segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cidadania, Política e Poder

Cidadania
Tendo por origem a Grécia Clássica, a cidadania, enquanto conceito, era utilizada para designar os direitos dos cidadãos, sendo estes, indivíduos que viviam nas pólis e que participavam, efetivamente, das coisas de interesse público, bem como das decisões políticas. Cidadania, portanto, não era apenas um mero conceito, mas uma ação concreta do cidadão grego. O conceito de cidadania foi ampliado, com o passar dos tempos e ao longo a história, passando a abarcar uma série de valores sociais que determinam o conjunto de direitos e deveres dos cidadãos. A partir da Revolução Francesa, 1789, marco inaugural da sociedade moderna, e burguesa, o indivíduo passa a ser visto como homem, ou seja, como pessoa privada, e como cidadão, como pessoa pública. Portanto, modernamente, e por que não dizer, contemporaneamente, cidadão é o indivíduo que possui direitos e deveres para com a coletividade da qual participa, que atua diuturnamente para ter o direito fundamental à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei; é aquele indivíduo que se interessa e participa dos destinos da sociedade na qual está inserido; é aquele que tem plena consciência do valor do seu voto no sistema representativo e democrático; é aquele que luta incansavelmente no dia-a-dia por uma educação de qualidade, por uma saúde acessível à todos, enfim, por um trabalho que dignifique a própria vida.

Política

Na Grécia Antiga, notadamente na Cidade-Estado de Atenas, o conceito de política estava umbilicalmente ligado à idéia de liberdade que, para o indivíduo grego, era a própria razão de viver. Os gregos da antiguidade não faziam distinção entre política e liberdade, acreditando que ambas estavam associadas à capacidade do homem de agir, de agir em local público, específico, ou seja, na Ágora que era a praça principal na constituição da pólis, onde ocorríam as discussões políticas e os tribunais populares, sendo, portanto o espaço adequado da cidadania e ambiente original do político.

Como ciência, Aristóteles (384 a. C.), filho da pequena cidade de Estagira, norte da Grécia, fundador de uma escola conhecida como escola peripatética ou Liceo, utiliza-se do termo política para um assunto único: a ciência da felicidade humana. Para o grande filósofo grego, o principal objetivo da política é o bem comum: "Em todas as artes e ciências", disse ele, "o fim é um bem, e o maior dos bens e bem em mais alto grau se acha principalmente na ciência todo-poderosa; esta ciência é a política, e o bem em política é a justiça, ou seja, o interesse comum; todos os homens pensam, por isso, que a justiça é uma espécie de igualdade, e até certo ponto eles concordam de um modo geral com as distinções de ordem filosófica estabelecidas por nós a propósito dos princípios éticos."

Poder

Toda sociedade humana é necessariamente uma sociedade política, e em toda sociedade humana existe uma luta pelo poder. Diversos autores trataram e ainda tratam essa questão. Os diversos conceitos variam, portanto, em função da corrente de pensamente de cada um. Aristóteles afirmava que havia nos homens uma sede tão grande de poder que dava a impressão de que os homens só se satisfaziam totalmente quando estavam no poder. Goethe, escritor alemão e pensador do final do século XVIII e inícios do XIX, disse que, onde houvesse dois, um certamente cavalgaria, e o outro seria cavalgado.

Thomas Hobbes, matemático, teórico político, e filósofo inglês, autor de Leviatã (1651), falava que existiam diversas espécies de poder como: beleza, amizade, riqueza, popularidade, poder político, etc. Para Hobbes, entretanto, o maior dos poderes é o poder do Estado, resultado da soma de poderes de todos os homens na formação do Contrato Social.

Para Nicolau Maquiavel, historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento, tido para muitos, como o fundador do pensamento e da ciência política moderna, autor de uma obra até hoje reverenciada, “O Príncipe”, o governante (Príncipe) tem, por obrigação, conquistar e manter o poder, nem que para isso se utilize de estratégias pouco convencionais, afinal “os fins justificam os meios”.

"Tendo o príncipe necessidade de saber usar bem a natureza do animal, deve escolher a raposa e o leão, pois o leão não sabe se defender das armadilhas e a raposa não sabe se defender da força bruta dos lobos. Portanto é preciso ser raposa, para conhecer as armadilhas e leão, para aterrorizar os lobos." Por fim, e para ficar apenas nesses ilustres pensadores, Max Weber, em sua obra “Três Tipos Puros de Poder Legítimo”, discorre sobre o Poder Legal, o Poder Tradicional, e o Poder Carismático.

“O Poder Legal, cria em suas manifestações de legitimidade a noção de competência; o Poder Tradicional e o Carismático dilata a legitimação até onde alcance a missão do “chefe”, na medida de seus atributos carismáticos pessoais.”

Mencionei apenas alguns autores e conceitos mais recorrentes sobre a questão da cidadania, da política e do Poder, porém, tais temas são muito mais amplos e problemáticos, mas fica aqui a minha singela contribuição para reflexão e debate.

Fonte:Professor Raniery Dantas de Abrantes

6 comentários:

Anônimo disse...

Odeio sociologia!!!!!!1

Anônimo disse...

Odeio sociologia! Ramon

Anônimo disse...

O tema não é sobre sociologia, mas sim sobre política.

Anônimo disse...

Todo o texto foi perdido por uma frase :Afinal, "Os fins justificam os meios"
Esta frase não é de Maquiavel, lhe foi dada devido a uma interpretação equivocada de sua obra.

Anônimo disse...

Ajudoooooooou muitu obrigaduuu du amigu Oscar Alho XD

Anônimo disse...

https://www.youtube.com/watch?v=puwkhgbjCCE