segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sala de aula: Maquiavel e a política

Na primeira das três vídeo-aulas sobre filosofia, o professor Ronaldo José Moraca, do Ético Sistema de Ensino, fala da obra de Nicolau Maquiavel e como as ideias contidas em O Príncipe são importantes, especialmente em ano de eleições.

Nos próximos programas, Moraca vai falar sobre Ciência e Ética. O objetivo é abordar assuntos que podem cair nos principais vestibulares e exames do País.

Os programas são fruto de uma parceria entre o Estadão.edu e o Ético Sistema de Ensino.
Para ver o video clique aqui

Fonte:estadao

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

FHC foi o Principe da Sociologia Brasileira

Em debate com o escritor britânico Salman Rushdie sobre o livro “O Príncipe”, na quinta-feira (5), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou o uso do paternalismo na política e disse esperar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se torne um ex-mandatário que se mantenha em silêncio.

FHC e Rushdie conversaram em inglês por meia hora, no centro de Paraty, palco da Flip (Feira Literária Internacional) em ato de promoção de nova edição do livro de Nicolau Maquiavel (1469-1527) lançada pelo selo Penguin Companhia.

O ex-presidente, autor do prefácio da nova edição, procurou contextualizar o livro, lembrando que foi escrito à época de formação dos Estados nacionais, citando que, para Maquiavel, a política se explicava pelas ambições, forças e fraquezas humanas.

O ex-presidente comentou, em tom irônico, que o objetivo de quem estava no poder era manter-se no poder.

- Hoje há eleições, isto não é mais possível. Mas há quem queira ficar.

Rushdie definiu como “republicana” a tradição nos Estados Unidos de ex-presidentes manterem-se em silêncio. Fernando Henrique, sorrindo, interrompeu e comentou o que espera de Lula quando sair do poder:

- Sou um ex-presidente que não fala. O Lula também acha que ex-presidente não deve falar. Estou esperando...

Bem-humorado, o ex-presidente lembrou que Maquiavel era um servidor público, defensor da República de Florença e afirmou que não há como o compararem com o escritor italiano e fez piada sobre o apelido dado por amigos de “príncipe da sociologia brasileira”:

Eu fui um príncipe; ele, não.

FHC novamente negou que tenha dito uma frase que a Folha de S.Paulo publicou como sua, após reunião com empresários e reclamou:

- Nunca disse 'esqueçam o que eu escrevi', mas isso é repetido até hoje. Fui obrigado até a escrever um livro com o título 'Lembrando o que Escrevi.'

O ex-presidente ainda reclamou que em política tenta-se julgar não os atos de um governante, mas suas supostas intenções.

O ex-presidente criticou, em uma declaração indireta em Lula, governantes que exploram a imagem de “pai dos pobres”.

- Não é democrático.
Fonte:R7

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Felipão é intocável no Palmeiras?

Não seria difícil prever o tratamento diferenciado que Luiz Felipe Scolari recebe hoje de jogadores, dirigentes e da própria mídia. Fosse outro, com esse desempenho meio sem sal do Palmeiras na retomada do Campeonato Brasileiro (está há quatro jogos sem ganhar) e já veria, não digo o mundo cair sobre sua cabeça, mas, pelo menos, uma intensa formação de nuvens bastante carregadas na linha do horizonte. Cúmulos nimbos, como dizem os meteorologistas.


Não. Scolari segue tranquilo, surfando em popularidade. Aquele mesmo Ibope que o dava como favorito para assumir a seleção brasileira, à frente de Muricy e Mano. Sejamos justos. Felipão tem história para justificar essa benevolência. Campeão da Libertadores da América pelo Palmeiras, campeão do mundo em 2002, ótimo trabalho na seleção portuguesa, além de uma simpatia meio brusca, que passa credibilidade ante a opinião pública. É currículo.

Luiz Felipe não é uma celebridade vazia. Tem conteúdo. Mas é uma celebridade. E, no mundo atual, às celebridades tudo é permitido, ou quase tudo. Às celebridades, se pede que existam, se exibam e basta. No futebol, o buraco pode ser mais embaixo. De qualquer forma, ele tem um capital de popularidade de que nenhum outro técnico no Brasil dispõe. Apesar do começo tímido, mal começou a gastá-lo. E talvez logo seja recompensado pelos resultados, quando então poderá não apenas deixar de dilapidar o patrimônio como talvez aumentá-lo ainda mais.

Há motivos para pensar assim. De um lado, a competência técnica de Felipão. De outro, os jogos, este último em particular. O Palmeiras, embora não tenha vencido o Corinthians, jogou bem. Não sendo favorito, pois o Corinthians tem mais estrutura como time, o Palmeiras igualou as ações depois de ser dominado até tomar o gol. Poderia muito bem ter vencido a partida. Qualquer um dos dois, aliás, poderia ter levado a melhor nesse clássico tão igual. Por fim, devem chegar ao Palmeiras os tais reforços, para dar mais caldo ao cozido do chefe.

Mas não é isso que quero discutir e sim o limite da imunidade de algumas estrelas. Duas delas - Luxemburgo e Muricy - conheceram recentemente a cor do bilhete azul. E ambos no mesmo Palmeiras que hoje abriga Felipão. Quando foram demitidos o time ia mal, mas não em situação extrema, ameaçado, por exemplo, de ir parar na Segunda Divisão. Acontece que talvez não tenham se adaptado tão bem à nova política do Parque Antártica, sempre tão confusa e sinuosa que desnortearia um mestre da matéria como Nicolau Maquiavel. O Parque, com suas alamedas cheias de sussurros, teria mistérios mesmo para o florentino, autor de O Príncipe, esse clássico sobre a arte de governar em tempos difíceis. Tanto Muricy como Luxemburgo aparentemente foram devorados pelas intrigas palacianas de uma prosaica turma do amendoim.

Caíram como comuns mortais, embora façam parte do seleto clube dos intocáveis. Na verdade, Muricy já havia saído contra a vontade do São Paulo, isso depois de ser tricampeão brasileiro no Morumbi. Prova de que existem limites de durabilidade do material, mesmo para os mais badalados entre todos.

Vanderlei Luxemburgo é um que está sendo posto à prova em sua couraça de celebridade. Coleciona maus resultados no Atlético Mineiro e vê seu time vegetar na indesejável zona de degola. Domingo Luxa saiu vaiado de campo, depois de mais uma derrota do Atlético, desta vez para o arquirrival Cruzeiro. "Coisas da vida", ele comentou. Mas deve ter pensado quanto ainda poderá resistir a uma campanha dessas.

A condição de celebridade pode blindar o treinador durante algum tempo. Ou mesmo durante muito tempo. Não para sempre.


Fonte:estadao

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Maquiavel é guia perfeito para interpretar os poderosos

É irresistível ler (ou reler) "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel (1469-1527), e não relacionar fatos do cotidiano da política com a obra iniciada pelo florentino em por volta de 1513.
A influência renascentista e as guerras entre Estados de uma Europa em formação são fatos usados como o plano de fundo desse guia das relações entre poderosos e governados. Astúcia, ambição, crueldade e virtude são analisadas sob o prisma de quem está e deseja ficar no comando.
Tome-se o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista conduz muitas de suas ações conforme recomendaria o antigo escritor. Não há em "O Príncipe" nada similar, ou que remeta ao Bolsa Família. Mas o maior programa social do nosso atual presidente, certamente se encaixa na categoria clássica de benemerências recomendadas por Maquiavel:

"Os benefícios devem ser feitos aos poucos, para que sejam mais bem saboreados". O Bolsa Família é assim: atinge todos os meses a 12,5 milhões de pessoas.
Houve também um certo lulo-maquiavelismo no início do governo petista (2003). Manteve-se a taxa de juros nas alturas. Deu-se preferência à estabilidade da economia em detrimento do crescimento do país.

Como está recomendado em "O Príncipe", o mal foi feito de uma vez: "A crueldade bem empregada - se é lícito falar bem do mal - é aquela que se faz de uma só vez, por necessidade de segurança".

O livro acaba de ser relançado pela Cia. das Letras. Chega com tradução atualizada assinada por Maurício Santana Dias. O prefácio é de Fernando Henrique Cardoso. E a nova edição do livro está sendo avaliada como ótima.

Há também a introdução de Anthony Grafton, professor de história europeia, com fartas notas de rodapé, cronologia e um glossário. FHC retoma no livro um de seus debates prediletos: a diferença entre a ética da responsabilidade (do político) e a ética do cidadão comum.

O governante não pode "cingir-se a respeitar valores absolutos", escreve ele. Por essa lógica, um político fracassará se assumir o Planalto recusando-se a conversar com a escória que muitas vezes transborda do Congresso. FHC e Lula aprenderam a enfrentar essa vicissitude da política.

É uma boa coincidência o relançamento de "O Príncipe" agora, a pouco mais de dois meses para a eleição. Bastante útil para políticos, a obra de Maquiavel também serve à perfeição como guia para eleitores interessados em interpretar o comportamento desses poderosos do Brasil.

Fonte:diariodovale

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ao falar sobre Maquiavel, FHC ironiza os que querem ficar no poder

A premissa do encontro era discutir uma nova versão do clássico O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, recém lançada pela Companhia das Letras e paixão comum dos dois debatedores. Mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o escritor inglês de origem indiana Salman Rushdie aproveitaram hoje, 5, para ironizar a própria política, durante um rápido debate em Paraty, à parte da programação da 8ª Festa Literária Internacional.

"O objetivo do príncipe no romance é a manutenção do poder. Isso não se aplica mais. Hoje temos eleições - embora ainda existam pessoas interessadas em permanecer", disse Fernando Henrique, arrancando gargalhadas de uma pequena mas seleta plateia, formada tanto por fãs como por empresários e banqueiros.

Aplaudido ao chegar à casa utilizada pela editora como sua sede em Paraty, o ex-presidente apresentava-se mais relaxado que na noite anterior, quando fez a palestra de abertura da Flip, sobre a obra de Gilberto Freyre, diante de quase mil pessoas. "Ele e Maquiavel não são comparáveis, pois Freyre diminuiu o valor do poder político do Estado", disse o sociólogo, autor do prefácio da nova edição de O Príncipe.

Depois de ouvir um irônico comentário de Rushdie sobre ex-presidentes americanos ("Todos, nessa condição, ficam mudos"), Fernando Henrique disse que tenta manter a mesma postura e que vai cobrar isso de seu sucessor. "Lula disse que vai se calar. Vamos esperar para ver."

Durante seus oito anos de mandato presidencial, Fernando Henrique disse que procurou alertar os historiadores para se preocuparem com fatos e não intenções. "Muitas vezes, não estamos ainda bem certos do que fazer", disse. "Não podemos ser julgados por isso." E arrematou: "Eu não posso me comparar com Maquiavel. Eu fui um príncipe. Ele, não".

Fonte:Gaz.com

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Uma vila para Felini

Cinema e literatura da Itália ganham espaço, neste mês, em São Caetano. A Villa della Cultura, ‘instalada'' no Museu Histórico Muncipal, oferece de hoje até dia 29 uma programação especial, com destaque para a mostra de filmes de Federico Fellini (1920-1933).

Esta é, na verdade, uma das atrações da 18ª Festa Italiana da cidade. Enquanto o evento em frente à Igreja Matriz traz a gastronomia e a música do país da bota - de onde vieram os fundadores de São Caetano -, a Villa della Cultura ocupa o museu, no mesmo bairro Fundação.

Um espaço literário disponibiliza livros de autores e temas da cultura italiana. A intenção é criar uma área de leitura no local, com direito a café. As obras são do acervo das bibliotecas municipais - não serão feitos empréstimos de livros. Entre os mais de 40 títulos estão A Ilha do Dia Anterior, de Umberto Eco, Dicionário dos Sobrenomes Italianos, de Ciro Mioranza, e O Príncipe, de Nicolau Maquiavel.

Aos domingos, a partir das 18h30, as luzes se apagam, e a Villa é toda de Fellini. A mostra (veja programação abaixo) traz quatro clássicos do diretor italiano: A Estrada da Vida (1954), Os Boas-Vidas (1953), 8 e Meio (1963) e A Doce Vida (1960). Este último é considerado a obra-prima de Fellini e também um dos maiores filmes da história do cinema, com Marcello Mastroianni como protagonista. Os ingressos, que são gratuitos, serão distribuídos com uma hora de antecedência. O local vai ganhar decoração de cinema de época.

Os visitantes da Villa poderão também entrar em um carro antigo feito de madeira, montado em uma das salas do museu, e ‘viajar'' através de um vídeo com imagens e animações sobre importantes acontecimentos da história do município, desde sua fundação até os dias atuais. Os registros foram pesquisados por historiadores da Fundação Pró-Memória.

Para atrair o público da Festa Italiana ao Villa della Cultura, um casal de atores, trajados como imigrantes italianos, vai circular entre as barracas convidando ao espaço cultural. As pessoas poderão ainda tirar fotos com trajes de época.


Programação

Mostra de Cinema Italiano
Especial Fellini

Amanhã
A Estrada da Vida (100 min.)

Dia 15
Os Boas Vidas (89 min.)

Dia 22
A Doce Vida (167 min.)

Dia 29
8 e Meio(145 min.)

Sempre às 18h30

No Museu Histórico Municipal de São Caetano - Rua Maximiliano Lorenzini, 122.
Tel.: 4229-1988

Entrada franca