quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Resenha Do Príncipe De Maquiavel

O autor é italiano natural de Florença o mais alto funcionário da Segunda Chancelaria de Florença teve oportunidade de fazer várias viagens diplomáticas, onde pode conhecer grandes personagens da época. Como escritor publicou entre outras obras como “A Mandrágora”, “A arte da Guerra”, “Comentário sobre a Primeira Década de Tito Lívio”.

A presente obra é um livro de orientação prática de algumas ações políticas que o príncipe deve fazer para conquistar e se manter no poder. O escrito se desdobra em 26 capítulos.

No primeiro capítulo, “Os vários tipos de Estado, e como são instituídos” (p.29), apresenta dois tipos de principados o hereditário e o adquirido, e aponta quais são as duas formas de como o governante chega ao poder uma pela virtude e outra pela fortuna.

No segundo, “As monarquias hereditárias” (p.30-31), afirma que o principado hereditário é o mais difícil de ser conquistado, e mais fácil de manter o poder, pois o povo esta acostumado a ser dominado pelos seus governantes.

O terceiro, “As monarquias mistas” (p. 32-42), o autor apresenta qual o método que o soberano deve fazer para conquistar o Estado. A primeira ação que o príncipe deve tomar é eliminar a linhagem do principado anterior, e a segunda não mudar o costume do povo conquistado e a terceira ação o soberano deve fixar sua resistência no local conquistado, além do conquistador deve se afastar dos poderosos, pois estes podem conspirar futuramente contra o governante.

No quarto, “Porque razão o Reino de Dário, que Alexandre havia ocupado, não se rebelou contra seus sucessores após a morte de Alexandre” (p.43-48) Maquiavel responde esse questionamento mostrando duas formas de como o principado é governado: o príncipe com o seu ministro tem maior poder para governa, e a outra forma de governo é o príncipe governando junto com nobres com títulos não dado pelo soberano, mas pela nobreza de sangue, já é mais difícil de se governar.

No quinto, “O modo de governar as cidades ou Estado que antes conquistas tinham a sua próprias leis” (p. 49-50), o autor aponta três caminhos que o governante deve tomar nessa situação: a primeira é destruí-los; a segunda transferir a residência do soberano para o local conquistado, e a terceira é deixar o povo viver na sua antiga lei cobrando somente impostos.

No sexto, “Os novos principados conquistados pelo valor e as próprias artes” (p.51-53), apresenta alguns exemplos de alguns conquistadores que chegaram ao poder pelo valor, e não pela fortuna. Citando o exemplo de Moíses, Ciro, Rômulo e Teseu.

No sétimo, “Os novos principados conquistados pela fortuna” (p. 54-63), diz que aqueles que conseguem o poder pela fortuna (sorte) devem fazer de tudo para adquirir o valor, pois caso esse governante vai se destituído do poder e coloca o exemplo de César Borgia para demonstrar sua teoria.

O Oitavo,“Os que com atos criminosos chegaram ao governo de um Estado” (p. 64-69), Maquiavel cita alguns exemplos de como algumas pessoas chegaram ao poder pelos crimes, e afirma que se o soberano que se manter no poder deve sempre moderar a sua forma bruta usando-a de maneira racional.

Nono, “O principado Civil” (p.70-74), apresenta um exemplo de um cidadão que chega ao poder, ou por ajuda do povo ou pela aristocracia e afirma que é mais fácil deste príncipe se manter no poder apoiado pelo povo do que pelos ricos, por esse motivo o monarca deve sempre encontrar uma maneira para que os seus súditos sempre permaneçam fieis.

No décimo, “Como avaliar a força do Estado” (p.75-77), para que o soberano possa se manter no poder é necessário pensar em montar um bom exército para a proteção da cidade e ter apoio do povo.

Décimo primeiro, “Principado Eclesial” (p.78-80), o autor diz que esse tipo de principado tem mais facilidade de se manter no poder, pois a Igreja tem um poder temporal, por isso que sua estrutura é sólida não correndo o risco de ser disposto.

Décimo segundo, “Os diferentes tipos de milícias e de tropas mercenárias” (p. 81-86), Maquiavel descreve o sistema de defesa usado pelos monarcas para se manter no poder que são boas leis e bons exércitos, no entanto, o escritor dá um conselho para que os governantes tenham um bom exército composto pelos seus cidadãos, pois estes vão ser sempre fieis as suas ordens, diferente dos exércitos mistos e mercenários.

Décimo terceiro, “Forças auxiliares, mistas e nacionais” (p.87-91), afirma que nenhum príncipe pode ter segurança sem o seu próprio exército, pois caso esteja sem ele dependera inteiramente da sorte, porque não terá meios confiáveis de defesa.

Décimo quarto, “Os deveres do príncipe para com sua milícia” (p.92-95), o soberano prudente deve sempre está treinando a sua o seu exército para a guerra, pois acontecendo qualquer imprevisto o Rei vai sempre resistir os golpes dos seus adversários.

Décimo quinto, “As razões pelas quais os homens, especialmente os príncipes são louvados pela vituperados” (p. 96-97), Maquiavel aconselha aqueles pessoas que desejam o poder, para que saibam conduzir os súditos e os aliados. É necessário que o governante não provoque escândalos, pois isso ajudará manter no poder.

Décimo sexto, “A liberdade e a parcimônia” (p.98-99), diz que é necessário para o governante manter-se no poder é necessário ostentar um pouco a sua riqueza, pois o povo gosta de ver, mas Maquiavel adverte que não deve explorar muito o povo, pois se não estes podem se revoltar contra o seu soberano.

Décimo sétimo, “A crueldade e a clemência. Se preferível ser amado ou temido”,(p.100-105),coloca que o ideal que o soberano tivesse as duas características ser amado e temido, como não é possível possuir essas duas qualidades é preferível que seja temido do que ser amado, no entanto não se pode exagerar muito na maldade.

Décimo oitavo, “A conduta dos príncipes e a boa fé” (p.106-109), afirma que um príncipe pretende conquistar e manter o poder, não importa os meios empregados serão honrosos ou não, pois o soberano sempre visa um resultado.

Décimo nono, “Como se pode evitar o desprezo e o ódio” (p.110-122), o soberano nunca deve ser odiado pelo povo, pois caso seja será fácil deposto, mas no momento em que o príncipe respeita o patrimônio e as mulheres os súditos lutaram pelo seu governante.

Vigésimo, “A utilização da construção de fortaleza, e de outras medidas que os príncipes adotam com freqüência” (p. 123-129), afirma que o monarca não deve desarmar os seus cidadãos, pois isso é prejudicial ao príncipe, mais armado o povo eles vão ser mais fieis.

No vigésimo primeiro, “Como deve agir um príncipe para ser estimado” (p.130-135), o monarca para ser estimulado deve fazer grandes empreendimentos, e deve sempre se posicionar em uma guerra.

Vigésimo segundo, “Os ministros do Príncipe” (p.136-138), o soberano deve ter muita sabedoria antes de escolher as pessoas que o rodeiam para que estes sempre mantenham a fidelidade.

Vigésimo terceiro, “De que modo escapar dos aduladores” (p.137-144), Maquiavel orienta aquelas pessoas que estão no poder ter muito cuidado com os aduladores, uma forma de escapar desse perigo e escolher algumas pessoas para aconselhar, mas somente se o soberano quiser.

Vigésimo quarto, “As razões por que os príncipes da Itália perderam seus domínios” (p.142-144), é o resumo do livro de como o Príncipe deve conquistar, no entanto, s príncipes italianos contarão muito com a fortuna e não tinham virtude para governar o seu Estado.

Vigésimo quinto, “O poder da sorte sobre o homem e como resistir-lhe” (p.145-149), os governantes devem ter muito cuidado com a fortuna, pois esta pode fazer a cabeça do monarca, mas é preciso ter prudência e audácia só assim vai poder controlá-la.

Vigésimo sexto, “Exortação à liberdade da Itália dominada pelos bárbaros” (p.150-160), Maquiavel clama a Medice, para quem escreveu esse livro quando estava no cárcere, mostre sua validade comandando os italianos para a libertação da Itália.

A obra é um subsídio para os políticos empresários, governantes, líder de grupo e principalmente estudantes universitários do curso de Filosofia, história, Antropologia, Ciências Sociais e de um modo particular os estudantes de Ciência Política.

No plano estrutural usa o método histórico comparativo de alguns monarcas para fundamentar a sua teoria.

A linguagem da obra é simples e acessível, valorosa e atual, apesar do autor tratar o se humano como um ser sem caráter.

Em fim, o tratado é na verdade um manual de ação política, onde o autor orienta quais as atitudes que o soberano deve tomar e manter o poder.


MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe (Título original Il Principe revisto por Maria d Fátima C.A. Madeira) Trad. Pietro Nasseti 2°ed. São Paulo-SP Martin Claret, 2005. 189p.


Fonte:Artigonal

Um comentário:

Anônimo disse...

legal d+