parece ser verdadeira a reciprocidade entre o pensamento científico e as configurações sociais e políticas da vida, princípio especialmente referendado pela correspondência entre o pensamento de Maquiavel e as condições de existência social e política atuais. A política em Maquiavel é redefinida como correlação de forças. O homem faz história. Para fazer história, os homens têm de se organizar. Para Maquiavel, fazer história é fazer de modo organizado. Não posso fazer história de modo aleatório, mas sim com os recursos de que disponho, utilizados de forma racional. "Eu não faço a história dos meus sonhos. Eu faço a história possível." Maquiavel faz a apologia da razão do Estado e exalta a força ou vontade de poder (virtù) como primeiro princípio e razão última no governo dos povos. A virtù será o meio, a disposição para atingir os fins e para o agir. A fortuna será os fins. A virtù é o meio no qual a ação poderá funcionar com êxito.
No tempo de Maquiavel, as desigualdades não eram naturais e sim históricas. As desigualdades vão ser um campo político que vai exigir um esforço, através do jogo de forças. Na obra, chama-nos a fazer história num momento em que a história tinha por interesse a unificação da Itália. Neste momento, fazer história, fazer política seria como que uma mercadoria capaz de circular no nível econômico. Maquiavel não representa no seu discurso o interesse burguês. Assumir isto é um jogo perigoso. O discurso de Maquiavel serve aos interesses de qualquer classe social emergente. Segundo Kant, até Marx, quando clamou "Operários de todo o mundo, uni-vos", fez o mesmo discurso de Maquiavel, num outro momento da história, servindo ao proletariado emergente e organizado. Para Maquiavel, quem quer fazer história e participar da história deve se organizar e ter a virtù, senão vai ficar de fora da história. Isso, em Maquiavel, se faz presente até na obra do sociólogo americano Wright Mills, em seu livro A imaginação sociológica, quando diz que "os indivíduos não devem ser objetos da história, mas sim agentes capazes de fazer a história". Propõe Maquiavel em seu discurso para o estadista uma virtù que se distancia da fantasia e do sonho. Política não se faz só com boas intenções, mas também com a força da inteligência.
Na sua modernização da necessidade, Maquiavel de certo modo condena os passivos e os que agitam sem se situarem no contexto. Nós não fazemos história quando cruzamos os braços, nem quando caminhamos sem um plano, sem um rumo. É necessário perceber o caminhar, conhecer o terreno em que se pisa, para evitar erros. Pressupõe Maquiavel, no dramático do poder e na correlação de forças, que somos marcados por interesses diversos. Ter vontade é ter interesses. A vontade seria o sentido eficaz. Nesse sentido, quem quer fazer política num campo minado por interesses tão divergentes vai ter de operar. E os que querem a unificação terão de usar a força. É a partir daí que vem a política enquanto correlação de forças.
Maquiavel está querendo assessorar não sobre os sonhos, não sobre o passado, mas sim para tornar o cálculo o mais exato possível. Isto é uma modernização da moralidade em Maquiavel. Para ele que eu pense o que quiser subjetivamente, mas que objetivamente calcule a minha ação num sentido eficaz. Como exemplo podemos citar : Que o infrator tenha medo da lei, mas que se exija o cumprimento da lei. Ele nos propõe fazermos política com força, mas articulada com a razão. Força no sentido de fazer a própria história. É um apelo à razão, visto que toda política visa implantar uma nova ordem, e os que têm mais força conseguem implantar essa ordem.
A literatura de Maquiavel nos remete a pensar na arte de governar. Possibilita a análise das bases do poder político. Redefine as virtudes. Apresenta o conceito de virtù enquanto força criadora, racionalidade, ação calculada e qualidade do homem de ação que o capacita a realizar sua história. Finalmente, sem querer abreviar, é difícil não reconhecer que, discutindo a natureza do homem, da sociedade e do poder, Maquiavel introduz a história no pensamento político, revolucionando a ciência e colocando a história como um paradigma.
REFERÊNCIAS 
ALMEIDA, P. R. de. O moderno Príncipe: Maquiavel revisitado. Brasília: Edições do Senado Federal, 2010, v. 147. 
FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
LEBRUN, G. O que é poder? São Paulo: Brasiliense-Abril Cultural, 1984 (Primeiros Passos, 24). 
LEFORT, C. A primeira figura da filosofia da práxis. Uma interpretação de Antonio Gramsci. In: QUIRINO, C. G.; SOUZA, M. T. S. R. de (orgs.). O pensamento político clássico: Maquiavel, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau. São Paulo: T. A. Queiroz, 1980.
MACHIAVELLI, Niccolò (1469-1527). O príncipe, escritos políticos. Tradução Lívio Xavier. 2a. ed. São Paulo: Abril Cultural,1979 ( Os Pensadores). 
MAQUIAVEL, N. O príncipe. São Paulo: Editora Escala, (Grandes Obras do Pensamento Universal, 12).
NOGUEIRA, M. A. Potência, limites e seduções do poder. São Paulo: Editora da Unesp, .

*Sérgio Sanandaj Mattos é sociólogo, professor e ex-diretor da Associação dos Sociólogos do Estado de São Paulo (ASESP). É coautor do livro Sociólogos & Sociologia. Histórias das suas entidades no Brasil e no mundo E-mail: ss.mattos@uol.com.br



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Claudenir Melo oficializa candidatura à reeleição ao lado de Dr. Wellington Roque


A convenção do PR, presidida pelo atual prefeito de Arcos, e outros 14 partidos aliados foi ontem, 24
O lançamento oficial da candidatura do prefeito Claudenir José de Melo (PR) à reeleição foi na tarde de ontem, 24, na Casa de Cultura. Ele tem como aliados os partidos PMN, presidido por Orlando Martins; PSC, que tem Magda Fontes como presidente; PSL, Andréia Barbone; PTC, Pedro de Barros Filho; PTN, Luciano Carrilho de Castro; PRTB, João Carlos Ferreira da Silva; PHS, Joana D’arc Bittencourt; PPL, Wilmar Arantes Júnior; PRP, Odenício Rodrigues; PSB, Sebastião Bittenourt; PSOL, Antônio Bittencout; PT, Hideraldo José Raquel; PPS, Wellington Roque; e PRB, João Paulo Roque.
Até o início do final de semana, eleitores ainda especulavam sobre quem seria o candidato a vice-prefeito. O escolhido foi o médico Wellington Roque (PPS), que anteriormente tinha lançado pré-candidatura como prefeito. A convenção chegou a ser marcada, para o dia 30 de junho.
Em seu discurso durante a convenção, Claudenir Melo falou sobre a motivação para tentar a reeleição: “[...] Eu não tinha sobrenome para ser prefeito de Arcos, e fui eleito [...]. Agora eu quero é mais. Quero fazer muito mais pelo povo de Arcos, com a ajuda do Dr. Wellington”. Em seguida, citou seus principais projetos: a transferência da ETE (Estação de Tratamento de Esgotos) para uma distância de 3,5 Km abaixo do local onde está atualmente, devido ao mau cheiro; a construção da trincheira da rua São Geraldo, que segundo ele já está com o projeto aprovado; e intervenção na BR 354, cujo projeto é colocar viadutos em vias de conflito, a exemplo da avenida Magalhães Pinto, trincheira e ‘Pulo do Gato’. 
O candidato a vice-prefeito, Wellington Roque, citou Nicolau Maquiavel (fundador da ciência política – 1469/1527) em seu discurso, referenciado o livro O Príncipe. “Para ser um príncipe gestor, não é só ter virtudes, sobretudo, prestar atenção nas circunstâncias. As peças foram mexidas, as situações foram modificadas e Deus me trouxe até aqui”. Sobre uma de suas prioridades, no trabalho como vice-prefeito, ele citou a área de saúde. “Penso que podemos fazer muito mais pela urgência e emergência em Arcos”. 
Quanto ao número de candidatos a vereadores da coligação, o CCO ainda não teve acesso. 

Convidados especiais 
A convenção contou com as presenças do deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSC), que é Cidadão Honorário de Arcos; deputado federal Jaiminho Martins (PR); o representante do deputado estadual Anselmo Domingos (PTC), John Hércules; e representante do deputado federal Reginaldo Lopes (PT), Geraldo Magela (Pefinho).

Perfil do candidato 
Claudenir José de Melo é professor, com graduação em Química. Antes de ingressar na carreira política, trabalhou em laboratórios de empresas e também lecionou em escolas públicas e particulares de Arcos. Foi vereador por duas gestões; e entre 1997 e 2000, segunda gestão da prefeita Hilda Borges de Andrade, foi secretário municipal de Desenvolvimento e Integração Social. Em 2004, candidatou-se a prefeito pela primeira vez, mas foi derrotado pelo empresário Plácido Vaz (gestão 2005 a 2008). Já em 2008, candidatou-se novamente, concorrendo com Denílson Teixeira, que tinha como vice Dr. Wellington Roque; Baltazar Pimentel e José Agenor. Venceu as eleições para cumprir o mandato 2009/2012.

Fonte:Jornalcco

quarta-feira, 13 de junho de 2012

BC deve buscar equilíbrio entre a parcimônia e a generosidade

Ao se abrir a janela para dar uma olhada no que está acontecendo mundo afora, vê-se o seguinte cenário:
A China acaba de cortar os juros, pela primeira vez desde 2008. A justificativa deles é a mesma de qualquer governo: se a economia esfria, corta-se os juros para baratear o custo do dinheiro.
O Presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Fed) acaba de dizer que a economia americana fica como está, ou seja, “em recuperação moderada”. Traduzindo: andando de lado.
A Espanha leva mais uma bordoada com o rebaixamento da sua avaliação de risco feita pela agência Fitch. O anúncio veio com maus presságios, já que a Fitch adicionou a temida “perspectiva negativa” ao rebaixamento, avisando que a nota do país pode cair ainda mais.
Aqui no Brasil a coisa não está tão feia assim, mas a percepção de que a crise atual pode nos atingir com mais força ganha mais adeptos.
O mais novo nessa lista é o Banco Central. Na ata da reunião do Copom, com as justificativas da redução para 8,5% no encontro da semana passada, não há mais a frase que indicava a intensidade da crise em comparação com o abalo de 2008.
Até a ata anterior, o BC dizia que a crise financeira atual teria um impacto de até 25% do que aconteceu há quatro anos. Para lembrar, a quebradeira dos bancos americanos nos custou um tombo na economia e uma forte alta da inflação.
Para tentar manter a condução da expectativas sob (algum) controle, o BC avisou que vai seguir baixando os juros “com parcimônia”. O recado serve para acalmar os ânimos de quem começou a acreditar que os cortes poderiam ser mais fortes daqui para frente. Essa expectativa ganhou força por causa do resultado frustrante do PIB brasileiro nos primeiros meses do ano.
Pelas análises feitas por bancos e consultorias, já se espera uma redução de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Copom, com a Selic chegando a inéditos 8% ao ano. Se o BC vai levar os juros para perto de 7%, vai depender de como a inflação vai reagir a todo esse cenário. Qualquer decisão, a partir de agora, será feita levando em conta a inflação de 2013, já que a política monetária tem uma defasagem de até nove meses para causar efeitos reais na economia. Por enquanto, as projeções indicam um IPCA de 5,6% em 2013, portanto acima da meta de 4,5%.
O italiano Nicolau Maquiavel, em seu famoso tratado de governança “O Príncipe”, destacava a relação entre a generosidade e a parcimônia para manter-se o poder absoluto. O pensador, considerado ácido e calculista, dizia que para ser generoso, o príncipe deve ser parcimonioso para ganhar a confiança de “seu povo”. Guardadas as devidas proporções, o equilíbrio entre essas duas “forças” é mais do que válido para os dias de hoje.

Fonte: G1

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Respeito é mais valioso que o pão

Uma vida sem religião é como um barco sem leme - dizia Mahatma Gandhi e, já mais próximo de nós, culturalmente, Napoleão Bonaparte afirmava que “uma sociedade sem religião é como um navio sem bússola”.


Não somos tão fundamentalistas ao ponto de defender que a verdadeira religião é a base do estado, como o fazia Platão, mas o insuspeito Nicolau Maquiavel assegurava que a perda de toda devoção e religião atrai um sem-número de inconvenientes e desordens.
Estes considerandos dos nossos antepassados testemunham a importância que deve ser dada ao fenômeno religioso, como algo intrinsecamente humano.
Este elemento da humanidade - importante para os que acreditam e para os que negam a Fé — exige o devido espaço na comunicação a que tem direito, quanto mais não seja como alavanca de auto-estima dos portugueses.
Nessas perspectiva é bom saber que, em Belém do Pará, onde o rio Amazonas, o maior do mundo, se aproxima do Oceano Atlântico, há um santuário de Nossa Senhora de Fátima. 
Neste Sábado passado, juntaram-se 200 mil pessoas para rezar o terço numa procissão de velas, gerando imagens impressionantes, que escaparam à agenda mediática portuguesa. E não devia escapar. 
Igualmente do Brasil, chega a notícia a inauguração daquela que é apontada como sendo a maior estátua também de Nossa Senhora de Fátima no País, com 27 metros de altura. 

Está situada a 110 quilómetros de Fortaleza, terra de boa cachaça para caipirinha, na zona serrana do Ceará.

Por falar de caipirinha, só a tomada de doses industriais de aguardente pode explicar determinados textos publicados entre nós que constituem um inqualificável e tonto desrespeito pelas crenças dos outros.

“Respeita se queres ser respeitado”, diziam os nossos pais até porque ensinava Jean-Jacques Rousseau que sempre é mais valioso ter o respeito, que a admiração das pessoas”.

O respeito pelos outros é uma componente tão forte e intrínseca no relacionamento entre pessoas que Karl Marx sustentava que o trabalhador tem mais necessidade de respeito que de pão. 

Certas pessoas que não têm muito respeito pelos outros, nos textos ofensivos que escrevem, só o fazem porque têm pouco ou nenhum respeito até por si próprios.
Igualmente do Brasil, chega a notícia a inauguração daquela que é apontada como sendo a maior estátua também de Nossa Senhora de Fátima no País, com 27 metros de altura. 
Está situada a 110 quilómetros de Fortaleza, terra de boa cachaça para caipirinha, na zona serrana do Ceará.

Por falar de caipirinha, só a tomada de doses industriais de aguardente pode explicar determinados textos publicados entre nós que constituem um inqualificável e tonto desrespeito pelas crenças dos outros.

“Respeita se queres ser respeitado”, diziam os nossos pais até porque ensinava Jean-Jacques Rousseau que sempre é mais valioso ter o respeito, que a admiração das pessoas”.

O respeito pelos outros é uma componente tão forte e intrínseca no relacionamento entre pessoas que Karl Marx sustentava que o trabalhador tem mais necessidade de respeito que de pão. 

Certas pessoas que não têm muito respeito pelos outros, nos textos ofensivos que escrevem, só o fazem porque têm pouco ou nenhum respeito até por si próprios.
Está situada a 110 quilómetros de Fortaleza, terra de boa cachaça para caipirinha, na zona serrana do Ceará.
Por falar de caipirinha, só a tomada de doses industriais de aguardente pode explicar determinados textos publicados entre nós que constituem um inqualificável e tonto desrespeito pelas crenças dos outros.

“Respeita se queres ser respeitado”, diziam os nossos pais até porque ensinava Jean-Jacques Rousseau que sempre é mais valioso ter o respeito, que a admiração das pessoas”.

O respeito pelos outros é uma componente tão forte e intrínseca no relacionamento entre pessoas que Karl Marx sustentava que o trabalhador tem mais necessidade de respeito que de pão. 

Certas pessoas que não têm muito respeito pelos outros, nos textos ofensivos que escrevem, só o fazem porque têm pouco ou nenhum respeito até por si próprios.
Por falar de caipirinha, só a tomada de doses industriais de aguardente pode explicar determinados textos publicados entre nós que constituem um inqualificável e tonto desrespeito pelas crenças dos outros.
“Respeita se queres ser respeitado”, diziam os nossos pais até porque ensinava Jean-Jacques Rousseau que sempre é mais valioso ter o respeito, que a admiração das pessoas”.

O respeito pelos outros é uma componente tão forte e intrínseca no relacionamento entre pessoas que Karl Marx sustentava que o trabalhador tem mais necessidade de respeito que de pão. 

Certas pessoas que não têm muito respeito pelos outros, nos textos ofensivos que escrevem, só o fazem porque têm pouco ou nenhum respeito até por si próprios.
“Respeita se queres ser respeitado”, diziam os nossos pais até porque ensinava Jean-Jacques Rousseau que sempre é mais valioso ter o respeito, que a admiração das pessoas”.
O respeito pelos outros é uma componente tão forte e intrínseca no relacionamento entre pessoas que Karl Marx sustentava que o trabalhador tem mais necessidade de respeito que de pão. 

Certas pessoas que não têm muito respeito pelos outros, nos textos ofensivos que escrevem, só o fazem porque têm pouco ou nenhum respeito até por si próprios.
O respeito pelos outros é uma componente tão forte e intrínseca no relacionamento entre pessoas que Karl Marx sustentava que o trabalhador tem mais necessidade de respeito que de pão. 
Certas pessoas que não têm muito respeito pelos outros, nos textos ofensivos que escrevem, só o fazem porque têm pouco ou nenhum respeito até por si próprios.
Certas pessoas que não têm muito respeito pelos outros, nos textos ofensivos que escrevem, só o fazem porque têm pouco ou nenhum respeito até por si próprios.



Portugal não percebe o alcance e a força de uma marca como “Fátima” ao nível do turismo cultural e religioso. Logo, da economia.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A Liderança segundo Maquiavel - prefácio


Todas as corporações privadas, tanto as de maior envergadura, como as multinacionais e as grandes empresas nacionais, passando por companhias de médio porte, até chegar às pequenas empresas, têm o mesmo desafio: recrutar pessoas no mercado, contratá-las e treiná-las para que possam liderar, de maneira adequada; da cúpula aos escalões menores.
Liderança é assunto de suma importância nas organizações, sejam elas públicas ou privadas. Desde o mais alto escalão, como a chefia de uma Nação, por exemplo, passando por ministérios e autarquias, governos estaduais e municipais, segundos e terceiros escalões, todos vivem um dilema crucial: identificar, nomear ou eleger quem que possa liderar as pessoas, nos diversos níveis, de maneira adequada, rumo ao objetivo maior da empresa.
Todas as corporações privadas, tanto as de maior envergadura, como as multinacionais e as grandes empresas nacionais, passando por companhias de médio porte, até chegar às pequenas empresas, têm o mesmo desafio: recrutar pessoas no mercado, contratá-las e treiná-las para que possam liderar, de maneira adequada; da cúpula aos escalões menores.
A principal proposta do presente trabalho, é fazer uma reflexão sobre as ações dos "príncipes", ou seja, dos líderes que possam comandar as organizações. Pretendo, aqui, identificar as melhores atitudes, práticas e competências para torná-los aptos e eficazes no cumprimento de seu dever de gestor organizacional.
Desenvolvido com base na teoria da liderança de Nicolau Maquiavel, tratada em seus vários trabalhos, particularmente na obra O Príncipe, escrita no início do século XVI, por volta de 1512, este trabalho tem como propósito apresentar um modelo de liderança que seja eficaz para as organizações alcançarem seus objetivos.
Ao utilizar o termo "objetivos", penso em duas premissas básicas: a primeira prevê a continuidade próspera, lucrativa, das organizações privadas; e, institucionalmente, a continuidade segura e estável das organizações públicas.
A segunda premissa leva em conta que as organizações precisam cumprir seu papel social e a finalidade para a qual foram criadas, ou seja, devem atender às necessidades de seu público-alvo.
Tendo em vista essas premissas básicas, é função, obrigação e responsabilidade do líder cumprir esses compromissos, agindo e fazendo o necessário para alcançar suas metas, que só podem ter como fator limitador os melhores princípios éticos, que devem sempre nortear suas ações. Entretanto, como bem destaca o filósofo Sócrates, em diálogo com Eutidemo narrado por Xenofontes na obra Ditos e feitos Memoráveis de Sócrates, "a justiça e a injustiça dependem das circunstâncias".
No diálogo supracitado, Sócrates defende que um general que usar de maus tratos, ou for excessivamente rigoroso com os inimigos, com o objetivo de salvar uma cidade da escravidão, estaria agindo com justiça, pois, nesse caso, o mal maior é deixar os invasores subjugarem o povo atacado.
Nesse sentido, um primeiro embate ético deve ser travado aqui, pois a teoria de Nicolau Maquiavel é interpretada de diversas formas, muitas delas errôneas. O termo Maquiavelismo, por exemplo, é associado à ideia de que para o autor "os fins justificam os meios".
Ao longo da história, essa frase acabou ganhando um sentido pejorativo, provavelmente por ter sido aplicada inadequadamente por pessoas sem compromisso ético, simbolizando ela atitudes de "esperteza", usadas para enganar as pessoas.
Mas, um estudo da obra O Príncipe aponta que a intenção de Maquiavel foi apresentar os fatos e comportamentos da natureza humana segundo suas fraquezas e defeitos; e orientar os líderes a levar em conta essa realidade, com o propósito de manter a ordem e evitar o colapso e a anarquia no Estado.
Se analisarmos o comportamento e as atitudes de líderes que obtiveram sucesso ao longo da história, verificaremos que, em alguma medida e em certo sentido; eles souberam usar os padrões de comportamentos ensinados na obra O Príncipe; por outro lado, os que fracassaram negligenciaram os ensinamentos ali contidos.
A história está repleta de exemplos de luta pelo poder nos quais vence não aquele que tem as melhores intenções políticas, sociais e organizacionais, mas, sim, quem sabe melhor utilizar as estratégias mais eficazes para conquistar e manter o poder. Muitos ditadores célebres, como Hitler e Stalin, que causaram grandes males a seus povos e à humanidade, estão nessa categoria.
Um exemplo a ser citado, é a disputa pelo poder na União Soviética ocorrida após a morte de Lênin, lider da revolução bolchevique, em 1924: o conflito girou em torno de dois membros do partido comunista; o primeiro foi Leon Trotsky, segundo homem da "Revolução de Outubro" (cuja habilidade militar durante a guerra civil russa lhe rendeu grande prestígio); e o segundo foi Josef Stalin, Secretário-Geral do Partido Comunista da URSS depois de 1922 (o qual desempenhou um papel insignificante durante a Revolução).
Stalin levou a melhor, pois soube utilizar estratagemas, subterfúgios, intrigas, mentiras e traições, para manipular a burocracia e o parlamento russo. Consta que através de uma rede de espiões, ele chegou até mesmo a interceptar uma carta de Lenin, que, gravemente enfermo após sofrer um derrame – e incapaz de governar o pais –, indicava Trotsky como seu sucessor. Stalin teve, assim, sua posição consolidada.
Em seguida, perseguiu, expulsou e assassinou praticamente todos os desafetos e ex-companheiros de revolução que lhe faziam oposição.
Embates acontecem também nas organizações, permeando toda a cadeia de comando. Apesar de o assunto não ser tratado abertamente nas escolas de administração e nos documentos oficiais, na prática intrigas entre profissionais, chefes e subordinados, dentro de empresas públicas e privadas, ocorrem com muita frequência e provocam graves danos às organizações. Quando essas relações não são administradas adequadamente, provocam situações de assédio moral, geram desmotivação, desunião e perda de rendimento da equipe. Só mesmo uma liderança eficaz pode resolver a questão.
Um bom exemplo de líder pragmático no mundo corporativo é o lendário Alfred Sloan Jr., que dirigiu durante 23 anos a General Motors, uma das maiores empresas do mundo. Sloan praticamente inventou a arte de administrar uma grande corporação. Quando entrou na empresa, na década de vinte, a GM era um verdadeiro caos, uma frouxa federação de empresas dirigidas pelos ex-proprietários, um emaranhado de negócios dispersos e desordenados. Endividada e com a produção à beira do colapso, a General Motors quase foi à falência naquela época.
Em 1923, Sloan assumiu a presidência da empresa e com pulso firme criou as divisões corporativas. A organização, sob seu comando, passou a ser controlada por orçamentos, sistemas de contratação, relatórios de venda e administração centralizada. Entretanto, para garantir a motivação e a criatividade nas divisões que compunham a empresa, a autonomia relativa teve que ser mantida. Seu maior desafio foi controlar e liderar cada um dos "chefetes" – que até pouco tempo antes eram os donos da empresa e dirigiam as divisões da GM –, e fazê-los trabalhar em equipe, sintonizados com a administração central.
Outro exemplo de líder eficaz, mas não necessariamente virtuoso do ponto de vista de sua humanidade, foi Napoleão Bonaparte. Ele soube, como poucos, manter um comando firme e, ao mesmo tempo, motivar e estimular seus comandados. Napoleão, que é considerado o maior general da história, tinha fama de disciplinador e era extremamente cruel com seus desafetos. Essa atitude sempre lhe trouxe ótimos resultados, pois, ao mesmo tempo em que era temido e respeitado por todos, era também admirado por seus liderados, em função das conquistas alcançadas e de seu carisma pessoal.
Sun Tzu, general e pensador chinês, – que viveu entre os anos 544 e 446 a.C, ou seja, há quase 25 séculos –, em seu livro A Arte da Guerra, também apresenta uma série de conselhos que são estudados e respeitados por líderes empresariais da atualidade. Na mesma linha de sugestões de Maquiavel, Sun Tzu afirma: "Se, entretanto, você for tolerante, mas incapaz de fazer sentir sua autoridade; bondoso, mas incapaz de fazer cumprir seu comando; e, além de tudo, incapaz de controlar a desordem; então seus soldados serão como filhos mimados, serão inúteis para qualquer propósito prático".
Para efeito da análise de um modelo eficaz de liderança, vou recorrer, também, a um dos melhores estudos sobre a liderança eficaz, realizado por Peter Drucker, autor do livro O Gerente Eficaz (Zahar Editores, 1981). Segundo Drucker, considerado o mais importante estudioso da competência gerencial do século XX, não existe uma "personalidade eficaz" entre os profissionais de sucesso. O que existe é um conjunto de práticas que geram resultados eficazes entre os profissionais, qualquer que seja seu ramo de atividade.
A teoria da liderança, de Maquiavel, e o emprego da experiência de diversos pensadores políticos, empresariais e de outras áreas; podem nos ensinar as melhores práticas de liderança. A partir delas, vou procurar desenvolver e apresentar um modelo de ação que possa ser utilizado com eficácia nas atuais organizações, pois o objetivo aqui é identificar as práticas e as atitudes que tornam um líder eficaz.

Estaremos publicando nos próximos dias os primeiros capítulos do livro "A Liderança segundo Maquiavel"